Teste Kawasaki Z900 - Sessão de mototerapia

A nova Kawasaki Z900 é uma digna substituta da Z800 que vem substituir, e surpreende sobretudo pela confiança que transmite e pela facilidade e prazer de condução.

andardemoto.pt @ 19-2-2017 16:52:48

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Kawasaki Z900 2017 | Moto | Supernaked

Texto: Rogério Carmo        Foto: Rui Jorge


O ar a bater-me no peito, o ronco do motor a encantar os meus ouvidos, a estrada de curvas bem sequenciadas, quase que me fizeram esquecer o frio que tive que aguentar durante os primeiros quilómetros do teste desta nova Kawasaki, de manhã cedo, por terras do bom moscatel de Setúbal.

Mas já perto do final, depois da “seca” das fotos (desculpa lá Rui Jorge, mas é mesmo uma “seca” fazer fotos quando se tem uma moto destas para andar), de barriga composta e com o sol a iluminar o espírito, por estradas familiares e uma paisagem deslumbrante, a experiência foi de tal forma gratificante que me pude abster do facto de estar a realizar um teste, e apenas desfrutar da condução. Foi mais do que trabalho, foi uma verdadeira sessão de terapia. Obrigado Multimoto!

A nova Z900 impressionou-me desde o primeiro momento que me sentei nela. A sua simplicidade, a leveza dos comandos, a potência e doseabilidade da travagem, conquistaram-me de imediato a par com a posição de condução bastante confortável e elevada “Q.B.” para garantir uma atitude bastante agressiva caso necessário.

A única preocupação que me minava o subconsciente era a ausência do já tão vulgar controlo de tracção a que, por força da generalização, já estou tão habituado e que constitui um descanso, sobretudo quando é necessário explorar uma nova moto sem correr riscos desnecessários.

No entanto este novo motor, derivado do da Z1000, e que debita mais de 120cv, mostrou-se um típico 4 cilindros devido à enorme suavidade e consistência com que liberta potência nos regimes intermédios. Tirando alguns merecidos avisos que o pneu traseiro me deu quando a confiança já estava a passar para lá dos limites do razoável, em andamento normal a Z900 não precisa mesmo de ajudas electrónicas à condução. 

A grande agilidade da Z900, a boa travagem, a precisão da direcção proporcionada em parte pelo guiador largo e pelo bom comportamento da suspensão, conferem um grande nível de confiança que permite explorar a faixa superior do regime de rotação do motor, que nos brinda com ritmos verdadeiramente “divertidos”.


Em andamentos mais calmos, o binário disponível proporciona uma condução despreocupada sem ser necessário recorrer frequentemente à caixa de velocidades que, por sinal, e para além de ser bastante bem escalonada com relações muito curtas, é de uma suavidade e precisão assinaláveis. Ajudada pela embraiagem “slip assist”, ainda se torna mais fácil de usar pois a manete quase não se sente.

O novo quadro, inspirado no da balística H2, fabricado em treliça de tubos de aço e que pesa apenas 13.5kg é bastante firme, e garante um comportamento exemplar tanto a alta velocidade, como nas curvas mais encadeadas e lentas.

A travagem é outro ponto positivo da Z900. Potente e doseável, como já referi, revela-se incansável e consistente, curva após curva, e mesmo quando abusada durante a sessão de fotos, nunca mostrou sinais de fadiga.

Apesar de a protecção aerodinâmica ser quase inexistente, sobretudo no que à parte superior do tronco diz respeito, a ausência de turbulências é notável, e mostra um cuidado aerodinâmico no desenho do grande frontal que aloja os faróis.

Em termos estéticos, como de costume não me pronuncio, pois o que gosto mesmo é de andar de moto, e em cima dela não consigo ver, nem me interessa, se são bonitas ou feias. Até porque a beleza, como se diz, está nos olhos de quem vê.

No entanto as linhas da Z900, inspiradas no conceito “sugomi” que define os traços felinos de atitude predadora, à semelhança da sua “irmã” Kawasaki Z650 que já tivemos oportunidade de testar (pode ver o teste clicando aqui), são harmoniosas e agradáveis. 

No entanto, sou sensível a questões como a qualidade dos materiais e os pormenores de acabamento, e nesse aspecto a Kawasaki Z900 também me agradou bastante.

Desde a disposição simples e prática dos comandos e do painel de instrumentos, passando pela perfeição das cablagens eléctricas ou das soldaduras do quadro, e até à pintura de grande qualidade, tudo está bastante acima do expectável sobretudo se tivermos em conta o preço.


Versão acessorizada Performance

Versão acessorizada Performance


                           
Para a Z900 além de 3 opções cromáticas diferentes, (uma com base preta, outra cinzenta e outra verde) existe uma gama de acessórios de fábrica capaz de fazer as delícias dos mais exigentes, e uma versão “Performance” equipada com:

  • Protecção do depósito;
  • Ecrã elevado fumado;
  • Cobertura assento passageiro (baquet);
  • Escape Akrapovic (em carbono ou em titânio - à escolha)
O PVP da versão “Performance” é de 10.490€ , ou seja, um acréscimo de 495€.
Caso o cliente adquirisse os 4 acessórios em separado, o valor que iria despender seria de 1.360,98€, (mais de 850€ do que se adquirisse a versão “Performance”).

O PVP dos acessórios vendidos em separado é de: Proteção do depósito: 57,02€; Ecrã elevado fumado:125,44€; Cobertura assento passageiro (baquet): 256,36€; Escape Akrapovic em titânio ou em carbono: 922,16€;

Avaliação final:

Tendo como referência a antiga Z800 e a Z1000, esta nova Z900 é muito mais manobrável, mais ágil e mais divertida de conduzir.

Por não ter a brutalidade de resposta da Z1000, torna-se numa moto interessante tanto para condutores com menos experiência como para aqueles que gostam de fazer umas boas estradas de montanha a ritmos “terapêuticos”.

Os consumos que, segundo o fabricante, são mais reduzidos e o prazer de condução que transmite colocam-na como uma boa opção de escolha num segmento em que as concorrentes (mais ou menos directas) se afiguram mais "franzinas" ou se mostram bastante mais intempestivas.

Equipamento:

Neste teste usámos equipamento de segurança composto por:

  •  Luvas Spidi Carbo 3

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Kawasaki Z900 2017 | Moto | Supernaked

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