MotoGP – Miguel Oliveira fez uma corrida a guiar-se por “sensações”

Um problema técnico na sua KTM RC16 deixou Miguel Oliveira com dificuldades acrescidas na corrida de MotoGP do Grande Prémio de Doha. Piloto português explica o que aconteceu para perder tantas posições ao longo das 22 voltas em Losail.

andardemoto.pt @ 5-4-2021 17:29:57

Definitivamente o circuito de Losail parece não ser o melhor para as KTM RC16. Já se sabia à partida que o “layout” do traçado que tem a cidade de Doha cada vez mais perto não é o ideal para a moto austríaca mostrar o seu potencial, mas a segunda corrida de MotoGP da temporada 2021 terminou em pesadelo para Miguel Oliveira.

Depois de fazer um arranque “canhão”, perfeito, em que saltou de 12º para entrar na primeira curva de Losail em 3º, Miguel Oliveira foi perdendo várias posições com o passar das voltas.

Ao longo das 22 voltas o piloto da Red Bull KTM Factory desceu de 3º para cruzar a linha de meta em 15º. Embora essa seja uma situação muito desapontante, a verdade é que a facilidade com que o português da KTM foi ultrapassado pelos rivais deixou à vista os problemas da RC16.



No entanto, Miguel Oliveira apresentou uma justificação para o que aconteceu no Grande Prémio de Doha:

“Foi uma corrida que definitivamente não é típica do meu estilo, geralmente faço sempre as minhas corridas ou na frente ou de trás para a frente, mas hoje a ajuda técnica não esteve do nosso lado pois tivemos um problema com o painel de instrumentos logo após o arranque e perdi informações muito importantes para poder extrair o máximo da moto como o momento de trocar mudanças, mudar os mapas de potência, controlo de tração, a temperatura dos pneus ou tempo por volta. Teve que ser uma corrida feita por sensações e revelou-se muito difícil”.

Apostado em surpreender os rivais na parte final da corrida, Miguel Oliveira selecionou um pneu dianteiro de composto médio. Mas a KTM RC16 revelou-se mais complicada de pilotar do que normalmente é:

“Tirando esse problema senti também alguma limitação com o nosso 'setup', não conseguíamos contra-atacar ninguém, a moto esteve sempre muito lenta nas mudanças de direção”, afirmou o piloto luso.



Com problemas de pneus na primeira corrida, dificuldades em encontrar uma afinação de chassis ideal para o traçado de Losail, e ainda o problema técnico que resultou num pouco habitual “apagão” do painel de instrumentos em plena noite de corrida, Miguel Oliveira está já totalmente focado na terceira ronda do ano, que se realiza precisamente em solo português.

Será a 18 de abril que Miguel Oliveira vai tentar repetir a performance arrasadora que teve o ano passado, então como piloto da Tech3 KTM, em que venceu o Grande Prémio de Portugal no Autódromo Internacional do Algarve.

Agora na equipa de fábrica Red Bull KTM Factory, o piloto português está com “Muita vontade de colocar estes resultados atrás das costas e colocar o nosso foco nas rondas europeias a começar já no grande prémio de casa que é Portimão”.

Recordamos que depois das duas primeiras rondas de MotoGP de 2021, Miguel Oliveira ocupa a 16ª posição na classificação de pilotos de MotoGP, com um total de 4 pontos. Johann Zarco, depois do segundo lugar de Doha, é agora o líder da classificação com 40 pontos, seguido de perto pelos pilotos da Monster Energy Yamaha, Fabio Quartararo e Maverick Viñales.

andardemoto.pt @ 5-4-2021 17:29:57


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