“Ainda somos comodistas”

Luís Cunha, o director comercial da Luzeiro, esteve à conversa com o Andar de Moto e falou-nos sobre o hábito de andar em duas rodas...

andardemoto.pt @ 3-10-2012 17:43:17

Luís Cunha, director comercial da Luzeiro

Luís Cunha, director comercial da Luzeiro

Há alguns anos, existiam várias limitações para quem queria andar de moto. Entre elas, as dúvidas relativamente às licenças de condução ou do local onde se podiam obter. Atualmente, as dúvidas dissiparam-se e é do conhecimento geral que quem possui a carta de condução de ligeiros, também pode conduzir motociclos até 125 cc. Contudo, nem só a ausência do hábito de andar de moto é responsável pelo congestionamento de trânsito nas grandes cidades. “Na minha opinião, ainda somos comodistas! Ou é porque está frio ou porque chove… Enfim, há milhares de razões apontadas para se usar o carro em vez da moto!”, revela Luís Cunha, diretor comercial da Luzeiro, a distribuidora das marcas  Moto Guzzi, Aprilia, Scarabeo, Kreidler, Malaguti, Royal Einfield ou a Ural, Dinli e Gamax. 
No entanto, é tempo de parar para fazer contas e perceber as vantagens que a moto pode trazer a algumas rotinas do dia a dia. “As pessoas começam a ser muito mais sensatas e, lentamente, apercebem-se que é um meio de transporte bastante prático e útil. Nos outros países, as pessoas circulam ao frio e à chuva. E nós não temos que ser diferentes. Também é verdade que, pelo facto de termos menos motos a circular do que nos outros países, se calhar a relação entre motociclos e automóveis não é tão bem entendida.” É frequente os clientes, quando chegam a um concessionário, já terem conhecimento da poupança real que podem usufruir ao adquirirem um motociclo utilitário de baixo consumo e não se deixam desanimar à primeira adversidade, como as condições climatéricas. A oferta de soluções nesta área aumentou exponencialmente. Sendo que hoje é possível adquirir equipamento praticamente com todas as “bolsas”. “Há dezasseis anos, tínhamos muito pouco acesso a grandes equipamentos. Os casacos que usávamos eram os normais do dia a dia. Até que, começámos a perceber que poderíamos melhorar alguns aspetos. Por exemplo, lembro-me de colocar um forro por baixo, o que permitia obter o efeito de outro casaco. Enfim, era um bocadinho a imaginação da juventude a funcionar, porque tinha que me proteger se andava de moto”, revela Luís Cunha. Quanto ao eterno mito da falta de segurança, o diretor comercial da Luzeiro não hesita em afirmar que a moto é uma máquina como qualquer outra e que tem de ser bem utilizada. Existe cada vez mais essa consciência por parte de quem adquire um motociclo até 125 cc. “No caso em que as pessoas não têm carta de moto, já nos aconteceu pedirem-nos para levarmos a moto a casa, pois já tinham pensado num espaço onde iriam dar umas voltas para ganhar à vontade. ” 


Royal Enfield Classic 500

Royal Enfield Classic 500

Moto é complemento ao automóvel  

O diretor comercial da Luzeiro é um aficionado das duas rodas e defensor deste veículo enquanto complemento ao automóvel. “Existem situações em que não é possível uma família inteira utilizar a moto quando se desloca. Mas existem outras alturas em que se vê um carro apenas com uma pessoa. Neste caso, não me parece que a moto não pudesse facilitar.” O facto de 90 por cento dos motociclistas estacionarem à porta do local de destino, do parquímetro para motos (na maioria dos locais) ainda não ser pago e a diferença de consumos são alguns dos argumentos que Luís Cunha enumera para sustentar a sua preferência pelas motos. A par da crise económica está a diminuição do consumo, que também tem afetado o negócio das motos. “Ao longo dos tempos, houve várias vezes em que o IVA foi aumentando e as marcas que representamos acabavam por assumir o custo desse aumento. Além disso, também tentamos negociar com as empresas financeiras melhores soluções, para poder proporcionar maior facilidade na altura de adquirir a moto”, responde Luís Cunha quando questionado sobre as medidas que têm tomado para contrariar a quebra de vendas. O caso da Aprilia foi um bom exemplo desta estratégia. A importação da marca começou no início deste ano e, logo na altura, foram negociadas condições para permitir que os preços fossem mais baixos. Para quem vive na realidade das duas rodas, como é o caso de diretor comercial da Luzeiro, é fácil concluir que as vendas dos motociclos até 125cc têm disparado, enquanto que nas motos desportivas e de cilindradas maiores estão quase estagnadas. “As pessoas que já têm moto atrasam a sua troca, mas por outro lado, existem outras pessoas com muito bom senso que começam a fazer contas e chegam à conclusão de que a scooter é uma mais-valia, inclusive em relação aos transportes públicos.”


Moto Guzzi V7

Moto Guzzi V7

Sidecar abriu negócio 

No grupo Luzeiro, o primeiro impacto com o mercado das motos em Portugal foi através dos sidecars russos Ural. Um veículo que ainda comercializam mas que já viveu melhores dias: “No passado, as pessoas que optavam por fazer a compra do “brinquedo” são agora mais contidas. O sidecar não é um utilitário e agora passa a ser um brinquedo demasiado “pesado”.” Além da Ural, a Luzeiro representa a Aprilia, a Moto Guzzi e a Royal Einfield. Esta última, apesar de ser considerada uma moto clássica, tem sido usada também como utilitária, pois tem um preço equilibrado e tem um estilo vintage muito apreciado. A Aprilia é a marca com a gama mais abrangente, que vai desde os 150 cc até aos 1200 cc de cilindrada. A Moto Guzzi é diferente, a gama não é assim tão ampla, todos os modelos são de grande cilindrada e quem geralmente procura este tipo de moto conhece a história da marca e sempre sonhou em ter um exemplar.

Para mais informações:

E-mail: luzeiro@luzeiro.com.pt

Telefone: 214 398 630

Ou em concessionáros: http://www.andardemoto.com/aprilia/concessionarios

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