MotoGP – Será que a Suzuki vai criar uma equipa satélite?

A campeã Suzuki terá de decidir se avança para criação de equipa satélite em breve. Quem o diz é Davide Brivio, mas a Suzuki parece estar satisfeita com o projeto em MotoGP que conta apenas com a equipa de fábrica.

andardemoto.pt @ 14-12-2020 10:22:10

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Todos os anos a pergunta “Será que vamos ter uma equipa satélite?” é feita a Davide Brivio, diretor desportivo da Ecstar Suzuki. E todos os anos a resposta é a mesma: não sabemos. Desta feita o italiano, que foi um dos grandes responsáveis por levar a Suzuki novamente à glória em MotoGP, e embora mantendo o secretismo sobre a situação, definiu uma data para que a casa japonesa tome uma decisão final.

De acordo com Brivio, que falou com o website Speedweek, a decisão sobre a criação de uma equipa satélite da Suzuki terá de ser tomada durante fevereiro ou março de 2021. O objetivo será decidir antes do primeiro Grande Prémio.

Se a casa de Hamamatsu quiser de facto expandir o seu projeto de MotoGP em 2022 adicionando uma equipa satélite, terá de tomar esta decisão até final do primeiro trimestre de 2021. Só assim poderão preparar com tempo o que é necessário para colocar em pista mais duas Suzuki GSX-RR.

O mesmo responsável sabe que será complicado convencer qualquer uma das estruturas privadas que atualmente competem em MotoGP.



Todas as equipas satélite têm acordos dos quais dificilmente vão querer sair. A LCR há muitos anos que assumiu um papel fundamental no projeto da Honda, a KTM encontrou na experiência da Tech3 de Hervé Poncharal os condimentos necessários para ajudar na evolução da RC16, a Pramac e a Avintia têm também acordos recentemente renovados com a Ducati, enquanto a Petronas SRT de Razlan Razali tem mostrado que a parceria com a Yamaha está de boa saúde e é para durar.

Sem grandes hipóteses de poder contar com uma estrutura já existente em MotoGP, a Suzuki teria de ajudar à criação de uma estrutura privada totalmente nova. Tudo indica que, a confirmar-se a equipa satélite da Suzuki para 2022, isso seja conseguido com a ajuda da SKY VR46, uma equipa que se estreia no próximo ano na categoria rainha ao apoiar Luca Marini na Avintia Ducati.

Os rumores sobre a possibilidade de Valentino Rossi ter uma equipa própria em MotoGP são recorrentes. Muito se tem falado sobre o assunto, em particular de cada vez que se fala que o nove vezes campeão mundial poderá estar a preparar o período pós-competição. Rossi tem vindo a renovar os seus contratos com a Yamaha, mas a verdade é que os anos vão passando, e o piloto italiano terá vontade de liderar uma equipa em MotoGP e assim prolongar ainda mais a sua ligação ao Mundial de Velocidade.



Uma parceria com a Suzuki de Davide Brivio, que esteve ao seu lado na primeira e muito bem sucedida passagem na Yamaha, permitirá a Valentino Rossi concretizar esse sonho.

Shinichi Sahara, responsável de projeto de MotoGP da Suzuki, também aproveitou o momento para falar sobre uma possível equipa satélite Suzuki.

Embora assegure que o projeto desportivo para MotoGP da casa de Hamamatsu esteja a mostrar ser o mais acertado, pois os pilotos de testes têm estado a fornecer muita e valiosa informação para o desenvolvimento da GSX-RR, na realidade Sahara acredita que “A informação adicional que nos seria dada por uma equipa satélite seria mais importante se quisermos manter ou melhorar a nossa competitividade no futuro”.

Há no entanto que ter em conta que adicionar duas motos ao projeto significa que o relativamente pequeno departamento de competição da Suzuki terá de garantir o fornecimento de material para o dobro das motos que têm atualmente. É nesse ponto que a decisão de criar uma equipa satélite parece estar a “travar”.



Por um lado têm de puxar ao máximo pelos seus recursos humanos e técnicos, e por outro lado arriscam dividir esforços por duas equipas, com todo o stress que isso causa, e com isso a equipa de fábrica pode vir a sofrer as consequências e perder competitividade.

Nesta questão convém também não esquecer que a partir de 2021 a Ecstar Suzuki contará com o importante apoio de um novo patrocinador principal: a Monster Energy. Com o reforço financeiro que a marca de bebidas energéticas dará à casa japonesa, pode estar aqui a chave para desbloquear todo o processo, pois com mais dinheiro disponível, mais facilmente o departamento de competição Suzuki tem capacidade para responder às necessidades.

Com estas palavras de Shinichi Sahara ficamos a perceber que o desejo dos responsáveis do projeto de MotoGP da Suzuki é adicionar mais GSX-RR ao plantel da categoria rainha. No entanto ainda teremos de esperar cerca de três meses até ficarmos a conhecer os planos da Suzuki para 2022.

andardemoto.pt @ 14-12-2020 10:22:10


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