MotoGP Emilia Romana – Miguel Oliveira brilha com 5º em dia de Viñales vencer
Piloto português recuperou dez posições no Grande Prémio da Emilia Romana e consegue um excelente resultado. Com o 5º lugar Miguel Oliveira sobe na luta pelo título de MotoGP. Maverick Viñales finalmente traduz em vitória o andamento em qualificação. A luta pelo título está ao rubro!
andardemoto.pt @ 20-9-2020 15:27:02
A
segunda visita do Mundial de Velocidade ao traçado Misano World Circuit Marco
Simoncelli, e que foi a oitava corrida da temporada da categoria MotoGP, provou
ser uma corrida emocionante e imprevísivel, com um vencedor que há muito
procurava concretizar em corrida todas as “ameaças” que tinha feito nas
qualificações e com a boa notícia de Miguel Oliveira voltar aos lugares de
destaque em MotoGP.
Com 27 voltas pela frente, o piloto português Miguel Oliveira sabia que ao
arrancar de 15º na grelha de partida para o Grande Prémio da Emilia Romana
teria de dar tudo por tudo para trazer para casa pontos que sirvam para subir
na classificação da categoria rainha e assim entrar ainda mais na luta pelo
título.
E a verdade é que mesmo com um arranque menos bom, Miguel Oliveira voltou a mostrar
que em situação de corrida a sua consistência em conjunto com a boa performance
da KTM RC16 da Red Bull KTM Tech3 trazem bons resultados.
Envolvido em constantes batalhas por posições na primeira metade da prova
italiana, Miguel Oliveira foi aproveitando as muitas quedas que aconteceram com
pilotos que seguiam à sua frente para ir subindo na classificação deste Grande
Prémio.
A partir de determinada altura o português entrou num ritmo que só ficava atrás
dos dois primeiros, Francesco Bagnaia (Pramac Racing) e Maverick Viñales
(Monster Energy Yamaha), pelo que a partir desse momento as coisas foram
ficando mais fáceis para o piloto da KTM que só parou a sua escalada na
classificação quando chegou ao 5º lugar.
Este foi mais um excelente resultado para Miguel Oliveira, que cruzou a linha
de meta a pouco mais de 7 segundos do vencedor Viñales, e por pouco não beneficiou
ainda de uma penalização imposta a Fabio Quartararo (Petronas Yamaha SRT) mesmo
na última volta.
Com este 5º lugar, igualando aquele que é o seu segundo melhor resultado em
MotoGP depois da vitória no GP da Estíria, Miguel Oliveira subiu duas posições
na classificação de pilotos. Está agora em 8º com 59 pontos na sua conta
pessoal, e tem agora apenas 25 pontos de atraso para o líder Andrea Dovizioso
(Mission Winnow Ducati).
"Estou satisfeito com a corrida. Começámos muito atrás e conseguimos ganhar algumas posições, beneficiando igualmente de algumas quedas. O nosso potencial estava ali, tínhamos um ritmo muito bom, senti-me bem com a moto e não cometi erros. Mantive a concentração em toda a corrida, o que não foi fácil, mas conseguimos fechar com o 'top 5' que era o nosso objetivo desde o início. Conseguimos igualmente importantes pontos para o campeonato e agora vamos para Barcelona de cabeça limpa para nos divertirmos também. Penso que poderemos ter um bom fim‑de‑semana por lá", referiu o piloto português.
Quanto à história da vitória de Maverick Viñales, tudo parecia estar bem
controlado pelo piloto espanhol da Yamaha até ao momento em que Francesco
Bagnaia e a sua Ducati da Pramac decidiram atacar para melhorar o segundo lugar
da corrida anterior. Bagnaia conseguiu mesmo alcançar a liderança e liderar a
prova com tal domínio que a vitória, a sua primeira em MotoGP, estava
praticamente garantida.
Mas o italiano não conseguiu evitar uma queda a sete voltas do fim. Com isso,
Viñales herdou então a liderança que já tinha sido sua, e com uma boa margem
para o então segundo classificado, Pol Espargaró (Red Bull KTM Factory), o
piloto da Yamaha apenas teve de se preocupar em levar a sua M1 até à bandeira
de xadrez e somar a sua primeira vitória da temporada, tornando-se no sexto
vencedor diferente em 2020.
Já a segunda posição apenas foi decidida nas duas últimas voltas. Pol Espargaró
escolheu correr com pneu traseiro mole. Uma estratégia arriscada, e que nas
últimas voltas provou ser a errada pois Fabio Quartararo que seguia atrás do
piloto da KTM via a oportunidade de fazer a dobradinha para a Yamaha em Misano.
No entanto o jovem francês, que foi sendo avisado pela direção de prova que
estava a exceder os limites da pista e seria penalizado se continuasse a
exceder, nunca conseguiu suplantar Pol Espargaró, e a luta entre os dois
permitiu que Joan Mir (Ecstar Suzuki) conseguisse anular a diferença entrando
então na luta pelos lugares do pódio quando já nada o fazia prever.
Mir não demorou muito a passar por Quartararo na passagem da primeira para a
segunda curva de Misano na entrada da antepenúltima volta. E depois foi a vez de
Espargaró não encontrar forma de impedir a passagem do compatriota que assim assumiu
a segunda posição aos comandos da Suzuki GSX-RR. Posição com que terminou a
corrida.
Mais atrás, Fabio Quartararo reencontrou a concentração e passou por Pol
Espargaró antes da entrada na última volta. No entanto o francês tinha excedido
na volta anterior o limite da pista – à saída da última curva de Misano – e foi
então penalizado com uma “long lap” que teria de ser cumprida na última volta.
Quartararo não cumpriu a penalização e assim que estava a festejar o terceiro
lugar, a direção de prova deu-lhe uma penalização de 3 segundos que foi então
somada ao seu tempo total de corrida, pelo que Pol Espargaró reassumiu o lugar
mais baixo do pódio enquanto Fabio Quartararo mostrou toda a sua frustração no
regresso às boxes, ainda em pista acenando com a mão em discordância com a
decisão de penalização, e depois entrando pela box da Petronas Yamaha SRT sem sequer
parar para falar com ninguém e seguindo direto para a sua “motorhome”.
Nesta segunda corrida em Misano temos também de destacar as inúmeras quedas que
se verificaram com pilotos que optaram por correr com pneus dianteiros duros.
Pelo menos a maioria das quedas parece ter ficado a dever-se a essa escolha.
Terminaram a corrida apenas 13 pilotos (portanto todos os pilotos somaram
pontos) e a lista de abandonos desta oitava corrida de MotoGP inclui nomes como
Valentino Rossi, Brad Binder – que caiu duas vezes! -, Aleix Espargaró, Iker
Lecuona, Francesco Bagnaia e Tito Rabat. Outro piloto que não terminou a prova
foi Jack Miller, mas no caso do australiano não foi por queda mas sim um
problema na sua Pramac Ducati.
Com este conjunto de resultados, e com Andrea Dovizioso a mostrar-se novamente
muito discreto, a luta pelo título está ao rubro!
O italiano da Ducati, que continua sem equipa confirmada para 2021, tem 84
pontos e um de vantagem sobre Fabio Quartararo e dois pontos à maior sobre
Maverick Viñales. Joan Mir está logo atrás com 4 pontos de diferença para “DesmoDovi”.
O português Miguel Oliveira não só subiu duas posições na classificação estando
agora em oitavo, mas mais do que isso posiciona-se claramente como um dos
candidatos ao título de MotoGP estando a apenas 25 pontos de Andrea Dovizioso.
Clique aqui para ver as classificações atualizadas de MotoGP depois do Grande Prémio da Emilia Romana no Misano World Circuit Marco Simoncelli
A próxima corrida do Mundial de Velocidade e de MotoGP acontece já no próximo
fim-de-semana com a visita ao circuito de Montmeló, para o Grande Prémio da
Catalunha.
andardemoto.pt @ 20-9-2020 15:27:02
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