Teste Triumph Tiger Explorer 1200 XCx - Ofensiva britânica

A luta pelo título de melhor moto de aventura está cada vez mais renhida. A Triumph desfere agora um violento golpe na concorrência com esta sua nova moto.

andardemoto.pt @ 13-5-2016 07:33:54

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Triumph Tiger Explorer 1200 XCX | Moto | Adventure

Texto: Rogério Carmo       Foto: ToZé Canaveira

A gama Explorer da Triumph foi renovada. Dos diversos modelos agora disponíveis, oito ao todo, tivemos a oportunidade de rolar com a XCx, uma versão mais apta para o fora-de-estrada, equipada com jantes de raios e suspensão de regulação electrónica. Pode ficar a conhecer melhor toda a gama se seguir esta ligação (clique aqui).

Esta versão de 2016 representa um grande avanço tecnológico que se reflecte de forma positiva e surpreendente no comportamento dinâmico da Explorer, sobretudo no que à ciclística diz respeito.

A nova suspensão WP, de afinação electrónica, semi-activa, é a estrela do conjunto, pois proporciona uma boa leitura do piso e um afundamento desprezível da forquilha, conferindo uma enorme confiança em qualquer situação ou piso.

A direcção é agora mais firme, mais precisa e rápida. Para além de três regulação básicas (conforto, normal e desporto) existem quatro níveis intermédios que permitem ajustar a suspensão ao tipo de condução, sendo que ela se ajusta automaticamente ao peso da carga, às irregularidades causadas pelo piso e ao desequilíbrio causado pela aceleração e pela travagem.


Os travões são muito eficazes, doseáveis e potentes, assistidos por pinças Brembo monobloco, e o ABS beneficia do sistema de compensação de inclinação lateral (Cornering ABS) que também contribui substancialmente para o aumento da confiança e para uma condução muito mais relaxada, sobretudo em piso escorregadio.

A gerir todo o sistema está um software desenvolvido pela Continental que, contando com uma unidade de medição de inércia, permite numa só operação concertar o controlo de tracção, a suspensão, o ABS, a potência do motor, e o nível de intervenção do controlo de tracção, através de 3 modos de condução (Road, Rain e Off-road). O novo menu e o novo interface são extremamente intuitivos quando comparados com os da versão anterior.

Existe um botão próprio para seleccionar os modos de condução, que funciona mesmo em andamento, bastando apenas desacelerar e apertar a manete da embraiagem. Complementam as acções de regulação, um cursor e um terceiro botão de confirmação, este instalado ao alcance do indicador esquerdo, precisamente no local onde deveria estar o comutador de máximos e médios, que neste caso é operado pelo polegar esquerdo, e que não é a solução mais prática, sobretudo para quem faça muitos quilómetros à noite.

Todas as informações são apresentadas num painel de instrumentos muito legível sob qualquer condição, e de interpretação fácil.


O modo “Off-road”, quando seleccionado, para além de ajustar a suspensão, passa a permitir uma substancial derrapagem da roda traseira, inibindo a actuação do controlo de tracção, e anula o ABS da roda traseira. Ao desligar a chave, o sistema volta ao modo “road”. O modo “Rain” acentua a intervenção do controlo de tracção, e torna o acelerador menos reactivo. 

O controlo de tracção não tem tréguas, mesmo em estrada normal e com bom piso, devido à avassaladora entrega de binário descarregada pelo novo motor tricilíndrico, cujo desempenho se revela irrepreensível a todos os níveis.

Com um funcionamento muito regular logo desde o arranque, e que se mantém ao longo de toda a faixa de rotação, o motor completamente revisto encanta pela facilidade com que disponibiliza binário desde muito baixos regimes, com um som rouco, grave e forte, que confere um enorme prazer à condução. A sua grande elasticidade tanto permite rolar calmamente (o cruise control permite rolar a 40 km/h em sexta velocidade, sem nenhum soluço ou solavancos), como disparar que nem um míssil caso se rode o punho com veemência.

Voltando ao controlo de tracção, este apresenta-se relativamente intrusivo, e quando entra em funcionamento é perfeitamente perceptível, e apresenta alguma demora até voltar a libertar o motor. Não sendo mau, era merecidamente revisto, pois consiste num dos poucos pontos menos favoráveis da Tiger Explorer 1200.


Outro dos pontos menos agradáveis é o desempenho da caixa de velocidades, que mostra um accionamento demasiado rústico mas que, segundo informação da marca, melhora com o passar dos quilómetros. Há que referir que a unidade que aqui testamos ainda se encontrava em fase de rodagem, com uma quilometragem muito baixa.

Mas difícil e infelizmente, esta caixa da Tiger Explorer vai alguma vez apresentar a suavidade e a precisão da caixa de velocidades das novas Tiger 800, essa sim referencial em todos os aspectos. Em compensação, a manete da embraiagem tem um accionamento leve, já que também beneficia de um sistema deslizante “Slip & assist”.

O ecrã, generoso e regulável electricamente através do menu, é assistido por um motor eléctrico, o que torna fácil encontrar o ponto certo para reduzir o ruido e a turbulência no capacete. Não há bela sem senão, e o sistema de suporte do ecrã é bastante ruidoso quando se circula em piso irregular.

Ao nível dos acabamentos e da qualidade de construção, a Triumph Tiger Explorer 1200 é irrepreensível, apresentando detalhes cuidados e material de referência, sem ruídos parasitas (excepção feita ao ecrã frontal) nem cablagens soltas. As fechaduras são de qualidade e os comandos dos punhos, apesar de muito volumosos, aparentam uma boa qualidade e um aspecto robusto. Os pedais são facilmente ajustáveis e os espelhos retrovisores asseguram uma boa visibilidade.


A iluminação não é de LED, mas ainda assim é bastante eficaz. No entanto os piscas são de diodos, e conferem um ar de modernidade que, a par com a linhas ligeiramente redesenhadas, tornam esta nova Explorer visualmente muito agradável.

A protecção aerodinâmica está dentro da média para o segmento, sendo relativamente boa no que diz respeito ao tronco e cabeça, mas um pouco escassa no que diz respeito aos pés e pernas. Por outro lado, o calor emitido pelo motor parece estar a ser melhor dissipado do que nas versões anteriores. Infelizmente durante o teste nunca tivemos temperaturas superiores a 18 graus para podermos avaliar melhor esse facto.

A posição de condução é bastante ergonómica e o desenho do assento permite que as estaturas mais baixas consigam manobrar com facilidade. Neste capítulo ainda há que referir a boa brecagem.

Em termos de consumos, as nossas medições registaram 6,3 litros aos 100km em circuito misto, sem qualquer preocupação ecológica ou economicista, valor que garante uma autonomia superior a 300km proporcionada pelos 20 litros de capacidade do depósito de combustível.

Um destaque merecido vai também para os pneus Metzeler Tourance NEXT que equipam esta Explorer 1200, e que se revelaram excepcionais em todas as circunstâncias.

Por tudo isto, se está tentado a comprar uma nova moto de aventura, não deve deixar de solicitar um “test ride” num dos concessionários da marca. É que a nova Triumph Tiger Explorer 1200 é, sem dúvida, uma das melhores motos do seu segmento, em todos os aspectos, e está agora muito à frente da versão original apresentada em 2011.

Neste teste usámos o seguinte equipamento:

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Triumph Tiger Explorer 1200 XCX | Moto | Adventure

andardemoto.pt @ 13-5-2016 07:33:54

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