Teste Kawasaki Ninja 650 - Razão e coração

A Kawasaki aposta forte no segmento de média cilindrada com uma moto utilitária-desportiva capaz de fazer as delícias de novatos e veteranos, viajantes e utilizadores urbanos.

andardemoto.pt @ 12-2-2017 19:15:56

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Kawasaki Ninja 650 2017 | Moto | Supersports

Texto: Rogério Carmo        Foto: Rui Jorge
                           

A Multimoto, o importador oficial da Kawasaki para Portugal, continua empenhada em dar a conhecer em solo nacional, os novos modelos da marca de Akashi. Depois de há cerca de um mês ter apresentado à comunicação social especializada as novas Z650 (clique para ver o teste), foi agora a vez de apresentar a renovada Ninja 650, com quem a “Z” partilha a base.

E se a base da nova Ninja 650 é a mesma da Z650, a realidade é que a nova Ninja além de manter as virtudes do modelo “naked”, apresenta um carácter bastante mais desportivo, conseguido à custa de uma posição de condução revista e de uma protecção aerodinâmica melhorada.


Construída com o propósito de substituir a Kawasaki ER-6f, a nova Ninja 650 é uma lufada de ar fresco no segmento de média cilindrada. Practicamente sem concorrência no mercado, a nova Ninja tanto pode ser uma moto de iniciação, com uma moto utilitária, uma estradista, ou uma turística. Vai depender apenas do espírito de quem a conduz.

Não sendo uma desportiva pura, para isso a Kawasaki mantém em produção a Ninja ZX-6R 636, a Ninja 650 assume o compromisso entre o conforto e as prestações dinâmicas, capaz de satisfazer uma ampla gama de motociclistas que pretendem uma moto de cariz desportivo, para uma utilização polivalente e económica.


O assento é confortável, os comandos estão bem posicionados e as manetes oferecem regulação.

O painel de instrumentos em LCD negativo é conciso, de fácil leitura e muito legível sob qualquer situação, incluindo um conveniente sinalizador de condução económica e indicador de mudança engrenada. 

A grande qualidade dos acabamentos e a atenção ao detalhe contrastam com a simplicidade da electrónica que, para além do computador de bordo, que resume no painel de instrumentos os consumos e as distâncias, se vê reduzida ao obrigatório ABS. Não há modos de motor, não há controlo de tracção, e apenas a embraiagem deslizante serve de ajuda numa condução mais entusiasmada. 

Mas a entrega de potência do motor, muito linear até meio da faixa de regime, permite dosear bem o acelerador, sem grandes dificuldades, mesmo quando já perto do limitador o bicilíndrico mostra a sua raça e imprime acelerações bastante interessantes, muito para além do que é requerido para uma condução dentro dos limites de velocidade e do bom-senso.

Um destaque merecido vai também para a caixa de velocidades, muito suave e precisa, ajudada também pelo accionamento muito leve da manete.


A travagem, muito doseável e potente, conta com um duplo disco em forma de pétala de 300 mm no eixo dianteiro, e um disco de 220 mm, também em forma de pétala, no eixo traseiro, todos eles mordidos por pinças Nissin, assistidas por uma unidade de ABS Bosch 9.1.

A suspensão, com uma taragem nitidamente focada no conforto, beneficia do bom equilibrio de massas do conjunto para garantir um comportamento muito aceitável em curva, mesmo em pisos mais irregulares.

Manobrar revela-se muito fácil. Para isso também conta o assento bastante baixo (a apenas 790mm) mas que não diminui o conforto aos motociclistas de maior estatura (o meu 1,80m encaixa perfeitamente sem qualquer dificuldade), e a brecagem que, para uma desportiva, até é bastante generosa.

Com uma posição de condução elevada, propícia para longas tiradas mesmo a baixa velocidade, e uma boa protecção aerodinâmica que conta com um ecrã regulável em altura em três posições, esta nova Ninja 650 aumenta os horizontes de utilização, não se negando a ser uma óptima companheira em grandes viagens. 

Por tudo isto, a Ninja 650 é uma moto que responde tanto aos impulsos do coração como às exigências da razão.


Em termos de acessórios a Kawasaki também desenhou uma vasta gama que permite adaptar a Ninja 650 aos diversos tipos de utilização, e preparou duas versões especiais que pode ver abaixo:

A versão Tourer, que a permite transformar numa “pequena Z1000SX”, pronta para viajar, por um preço muito convidativo de 8.495,00€ ou 8.695€ na versão KRT, (a versão base custa 7.795,00€) que resulta numa poupança de mais de 300€ em termos de investimento. Vem equipada com:

  • Proteção do depósito;
  • Ecrã “touring” fumado;
  • Cogumelos de protecção;
  • Proteção de joelhos
  • Suportes e malas laterais;
O PVP dos acessórios é de: Protecção do depósito (51,66€); Viseira “touring” (159,65€); Cogumelos (283,55€); Proteção de joelhos (50,49€); Suporte de malas laterais (128,83€); Malas laterais (356,70€)

Os mais "racers" podem contar com uma versão Performance que tem um preço de 8.995,00 € para as versões base - preta ou laranja, e de 9.295€ para a versão KRT, que resulta numa poupança de cerca de 600€ (500€ na versão KRT). Vem equipada com:

  • Protecção do depósito;
  • Viseira escura em forma de bolha;
  • Cobertura assento passageiro (backet);
  • Escape Akrapovic homologado;
O PVP dos acessórios é de: Proteção do depósito (51,66€); Viseira escura em forma de bolha (159,65€); Cobertura assento passageiro (212,33€); Escape Akrapovic (1.387,96€)

Neste teste usámos equipamento de segurança composto por:



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Kawasaki Ninja 650 2017 | Moto | Supersports

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