Teste Kawasaki Versys 650 - Versátil é apelido
A Kawasaki Versys é uma moto polivalente e muito versátil. Depois da remodelação de que foi alvo em 2015, ficou bastante mais apetecível. Venha conhecê-la.
andardemoto.pt @ 27-3-2016 17:42:07 - Texto: Rogério Carmo | Fotos: ToZé Canaveira
Já há um ano, aquando da apresentação desta renovada Kawasaki Versys 650 à imprensa internacional, em conjunto com a sua "irmã" mais crescida, a renovada Versys 1000, que tinha ficado bem impressionado com as características desta polivalente e ágil “dual purpose”. Então, a grande alegria foi ver as suas linhas renovadas, muito mais agradáveis à vista do que as das versões anteriores, e que a identificam com as suas irmãs desportivas.
Com este novo contacto pude reavaliar as suas competências, e as minhas expectativas não foram goradas. Nem mesmo depois de contactos recentes com as suas mais directas concorrentes como a Honda NC750X e a Suzuki DL 650.
A qualidade de construção salta à vista, com as cablagens bem arrumadas e protegidas, encaixes perfeitos, comandos bem colocados e firmes, manetes com afinação, pegas de passageiro bem colocadas e uma iluminação muito boa.
O motor bicilíndrico paralelo mantém basicamente as mesmas características da versão anterior, com a qual tive oportunidade de fazer bastantes quilómetros, ganhando 5cv de potência, sobretudo devido à nova centralina e à também nova linha de escape.
Montado em suportes de borracha, o motor origina agora muito menos vibrações nos comandos e nos poisa-pés, e mesmo os espelhos já não vibram como os das primeiras versões.
O acelerador responde suavemente às solicitações, contribuindo para uma condução descontraída e divertida, capaz de manter velocidades de cruzeiro interessantes, e retomas fáceis devido a uma boa resposta a médios regimes.
Apenas nos baixos regimes é que a Versys revela o lado menos agradável do bicilindrico, que obriga a uma especial atenção à caixa de velocidades para evitar as desagradáveis sacudidelas e batidas, típicas do conceito.
O seu consumo, numa utilização mista, situa-se ligeiramente abaixo dos 5,5l/100km, e em estrada, com alguma parcimónia no punho direito, conseguem-se autonomias muito interessantes.
A ciclística também foi retocada, com o motor colocado ligeiramente mais à frente, e a ergonomia também foi redesenhada com os poisa-pés colocados mais baixos e mais à frente, garantindo uma posição de condução mais natural.
A suspensão de grande curso continua a ser uma vantagem em maus pisos, e o seu comportamento também se mostra mais eficaz com recurso à nova forquilha Showa e ao novo amortecedor KYB, que oferece regulação remota da pré-carga.
O quadro oferece uma rigidez adequada que permite, em conjunto com o bom desempenho da suspensão, curvar de forma bastante confiante e rápida.
A travagem também foi actualizada, com recurso a pinças Nissin, e a um disco traseiro de maior diâmetro, representando uma melhoria substancial tanto pela maior eficácia como pelo pela maior dosagem das manetes.
O depósito de combustível também viu a sua capacidade aumentada, favorecendo assim a competência do conjunto em viagem por via de uma maior autonomia. O seu novo formato, mais largo, também contribui para um maior conforto, por aumentar a protecção aerodinâmica ao nível das pernas, complementada pelo novo ecrã, também regulável em altura, que protege até mesmo as maiores estaturas.
Por tudo isto, a Versys apresenta-se agora mais estradista e turística do que as versões anteriores. Mas não é em vão que a Kawasaki a qualifica como “Dual Purpose”. é que ainda assim, em qualquer trilho seco ou estradão sem asfalto, a Versys não se nega, sendo bastante intuitiva e fácil de levar.
A versão aqui testada é a mais básica (nem sequer dispõe de ABS, que a marca propõe como opcional) mas existe a versão Tourer, equipada com malas laterais, pintadas na cor da carenagem e protecções de punhos, e a versão Grand Tourer, que acresce Top-Case, faróis auxiliares e tomada de 12V no painel de instrumentos.
As malas laterais destes modelos têm capacidade para guardar um capacete modular, e na Top-Case há espaço para guardar dois. As fechaduras das malas usam a mesma chave da ignição.
Equipamento
Neste teste usámos o seguinte equipamento:
Capacete Bell MX-9 Adventure Barricade HI-VIS
Blusão Bering Rokka
Luvas OJ Grip
Botas Alpinestrars Roam
Bolsa impermeável SW-MOTECH Mavi
andardemoto.pt @ 27-3-2016 17:42:07 - Texto: Rogério Carmo | Fotos: ToZé Canaveira
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