Teste MV Agusta Brutale 800 - Sinfonia de estilo

Linhas voluptuosas, um som inebriante e prestações dinâmicas estonteantes, são as principais razões que fazem desta moto um objecto de desejo.

andardemoto.pt @ 1-7-2016 08:50:00

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Mv Agusta Brutale 800 Rosso | Moto | Naked

Texto: Rogério Carmo    Foto: ToZé Canaveira
                           
Desde a sua primeira aparição em público, no limiar deste jovem século, que a Brutale, então na sua versão exclusiva 750 “Gold Series”, foi uma moto que apaixonou o mundo apesar da sua edição limitada a apenas 300 unidades.

Desde então, mais de 30.000 unidades da família Brutale foram vendidas em todo o mundo, tendo-se tornado o mais popular modelo da marca, desde que o Conde Giovanni Agusta começou a fabricar as motos que conheceram o estrelato pelas mãos dotadas do grande piloto que foi Giacomo Agostini.

Então, no ano 2000, apenas estava disponível na versão dotada do motor de 750cc com quatro cilindros em linha e que respirava através de válvulas radiais.

Varias foram as versões que se seguiram, acompanhando a evolução das superdesportivas F4 de quem herdavam prcticamente todos os conceitos mecânicos e ciclísticos, excepção feita às carenagens. Dividem-se sobretudo nas versões de 3 e de 4 cilindros.

Esta Brutale 800 que aqui lhe trazemos, foi cmpletamente redesenhada, mas mantendo a sua inconfundível linha de design imediatamente identificável com uma Brutale, esta nova versão (apresentada em Lisboa em primeira mão no início do corrente ano), apresenta-se refinada com tecnologia de ponta, e dotada dos últimos avanços da electrónica, sobretudo no que respeita ao aumento da segurança e ao respeito pelo ambiente.


O depósito de combustível, completamente redesenhado vê a sua capacidade aumentada em 3 litros. A distância entre eixos aumentou ligeiramente, resultado de uma inclinação superior do ângulo da direcção. Iluminação por LED, apesar de o farol ainda apresentar lâmpadas convencionais nos projectores, e “Quick Shift” integral são as grandes novidades desta nova Brutale.


O cérebro de toda a electrónica é o sistema MVICS, cujo acelerador electrónico integra diversos mapas de gestão do motor e controlo de tracção com 8 diferentes níveis de intervenção.

O tricilíndrico está agora perfeitamente de acordo com a norma Euro4 que vai entrar em vigor no início de 2017. Perdeu uns inexpressivos cavalos, mas ganhou binário (cerca de mais 25%, registando agora um expressivo valor de 83Nm) com cerca de 90% dele disponível logo a partir das 3.800 R.P.M.

Tudo na Brutale nos faz sentir que estamos aos comandos de uma moto diferente.

A posição de condução, e a exiguidade das suas proporções, faz esquecer que vamos a conduzi-la, mais parecendo que vamos a sobrevoá-la baixinho: os braços abertos, bastante peso em cima dos pulsos, as pernas bem flectidas e os pés para trás, bem firmados nos poisa-pés, proporcionam uma posição “de ataque” perfeitamente consequente com as prestações com que o motor e a ciclística nos brindam caso nos empenhemos a sério na sua condução.

Manobrar à mão é quase uma brincadeira, notando-se perfeitamente o equilíbrio de massas e o baixo centro de gravidade que consubstanciam a sua grande agilidade e comportamento dinâmico.

A direcção é muito rápida e precisa, a entrada em ângulo é muito natural, a travagem é soberba, a caixa de velocidades é suave e precisa e sobretudo muito leve no seu acionamento, devido à nova embraiagem deslizante ser hidraulicamente assistida, ainda que normalmente só seja usada para os arranques, já que o “quick-shift” prescinde da sua utilização nas passagens de caixa.


Também a suspensão merece nota positiva. A forquilha Marzocchi completamente regulável, mostra-se firme e muito rápida na resposta a todas as solicitações, e apesar da afinação desportiva, garante conforto suficiente na maior parte das situações. Claro que o amortecedor Sachs não deixa os seus créditos por mãos alheias, e comporta-se perfeitamente ao nível de todo o conjunto.

Por tudo isto, a Brutale comporta-se como uma orquestra afinada, pronta para interpretar qualquer sinfonia em qualquer estrada de curvas. 

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Mv Agusta Brutale 800 Rosso | Moto | Naked

andardemoto.pt @ 1-7-2016 08:50:00


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