PSD quer fim das inspeções para motos e mudanças nas portagens e trânsito

O Partido Social Democrata propôs alterações significativas às regras para motociclistas em Portugal. Apesar de prometerem benefícios para os motociclistas, estas ideias têm gerado controvérsia.

andardemoto.pt @ 21-11-2024 00:05:44

Facebook Twitter Pinterest LinkedIn WhatsApp

Atualmente, por lei, as motos de ciclindrada superior a 125cc deveriam estar sujeitas a inspeções periódicas obrigatórias, supostamente para garantir a segurança dos veículos. Mas tal como a esmagadora maioria dos motociclistas, o Partido Social Democrata também defende o fim desta exigência, argumentando que os proprietários de motos cuidam geralmente bem da manutenção e conservação dos seus veículos, como já tinhamos percebido quando da audição da Federação de Motociclismo de Portugal na Comissão de Economia, Obras Públicas e Habitação da Assembleia da República. Além disso, e seguindo a tendência lógica para aumentar a mobilidade, sobretudo nos centros urbanos, o partido do governo faz outras considerações e apresenta propostas:


Fim das inspeções obrigatórias

O PSD considera que esta medida reduz encargos financeiros e burocráticos para os motociclistas, em resposta às entidades ligadas às IPO que continuam a insistir que a inspeção é um mecanismo fundamental para evitar acidentes causados por falhas mecânicas, facto que está comprovadamente errado, e cujas raras excepções devem estar sujeitas é a fiscalização por parte das forças policiais no âmbito das operações de vigilância rodoviária.

Classe própria de portagens

Outra proposta apresentada pelo PSD é a criação de uma classe específica de portagens para motos, distinta da Classe 1, onde atualmente estão incluídas. O PSD justifica esta medida com o argumento obvio de que os motociclos têm menor impacto na infraestrutura rodoviária e ocupam menos espaço, sendo em parte uma solução de mobilidade que ajuda a diminuir os congestionamentos de trànsito. Esta alteração poderia traduzir-se em tarifas mais reduzidas para todos, tornando o uso de motociclos ainda mais acessível e atrativo.



Uso das faixas BUS

O PSD também sugere que os motociclistas devem poder circular livremente nas faixas BUS, destinadas a transportes públicos e táxis. O objetivo é melhorar a fluidez do trânsito, especialmente nas cidades, ao permitir uma maior flexibilidade para os motociclos. No entanto, esta proposta levanta preocupações. Empresas de transportes públicos, como a Carris, já se manifestaram no passado contra medidas semelhantes, argumentando erradamente que a partilha das faixas pode aumentar o risco de acidentes e, ironicamente, atrasos nos serviços.

Reações e próximos passos

Estas propostas do PSD geraram reações divididas. Enquanto os motociclistas consideram estas medidas um avanço lógico e há muito aguardado, seguindo o exemplo de alguns países europeus, alguns "especialistas" em segurança, as empresas de IPO e os operadores de transportes públicos expressam dúvidas quanto à sua viabilidade e impacto. O debate segue aberto, aguardando-se uma análise mais detalhada e a eventual discussão do assunto no Parlamento.

Os motociclistas contam com o empenho da FMP - Federação de Motociclismo de Portugal, para rebater os argumentos negativos que tendem a favorecer interesses financeiros instalados, e mobilizar os motociclistas em geral caso seja necessário manifestar publicamente os interesses de quem anda de moto, seja por necessidade, racionalidade ou puro prazer. 


andardemoto.pt @ 21-11-2024 00:05:44


Clique aqui para ver mais sobre: MotoNews


Facebook Twitter Pinterest LinkedIn WhatsApp