MotoGP – Antevisão e horários do Grande Prémio da Europa

O circuito Ricardo Tormo em Valência acolhe a primeira das três rondas consecutivas que marcam o fim da temporada de MotoGP e do Mundial de Velocidade. Com tudo em aberto na categoria rainha, conseguirá Joan Mir dar novo salto em frente na sua candidatura ao título? E será que o português Miguel Oliveira mantém o bom registo no circuito valenciano? Fique a saber tudo nesta antevisão que inclui os horários deste GP.

andardemoto.pt @ 4-11-2020 12:24:35

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Por esta altura, e num ano normal, Valência estaria a receber agora aquele que seria o último Grande Prémio da temporada. Mas este não é um ano normal, embora o “paddock” do Mundial de Velocidade esteja de facto instalado no circuito Ricardo Tormo.

É já no próximo fim de semana, 6 a 8 de novembro, que se realiza a primeira de três rondas consecutivas que marcam aquele que será o início do fim da temporada 2020 do Mundial de Velocidade e da categoria rainha MotoGP. Com tudo em aberto na discussão pelo título, o Grande Prémio da Europa tem os ingredientes certos para ser uma ronda emocionante e começarmos a ter um campeão definido.

Quanto ao piloto português Miguel Oliveira, e depois do bom desempenho na segunda corrida há quinze dias em Motorland Aragón, onde obteve o 6º lugar no Grande Prémio de Teruel, as expectativas mantêm-se elevadas e com ambição de obter novamente resultados no Top 5.



Num circuito de boas memórias para Miguel Oliveira, que ali venceu várias vezes nos últimos anos nas categorias Moto3 e Moto2, o piloto da Red Bull KTM Tech3 revela estar “Bastante animado para entrar nas três últimas provas do campeonato. Tem sido bastante intenso e por isso penso que estamos todos contentes por iniciar os eventos finais com motivação elevada. Valência é uma pista interessante e das últimas vezes que lá competi venci, o que me deixa ainda mais motivado para lá chegar. Vão ser dois fins de semana desafiantes, já o sabemos, com duas corridas consecutivas no mesmo local e para as quais temos que estar preparados desde o primeiro momento. Estou também muito animado pela derradeira ronda ser realizada em Portugal, o que me dá uma motivação extra para esta 'tripla'”.

A ocupar atualmente a 10ª posição da classificação de MotoGP com 79 pontos na sua conta pessoal, Miguel Oliveira sabe que bons resultados nas duas provas valencianas e também em Portugal, na segunda quinzena de novembro, permitem que sonhe com uma subida na classificação. À sua frente tem Jack Miller (Pramac Ducati) a apenas três pontos, mas o 7º lugar de Takaaki Nakagami (Idemitsu LCR Honda) não estão muito longe.

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Quanto à luta pelo título, e tendo em conta as prestações demonstradas em Aragão, as duas Suzuki GSX-RR, de Joan Mir e de Alex Rins, são as principais candidatas à vitória no Grande Prémio da Europa.

O circuito Ricardo Tormo em Valência é bastante retorcido e técnico, sem grandes retas que possam colocar em dificuldades as motos com menor velocidade máxima. Com a moto praticamente sempre inclinada para a direita ou para a esquerda, as motos que menos desgastam os pneus no seu limite deverão estar em vantagem, embora os pneus Michelin slick de MotoGP já se tenham revelado bastante sensíveis às condições do asfalto e de temperatura.

Ainda assim, o facto das Suzuki serem mais “poupadinhas” em termos de desgaste de pneus deverá permitir a Joan Mir estar no topo das tabelas de tempos e também ser um dos grandes favoritos à vitória final. Mas para isso terá de enfrentar bastante concorrência, começando logo no seu companheiro de equipa Alex Rins, que com 75 pontos em disputa e sem ordens de equipa, tem ainda uma possibilidade de alcançar o título.



Na Honda já sabemos que Marc Marquez continuará de fora. O ainda campeão de MotoGP prossegue o seu intenso programa de recuperação da fratura no braço direito, e apesar de alguns rumores apontarem para que Marc Marquez regresse à competição ainda esta temporada, provavelmente no GP de Portugal, a verdade é que o mais provável é que o campeão continue de fora.

Sendo assim, cabe ao revigorado Alex Marquez (Repsol Honda) prosseguir a sua evolução fantástica que vimos nas últimas corridas. Embora a queda e desistência no GP de Teruel lhe tenham retirado alguma da confiança, a verdade é que o mais novo dos irmãos Marquez está em altas. Será que Alberto Puig, diretor da Repsol Honda, estará já a pensar se não cometeu um erro em dispensar Alex Marquez para a LCR em 2021 e para o seu lugar contratar Pol Espargaró?

Na Yamaha, e principalmente nas hostes da equipa de fábrica Monster Energy Yamaha, as atenções antes do GP da Europa centram-se na recuperação, ou não, de Valentino Rossi.

O piloto italiano está afastado das corridas há várias semanas devido a ter contraído o vírus Covid-19. Jorge Lorenzo, atual piloto de testes da Yamaha para MotoGP, tem estado de pré-aviso, mas mais uma vez a Yamaha Racing, numa decisão algo surpreendente e controversa, decidiu agora que Lorenzo não será o substituto de Rossi caso o italiano continue infetado.



Em vez do três vezes campeão de MotoGP, a Yamaha e Lin Jarvis deram a oportunidade ao americano Garrett Gerloff de substituir Rossi já no GP da Europa. Atualmente a competir no Mundial Superbike, é verdade que Gerloff tem revelado bom andamento nesse campeonato, mas está ainda longe, por exemplo, das performances do turco Toprak Razgatlioglu, piloto de fábrica da Yamaha no WSBK. Porém a escolha pelo americano em vez do turco estará relacionada com o patrocinador pessoal de Toprak (Red Bull).

Fica também patente que Lin Jarvis não conta com Jorge Lorenzo para o futuro, e assim o espanhol deverá aceitar um papel de piloto de testes noutro fabricante, nomeadamente na Aprilia, tendo Lorenzo confirmado alguns contactos com a casa de Noale que, tudo indica, deverá já ter um contrato assinado com Cal Crutchlow para ocupar o lugar de Bradley Smith, que por sua vez está a competir em substituição de Andrea Iannone.

Tal como as Suzuki, também as Yamaha M1 têm denotado uma falta de performance ao nível da velocidade máxima. Por isso deveremos voltar a ter as motos de Iwata na luta pelas primeiras posições em Valência. Mas será Fabio Quartararo capaz de encontrar forças para dar a volta por cima e recuperar a desvantagem que tem para Joan Mir? E será que Franco Morbidelli continua capaz de vencer de forma autoritária como fez no GP de Teruel?


Nas boxes Ducati a situação parece estar relativamente calma. Com os seus pilotos definidos para 2021, Andrea Dovizioso tem 28 pontos de atraso para Joan Mir. O veterano italiano continua sem saber o que vai fazer em 2021, agora tudo indica que se torne no novo piloto de testes da Yamaha, e talvez esse seja o maior entrave para que “DesmoDovi” se despeça da Ducati com o título de campeão depois de três anos consecutivos a ser vice-campeão de MotoGP.

Dovizioso parece estar mais preocupado em resolver o seu futuro do que está focado no campeonato 2020, e nas últimas corridas o italiano tem estado bastante abaixo do expectável para alguém com o seu historial e capacidades de pilotagem.

Na Gresini Aprilia a situação é bastante pior.

A moto italiana continua longe, bastante longe, do que é preciso para estar na luta pelos dez primeiros lugares de MotoGP. Embora Aleix Espargaró continue a fazer um ou outro brilharete, a realidade é que em situação de corrida a RS-GP não tem argumentos para permitir que tanto Espargaró como Bradley Smith sejam pilotos a ter em conta na luta pelas melhores posições. E em Valência a situação não deverá ser diferente, até porque, como o próprio Smith referiu, a Aprilia Racing continua com dificuldades para trazer para os circuitos as peças e componentes que os pilotos sentem que precisam para ser mais competitivos.


Quanto à KTM, Pol Espargaró é atualmente o melhor piloto do fabricante austríaco na classificação de MotoGP. A realizar as suas últimas corridas enquanto piloto da KTM, o mais novo dos irmãos Espargaró quererá fechar a temporada num registo vencedor – conseguindo aquela que seria a sua primeira vitória com a KTM – e tem passado a mensagem para a comunicação social e para os fãs que foi ele, Pol Espargaró, o responsável por elevar a performance da KTM RC16 nos últimos tempos.

Enquanto isso, Dani Pedrosa, aquele que muitos apontam como o verdadeiro responsável por trazer à KTM aquilo que a moto austríaca precisava para se aproximar das rivais, esteve em Jerez para dois dias de testes com a versão 2021 da RC16, continuando a mostrar uma capacidade de trabalho fantástica.


E para que não perca nada do que vai acontecer no Grande Prémio da Europa, aqui ficam os horários completos desta ronda de MotoGP no circuito Ricardo Tormo:

Sexta feira, 6 de novembro

9h00 – Moto3 – Treinos Livres 1
9h55 – MotoGP – Treinos Livres 1
10h55 – Moto2 – Treinos Livres 1
12h35 – Moto3 – Treinos Livres 2
13h30 – MotoGP – Treinos Livres 2
14h30 – Moto2 – Treinos Livres 2

Sábado, 7 de novembro
9h00 – Moto3 – Treinos Livres 3
9h55 – MotoGP – Treinos Livres 3
10h55 – Moto2 – Treinos Livres 3
12h15 – Moto3 – Q1
12h40 – Moto3 – Q2
13h10 – MotoGP – Treinos Livres 4
13h50 – MotoGP – Q1
14h15 – MotoGP – Q2
14h50 – Moto2 – Q1
15h15 – Moto2 – Q2

Domingo, 8 de novembro
8h00 – Moto3 – Warm Up
8h30 – Moto2 – Warm Up
9h00 – MotoGP Warm Up
10h00 – Moto3 – Corrida
11h20 – Moto2 – Corrida
13h00 – MotoGP - Corrida

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