Antevisão MotoGP 2024 – As equipas

o que esperar este ano

A época de 2024 de MotoGP está prestes a ter início e competição muito renhida é garantida pelo previsível equilíbrio entre as marcas presentes. Fique a conhecer as formações em pista e as suas hipóteses.

andardemoto.pt @ 3-3-2024 11:37:04 - Paulo Araújo

Apesar do recente cancelamento da Argentina, a época segue com um número inédito de 21 Grandes Prémios no calendário, embora com dúvidas sobre o Cazaquistão e a Hungria.

A única interrogação no previsível equilíbrio entre forças é até que ponto a poderosa Ducati, com 8 motos em pista pela mão de 4 equipas, dominará como o ano passado...

Para já, a rival Aprilia deu boas mostras nos treinos pré-época e com a KTM sempre perto de vencer, já são 16 motos ao barulho.

As restantes Yamaha e Honda, agora com concessões especiais devido a resultados menos brilhantes na época passada, serão à partida as marcas em maior dificuldade, numa inversão total da situação em que as Japonesas dominavam e as Europeia lutavam para ser competitivas.

As apresentações de equipas começaram, justamente, nos EUA, com a Aprilia Trackhouse que mantém em pista Miguel Oliveira e Raul Fernández a mostrar cores orgulhosamente americanas e a fazer ares de forte perante o enorme desafio que é uma equipa nova recém-chegada com motos novas e potencialmente desconhecidas.

O manager/proprietário Justin Marks tem mais experiência da ribalta do Nascar que da MotoGP, mas a assistência da fábrica está assegurada e com o regresso de Davide Brivio da Formula 1 confirmado, experiência não faltará à formação.


Seguiu-se a Ducati vencedora com Pecco Bagnaia, Campeão em título e a sensação do ano, secundado por Enea Bastianini, outro potencial vencedor.

A consistência de pilotos e equipa técnica reflete-se na imagem sem alterações da formação oficial de Bolonha e deverá manter a Campeã como a equipa a bater.

Gigi Dall’Igna, a força renovadora da equipa, que todos os outros copiam, garante à partida isso mesmo, ajudado por Davide Tardozzi, agora que Paolo Ciabatti se pôs de lado para gerir a aventura da marca no Motocross.

Das satélites, a que mais atenções atrai é a Ducati Gresini, com a sua contratação de Marc Márquez, que pela primeira vez numa carreira que já lhe trouxe 8 títulos mundiais vai pôr pé fora da segurança da Honda. O catalão junta-se ao irmão Alex, que sob a continuada gestão da viúva de Fausto Gresini já o ano passado voou alto com a Ducati lilás, que até ostenta uma marca portuguesa, a Oli, nas carenagens.

Perante esse alinhamento, nem a Ducati Enduro Pertamina com o seu novo esquema amarelo fluo tão VR46 e Marco Bezzecchi ao lado de Fabio DiGiannantonio fez grandes ondas na sua apresentação.

A VR46 conta com uma gestão de luxo, com o experiente Pablo Nieto do lado técnico ao lado do amigo de Rossi Uccio Salucci na parte comercial, e, claro o revelado Matteo Flamigni a gerir toda a eletrónica indispensável agora.


Fora do alinhamento Ducati, a KTM manteve Binder e Miller nas suas cores Red Bull, com a continuada gestão de Piet Beirer e como técnico chefe o Guidotti mais jovem, Francesco, na engenharia, e a novidade a residir na chegada do Rookie sensação Pedro Acosta à equipa irmã de Hervé Poncharal GasGas Tech3 (são KTM RC16 com outras cores), ao lado do mantido Augusto Fernández.

Só entre a Ducati e KTM, com 6 em total, temos mais de metade das 11 equipas presentes.

A Aprilia oficial, por outro lado, manteve como pilotos Aleix Espargaró e Maverick Viñales, ambos pilotos vencedores num bom dia, e é na renovada RS-GP, sob a orientação do técnico Romano Albesiano, que se podem esperar progressos, até porque, com a adição da já mencionada Trackhouse, a marca tem pela primeira vez uma formação satélite e 4 motos em pista para adquirir dados a ritmo redobrado.

A Yamaha apresentou Alex Rins ao lado do regular Fabio Quartararo, uma formação forte se a YZR ajudar sob a continuada gestão de Lin Jarvis e se não há grande novidade nas cores já vimos Quartararo capaz de andar perto da frente nos treinos pré-epoca. Ser a única formação da marca de Ywata é só um dos pontos menos que a formação dirigida por Massimo Meregalli terá de ultrapassar.


A Honda, todo-poderosa mas em maré baixa recentemente, mantém 4 motos, pois ao lado da oficial Repsol, (sempre gerida por Alberto Puig) com Joan Mir e agora o recém-chegado Luca Marini, continua a formação satélite semi-oficial da LCR de Lucio Cecchinello, que recebe Johann Zarco ao lado do veterano Takaaki Nakagami e continua a contar com o outro irmão (Giacomo) Guidotti como orientador técnico.

Finalmente, a última equipa a apresentar cores foi a Ducati Prima Pramac, que em Jorge Martin detém a maior incógnita do Campeonato, um piloto que provou merecer um lugar na formação oficial e tem um ponto a provar, pois foi preterido por Bastianini. Com Morbidelli a seu lado, a Pramac de Paolo Campinotti mantém Gino Borsoi como manager e como técnico chefe Daniele Romagnoli e a equipa, única independente a vencer o título por equipas, pode ser um espinho no dorso da oficial toda a época.

A previsão em detalhe equipa a equipa pode ser vista na revista deste mês aqui: https://www.andardemoto.pt/docs/andardemoto/revista-mensal/2024/202402/flip/?page=113#p=113


andardemoto.pt @ 3-3-2024 11:37:04 - Paulo Araújo


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