Teste Yamaha FJR 1300 AE - Renovada em grande

A Yamaha FJR está a cumprir o seu 15º aniversário. Foi renovada com o intuito de melhorar as suas aptidões de grande viajante. E efectivamente ficou ainda melhor.

andardemoto.pt @ 27-3-2016 21:05:10

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Yamaha FJR1300A | Moto | Desportivas Turismo

Texto: Rogério Carmo               Fotos: Manuel Portugal / Yamaha
                           



A FJR 1300 dispensa apresentações. Desde que em 2001 se afirmou como uma verdadeira revolução entre as motos turísticas, pelo seu relativamente baixo peso, a sua manobrabilidade elevada e a sensação desportiva que a sua condução conferia através da contundente resposta do motor com 145cv e da sua ciclística apurada, que a turística da Yamaha foi conquistando a simpatia de muitos viajantes, tendo já passado a marca das 100.000 unidades vendidas em todo o mundo.

Durante 15 anos a Yamaha manteve a sua imagem sóbria e as principais características que a definiram desde o primeiro momento. Em 2003 sofreu uma ligeira operação estética com os farolins dos pisca-piscas a serem integrados na carenagem.

Em 2006 foi novamente revista esteticamente, e sofreu alterações ao sistema de gestão do calor emitido pelo motor, que era um problema sério em países com temperaturas médias anuais mais elevadas. Recebeu uma transmissão com relação mais longa, um novo painel de instrumentos, regulação do assento e do guiador, ABS com travagem combinada e uma versão alternativa com caixa de velocidades automática. Assim se manteve até 2013. 

Nesse ano tive a oportunidade de estar presente na apresentação internacional do modelo renovado, e recordo com carinho a viagem de teste entre Madrid e a Serra de Gredos, em boa companhia e num traçado com muitas curvas e diversos tipos de piso, onde pude desfrutar da suspensão melhorada, da resposta do motor já com D-Mode, do bom desempenho do controlo de tracção e de um novo painel de instrumentos e comandos muito mais eficazes.

Mais tarde nesse ano, ainda tive a oportunidade de ficar bastante íntimo com a versão dotada de caixa automática e suspensão com regulação electrónica, numa viagem que me deu a conhecer a bela região das Astúrias.


A nova versão da FJR 1300 que a Yamaha agora apresentou aos meios de comunicação, mantém a filosofia de desenvolvimento sempre respeitada desde as primeiras alterações, e que reza:

Melhoramentos meticulosos, nunca aumentar o seu tamanho ou volume, não sobrecarregar com funcionalidades supérfluas e dar sempre prioridade à dinâmica, ao prazer de condução e à performance.

E foi precisamente isso que aconteceu nesta remodelação. O grande destaque vai para a tão requisitada caixa de seis velocidades, que vem acompanhada de uma embraiagem deslizante, e de iluminação integral por LED.

Os novos modelos vão estar brevemente disponíveis nos concessionários da marca em três versões: a básica A, a  AE dotada de suspensão regulável electronicamente, e a AS que acresce caixa de velocidades automática.

As características base mantêm-se iguais para todos os modelos, excepção feita às luzes de curva adaptativas que não fazem parte do equipamento da versão base.

De resto a FJR mantém-se igual a si própria, com o tipico quadro Deltabox, os modos de motor Touring e Sport, o controlo de tracção, o ecrã eléctrico, os punhos aquecidos, a tomada de 12V dentro do porta luvas dotado de fechadura electrica, do assento e do guiador ajustáveis, e das carenagens laterais que permitem uma regulação da protecção aerodinâmica.

Mas mal nos sentamos na FJR 1300, mais concretamente numa versão AE, percebemos que estamos em casa. Ela mantém efectivamente todo o carisma das versões anteriores, mas é abrilhantada pela leveza e suavidade da caixa de velocidades que, no mesmo espaço e com recurso a carretos de dentes helicoidais, passou a ter seis engrenagens em vez de cinco, e um sincronizador separado, tendo ainda assim perdido quase meio quilo de peso. 

Curiosamente, e apesar de ser “overdrive”, a sexta velocidade, que segundo a marca reduz em 10% a rotação do motor, apresenta-se igualmente capaz de boas recuperações.


A embraiagem do tipo “slip & assist”, disponível nas versões A e AE, reverte a favor de dois factores importantes: uma maior leveza no accionamento da manete, já que as molas de separação dos discos são menos tensas, e promove uma maior confiança nas reduções, evitando o bloqueio da roda traseira sob o efeito do binário negativo.

O comportamento dinâmico sai assim bastante favorecido, permitindo um maior empenho na condução em ritmo desportivo, com uma maior margem de segurança. 

De resto, o conforto continua referencial a todos os níveis, tanto para o condutor como para o passageiro. A travagem combinada é uma das razões que potencia a poupança de energias, já que permite, apenas com a utilização do pedal, reduzir a velocidade sem provocar grandes oscilações do passageiro, facto que também se reflecte na estabilidade do conjunto na entrada em curva.

A iluminação por LED é a cereja em cima do bolo. Além de mais leve, durável, e de não sobrecarregar tanto o sistema eléctrico, a visibilidade proporcionada é muito grande.

Mas esta versão ainda disponibiliza as luzes adaptativas que se vão ligando gradualmente conforme a inclinação aumenta, iluminando o interior da curva de forma muito eficaz, à semelhança do que já acontecia noutras motos como a KTM 1290 Adventure e a Ducati Multistrada 1200.

Por tudo isto, a Yamaha FJR 1300 vai entrar na era da norma Euro4 mantendo o estilo inegável de uma “Grand Tourer” refinada, capaz de nos deixar com um largo sorriso na cara quando fazemos acordar o tetracilíndrico numa qualquer estrada de curvas.

Equipamento:

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andardemoto.pt @ 27-3-2016 21:05:10


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