MotoGP 2021 Portugal – Pneus deixam Miguel Oliveira em 9º num primeiro dia com Bagnaia como mais rápido

O Autódromo Internacional do Algarve voltou a vibrar com o som das MotoGP. O primeiro dia do Grande Prémio de Portugal voltou a evidenciar as dificuldades da KTM de Miguel Oliveira com os pneus Michelin deste ano. Um dia marcado pela surpreendente prestação de Marc Márquez e pelo melhor tempo de Francesco Bagnaia.

andardemoto.pt @ 16-4-2021 19:30:00

Depois de uma pré-temporada com testes oficiais e de duas corridas a abrir o ano no Qatar, é com enorme expectativa que os fãs de MotoGP aguardam pela corrida de domingo correspondente ao Grande Prémio de Portugal.

Nesta sexta-feira o Autódromo Internacional do Algarve voltou a vibrar com o som dos protótipos da categoria rainha do Mundial de Velocidade, que entraram em pista para as duas primeiras sessões de treinos livres que, como habitualmente, ajudam a começar a definir as posições de quem passa diretamente à Qualificação 2.

Para os portugueses, claro, o grande destaque será Miguel Oliveira. O piloto da Red Bull KTM Factory está de regresso a “casa”, um circuito onde treina bastante, e que foi o cenário da prestação fantástica com que encerrou a temporada de 2020 de MotoGP, finalizando o ano com uma vitória em solo nacional.


Apesar das enormes expectativas criadas em torno deste fim-de-semana do piloto da KTM, Miguel Oliveira sabia à partida que a KTM RC16 está a sofrer com os novos pneus slick Michelin. Nas duas corridas do Qatar sentiu muitas dificuldades e, no autódromo perto de Portimão, Miguel Oliveira sabia que a situação não seria muito diferente.

E de facto não foi.

Na primeira sessão de treinos livres fechou com o 17º tempo. A sua melhor volta na manhã foi em 1m44.000s, longe do 1m38.892s que serviu para que o seu nome ficasse ligado ao recorde absoluto das MotoGP no Autódromo Internacional do Algarve.

Já na segunda sessão, os tempos de todos os pilotos melhoraram, e também Miguel Oliveira aproveitou para “puxar” um pouco mais pela KTM RC16. Apesar de admitir que está no “limite”, o português da equipa de fábrica da KTM rodou então na FP2 em 1m40.592s, o que lhe deu o 9º tempo na tabela de tempos combinados da FP1 e FP2.



Miguel Oliveira está por isso, provisoriamente, com acesso direto à Qualificação 2. Mas o próprio piloto luso admite que será necessário que a equipa e ele encontrem a solução para contornar as dificuldades sentidas com os pneus Michelin.

Mais uma vez Miguel Oliveira mostra-se preocupado pelo facto do pneu slick do fabricante francês ser sempre demasiado mole para as características da KTM. Explicou que durante a FP2 acabou por rodar com os pneus mais duros da Michelin, mas que mesmo esses são ainda demasiado moles e provocam dificuldades no acerto do chassis, mesmo quando utilizam as afinações que tão bons resultados deram no GP de Portugal do ano passado.

A esperança do piloto português da Red Bull KTM Factory é que a equipa encontre algo mais que lhe permita atingir a mesma performance de 2020 no traçado algarvio, e assim posicionar-se nas melhores posições da grelha de partida para o Grande Prémio de Portugal.

No entanto as previsões meteorológicas apontam para a possibilidade de chuva durante a manhã, pelo que a estratégia poderá ter de se alterar.


Quanto aos mais rápidos do primeiro dia de MotoGP no AIA, o melhor registo foi obtido na FP2 e pelo italiano Francesco Bagnaia (Ducati Lenovo Team). O jovem italiano tem aqui a oportunidade de reforçar a sua posição dentro da equipa italiana, visto que Jack Miller não está ainda a 100% depois da operação ao antebraço direito.

Bagnaia rodou em 1m39.866s, o que deixou Miguel Oliveira a pouco mais de sete décimas de segundo na 9ª posição, mas mais do que isso, Bagnaia relegou o sempre rápido Fabio Quartararo (Monster Energy Yamaha) para a segunda posição a mais de três décimas.

A fechar o “Top 3” do primeiro dia do Grande Prémio de Portugal ficou Joan Mir (Suzuki Ecstar), com o campeão, que no ano passado abandonou a corrida já com o título assegurado na ronda anterior, e Alex Rins, o seu companheiro de equipa, a mostrarem que a casa de Hamamatsu parece ter descoberto a fórmula para ultrapassar os problemas que sofreram em 2020 no traçado português.



Mas claro que o grande destaque de MotoGP foi o regresso de Marc Márquez (Repsol Honda) à competição.

Depois de nove meses afastado da sua Honda RC213V, o oito vezes campeão do mundo voltou a impressionou desde o primeiro momento. Sem o mesmo ritmo dos rivais, que puderam rodar bastante durante a pré-temporada e já têm duas corridas realizadas, Marc Márquez foi o terceiro mais rápido na FP1, e embora tenha perdido algumas posições na tabela de tempos na FP2, o espanhol da Honda fechou o seu primeiro dia após o regresso na sexta posição a menos de meio segundo de Francesco Bagnaia.

Apesar de ser um piloto que já mostrou noutras ocasiões uma capacidade fora do comum para ultrapassar as dificuldades, Marc Márquez desta feita surpreendeu tudo e todos com a sua performance.


Será no entanto interessante perceber como é que o espanhol, depois de tanto tempo parado e com pouco ritmo numa MotoGP em 2021, consegue aguentar a maior pressão dos momentos mais decisivos do segundo dia de MotoGP e o acumular de esforço no Grande Prémio de Portugal.

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Galeria de fotos do Grande Prémio de Portugal 2021

andardemoto.pt @ 16-4-2021 19:30:00


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