Mundial Moto2, Retrospetiva - Acosta, como previsto

Mais um título

A partir do momento em que o sobredotado campeão de Moto3 de 2022 Pedro Acosta foi solto na grelha de Moto2, tornou-se o favorito para levar a coroa da classe intermédia também, e assim veio a acontecer.  

andardemoto.pt @ 2-12-2023 13:56:20 - Paulo Araújo

Não só Acosta veio credenciado de uma vitória retumbante na classe pequena, que não é conhecida por favorecer domínio de um único piloto, mas chegou inserido na estrutura de Aki Ajo da KTM Red Bull, que nunca brinca em serviço, quer na escolha de pilotos, quer em dar-lhe a moto mais competitiva possível ao longo do ano.

O ritmo consistente de Acosta nesta temporada viu-o marcar 14 pódios, vencendo sete corridas, muito à frente dos seus rivais mais próximos.

Acosta também estabeleceu a volta mais rápida em corrida umas incríveis oito vezes, tornando-se no mais recente graduado da era Triumph nas Moto2 a subir para a categoria de MotoGP.


Com isso, conquistou também o Troféu Triple da Triumph, cujo prémio é uma das motos, que foi conquistado no Grande Prémio da Malásia em outubro, quando ainda havia três pilotos em disputa: Pedro Acosta, da KTM Red Bull Ajo Team, Taiga Hada, da Pertamina Mandalika SAG Team, e Jake Dixon, da GASGAS Aspar Team.

A ilustrar o seu domínio da classe, Tony Arbolino, o seu maior rival , a caminho do vice-campeonato, venceu apenas 3 corridas, uma das quais, na Austrália, com pontuação pela metade devido às condições e ficou a 83 pontos de Acosta.

O terceiro classificado, Fermin Aldeguer, ficou a um abismo de 120,5 pontos, o que basicamente quer dizer que Acosta podia nem ter posto os pés nas últimas 3 corridas e seria Campeão à mesma.


Isto apesar de um número de vitórias (ou talvez por isso mesmo!) terem ficado repartidas por pilotos rápidos mas inconsistentes como Dixon, Chantra, Vietti ou Lowes, já para não falar do sempre-presente Canet que pisou o pódio 5 vezes em segundo sem nunca vencer.

Acosta ascende à MotoGP com a GasGas, no que até agora é um percurso semelhante a Márquez, ou seja, com títulos consecutivos nas classe mais baixas antes de ascender à categoria rainha.


Outros vindos da Moto3 não tiveram percursos tão notáveis, com David Alonso apenas 7º com 5 pódios mesmo assim, e Manu González ainda atrás em 8º com um único pódio na Qatar em seu nome.

Com o motor mais potente da Triumph Speed Triple a dar mais desempenho, a Moto2 continua a provar-se uma categoria de alimentação da classe rainha, se bem que sem as corridas de cortar o fôlego da classe mais baixa.


andardemoto.pt @ 2-12-2023 13:56:20 - Paulo Araújo


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