MotoGP 2024 - Antevisão GP Catalunha

Mais equilíbrio

As corridas de MotoGP estão cada vez mais apertadas, com duas décimas de segundo por vezes a valer quatro filas da grelha… Com Barcelona a seguir, e tantos espanhóis em forma, é tão interessante ver o que se passa em pista como fora dela, com as contratações para 2025 a tomar forma.

andardemoto.pt @ 21-5-2024 10:26:00 - Paulo Araújo

Jorge Martin (Ducati Prima Pramac) chega à Catalunha com 38 pontos de vantagem, um avanço tal que podia nem alinhar Sábado e Domingo e continuaria a liderar na segunda-feira.

Já Francesco Bagnaia (1, Ducati Lenovo) está calmo no segundo lugar, sabendo que é preciso apostar e seguir em frente para voltar mais forte. Barcelona também seria uma afirmação de força, uma vez que aqui nunca subiu ao pódio num GP, um dos únicos três circuitos em que isso é verdade.

Márquez, um oito vezes Campeão do Mundo está nos três primeiros da classificação de pilotos pela primeira vez desde 2019 e só está a ficar mais rápido… 40 pontos de repente parecem nada. Este é o impasse entre Martin, Bagnaia e Marc Márquez (Ducati Gresini) à medida que nos aproximamos de Barcelona.

Depois, há Bastianini, Bezzecchi e DiGiannantonio, sempre a levar em conta e os homens fortes da Aprilia e KTM…


Por vezes, a poucas voltas do fim, quando as corridas entram na fase decisiva, ainda os pódios estão por decidir, e ficam assim até poucos metros antes da linha de chegada.

É óbvio que a quantidade de talento presente não permite a dominadores individuais ditar uma corrida de MotoGP a partir da frente e não se pode dizer que um piloto seja completamente superior neste momento.

Quedas e manobras inesperadas também têm tido uma palavra a dizer, tornando prognósticos cada vez mais difíceis.

A plataforma oficial do MotoGP calculou há pouco a média das diferenças de tempo entre o vencedor e o segundo classificado. 

O resultado é um número impressionante que começa com um zero. Estatisticamente, a diferença entre o vencedor e o segundo classificado é de exatamente 0,951 segundos.



As duas últimas corridas de MotoGP em Jerez e Le Mans desempenharam um papel importante no novo recorde. Enquanto Jorge Martin segurou o rival Márquez por 0,446 segundos em França, a diferença entre Bagnaia e Márquez em Espanha foi de apenas 0,372 segundos.

Maverick Vinãles conquistou a vitória mais confortável da atual temporada no Grande Prémio dos Estados Unidos em Austin. O piloto da Aprilia oficial tinha 1,728 segundos de vantagem sobre o estreante Pedro Acosta à bandeira xadrez. 

O desempenho de Vinãles também foi sensacional porque ele começou a corrida de 11º na grelha. É o género de coisa que Oliveira tirava da cartola umas épocas atrás, quando estava nas Moto2 ou Moto3, e fazia os fãs portugueses sonhar.

Na abertura da temporada no Qatar, o vencedor Pecco Bagnaia também tinha uma vantagem de mais de um segundo - 1,329 segundos para ser mais preciso - sobre a estrela da KTM Brad Binder.


A primeira corrida foi uma excelente demonstração de equilíbrio de forças. Na frente, os pilotos deram 100 por cento de si desde o primeiro ao último metro e o campeão do mundo mal conseguiu uma vantagem de um segundo durante toda a corrida.

Em Portimão, as coisas voltaram a aproximar-se, com Enea Bastianini a perder 0,882 segundos para o “Martinator”. As estatísticas mostram que, mesmo nos últimos anos do MotoGP, as coisas estiveram muito próximas. O recorde anterior vem da temporada de 2002, quando a diferença média foi de 1,259 segundos.

Outro facto notável: a diferença entre o vencedor e o vencido também se manteve abaixo dos dois segundos nas campanhas de MotoGP de 2004, 2006 e 2014.

Barcelona, por outro lado, tem trazido à tona lutas memoráveis, com a sinuosidade da pista e falta de zonas rápidas a não favorecer particularmente os habituais… A vantagem parece estar na resposta, coma Aprilia e KTM em posição de abanar o barco…


andardemoto.pt @ 21-5-2024 10:26:00 - Paulo Araújo


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