Mercado de motos trava a fundo em 2025, mas elétricas continuam em contraciclo

O setor nacional das duas e três rodas fechou 2025 com sinais mistos: menos 45 mil veículos matriculados do que no ano anterior e uma quebra global de 2,5%, segundo dados da ACAP, num período marcado pela retração do consumo no final do ano. Em contraste, as motos elétricas mantiveram a trajetória de crescimento, confirmando uma mudança gradual nas preferências dos utilizadores urbanos.

andardemoto.pt @ 7-1-2026 12:30:00

O mercado português de veículos novos da categoria europeia L atravessou 2025 sob o peso da incerteza económica. Depois de vários anos de expansão, o segmento de duas rodas, triciclos e quadriciclos registou um recuo que se tornou particularmente visível em dezembro, mês em que as matrículas caíram 25,7% face a igual período de 2024, com apenas 2.146 unidades colocadas em circulação. Também os quadriciclos diminuíram 13,6%, totalizando 121 veículos.

Apesar do desfecho negativo do último mês, o balanço acumulado entre janeiro e dezembro revela uma descida mais moderada: foram matriculados 45.586 veículos de duas e três rodas, menos 2,5% do que em 2024. Os quadriciclos acompanharam a tendência, apresentando uma redução anual de 4,4%.

A análise por tipologia mostra comportamentos distintos dentro do mesmo universo. Os ciclomotores foram os mais afetados, com 1.421 matrículas e uma quebra expressiva de 24%, indiciando a perda de atratividade deste meio junto dos mais jovens e do mercado profissional de proximidade.


Nos motociclos, que representam o grosso do setor, o recuo ficou-se por 1,5%, com 43.995 unidades. Dentro deste grupo, o segmento até 125 cc voltou a encolher (menos 7,3% e 20.219 motos), refletindo a maior prudência dos consumidores no patamar de entrada.

O cenário muda quando a cilindrada sobe. As motos com mais de 125 cc cresceram 3,9%, alcançando 23.316 unidades, sugerindo que o público mais experiente e com maior poder de compra continua a investir em modelos de lazer e turismo.

Mas é nas elétricas que o mercado encontra o seu principal foco de dinamismo. Em 2025 foram matriculadas 460 motos elétricas, um aumento de 10% face ao ano anterior. Embora ainda representem uma fatia pequena, consolidam-se como alternativa real para mobilidade diária nas cidades, apoiadas por incentivos e por custos de utilização mais baixos.

Os números de 2025 apontam assim para uma fase de transição: o mercado tradicional arrefece, mas emergem novos padrões de consumo que podem redesenhar o setor nos próximos anos, entre exigências ambientais, preços da energia e novas soluções de transporte urbano.

Para informações mais detalhadas consulte o site da ACAP.

andardemoto.pt @ 7-1-2026 12:30:00


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