Teste Triumph Boneville T100 - Espírito revivalista

A “Bonnie” de sempre revive nesta nova T100 que prima pela qualidade, facilidade de condução e pelo seu charme intemporal.

andardemoto.pt @ 5-2-2017 11:34:00

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Triumph Bonneville T100 | Moto | Classics

Texto: Rogério Carmo         Foto: ToZé Canaveira
                           

De todas as “Bonneville” que a Triumph tem vindo a apresentar nos últimos tempos, e que têm vindo a reformular a gama de clássicas modernas da marca, esta nova T100 é aquela que mais se identifica com o conceito da versão original, lançada em 1959.

Muito mais refinada, obviamente, acrescenta à essência do conceito a conveniência de uma injecção electrónica, a eficácia dos discos de travão, e mais uns quantos avanços tecnológicos, em prol de uma utilização polivalente e segura.

A T100 é, por isso, uma moto capaz de satisfazer em qualquer tipo de utilização, sem ser especialista em nenhum aspecto em particular:

Serve para passear, para uma utilização diária urbana ou extra urbana, para escapadelas de fim-de-semana, para levar passageiro, para andar por caminhos de terra, auto-estrada, montanha, enfim… para praticamente tudo, desde que o objectivo seja desfrutar do prazer de andar de moto.


Ágil, manobrável, fácil de conduzir, charmosa e inquestionavelmente clássica, a T100 destaca-se do resto da gama sobretudo pelo seu equilíbrio, sem nunca pretender ser mais nem menos do que aquilo que define uma Bonneville: uma moto “faz-tudo”, como as motos dos bons velhos tempos…

Depois de ter testado a “Street Twin” (cujo teste pode ver clicando aqui) que está equipada com o mesmo motor e de também já ter tido oportunidade de andar na nova T120, que está equipada com o mesmo quadro, apesar de pequenas diferenças ao nível da ciclística, posso afirmar que a T100 é “The real thing”, que é como quem diz, a verdadeira e digna sucessora da Bonneville original.

A suavidade é o mote. Os comandos, as suspensões e o motor trabalham incessantemente para garantir um elevado conforto de condução, com um compromisso bastante bem conseguido com a estabilidade em curva.

Manobrar é muito fácil; enfrentar o trânsito ou uma estrada aberta não constituem qualquer problema; passar por caminhos degradados é quase uma brincadeira, o motor é uma delícia de conduzir, e o seu charme de moto “vintage” não deixa ninguém indiferente.


Apesar de a ciclística estar muito bem conseguida, e travar e curvar não requererem nenhuma atenção especial, é o motor de 900cc que proporciona o maior prazer de condução.

A disponibilidade do binário é tão grande que a Bonneville T100 se pode conduzir de qualquer maneira, seja despreocupadamente, a ser preguiçoso com a caixa, seja a tender para o apressado, explorando os regimes elevados, desfrutando das notas graves proporcionadas pelo desfasamento da ignição a 270º, que saem pelas carismáticas ponteiras “pea-shooter” cromadas.

E se os mais calmos vão apreciar a caixa de cinco velocidades, os mais “racers” vão seguramente gostar da nova embraiagem “slip assist”, que além de impedir que a roda traseira bloqueie sob o efeito do travão-motor, faz com que a manete da embraiagem mal se sinta.

De qualquer forma, a precisão e a suavidade com que as mudanças engrenam, seja em que sentido for, é, sem dúvida, de destacar!


Para todos, o controlo de tracção vai ser uma grande ajuda. E apesar de a T100, ao contrário da T120, não apresentar modos de condução, em situação alguma durante os dias em que a andei a testar senti a necessidade de mudar o que quer que fosse.

O acelerador electrónico é extremamente doseável, e é muito fácil manter baixos regimes a manobrar. Por outro lado, a resposta pronta e limpa do bicilíndrico paralelo mantém-se ao longo de toda a faixa de regime.

Aspectos verdadeiramente negativos não encontrei. Mas não se pode deixar de mencionar que falta o descanso central, e que os poisa-pés estão demasiado baixos para curvar “a sério”, raspando facilmente no asfalto mal nos entusiasmamos com as curvas. Em contrapartida porporcionam uma posição de condução muito boa.


Para além da grande qualidade de construção e da elevada atenção aos detalhes, outro aspecto digno de destaque é o facto de os intervalos de manutenção serem de 16.000km.

A Bonneville T100 está disponível em três opções cromáticas: azul e branco (Aegean Blue and Fusion White), laranja e branco (Intense Orange with New England White), ambas apresentando “pinstriping” em dourado, e a versão preta (Jet Black).

Listada como um modelo à parte, mas que basicamente é a mesma moto, existe a “negra” Black, com os escapes, as jantes e as tampas do motor pintados de negro.

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Triumph Bonneville T100 | Moto | Classics

andardemoto.pt @ 5-2-2017 11:34:00


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