Scooters 125 cc - A prova das 9

Nove scooters 125 cc, de todas as formas e feitios, preços e segmentos, passaram pela redação do Andar de Moto. O objetivo? Perceber quais as mais-valias destas opções, algumas delas muitas vezes esquecidas pelos motociclistas na altura de escolher uma moto nova.

andardemoto.pt @ 27-2-2018 00:47:29

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Não é segredo para ninguém que as 125 cc têm sido as grandes dinamizadoras do mercado das duas rodas em Portugal ao longo dos últimos anos, nomeadamente, desde que foi aplicada a famosa “Lei das 125”. Os números de vendas dispararam, e algumas marcas ganharam subitamente uma cota de mercado significativa.

Se olharmos apenas para as scooters 125 cc, a Honda, com a sua líder de vendas Honda PCX, tem sido o alvo a abater por parte da concorrência. Prática, económica, e sem grandes custos de aquisição, a PCX é um fenómeno de vendas em Portugal. Mas os fabricantes rivais da Honda rapidamente contra-atacaram com outras propostas igualmente interessantes.

Veja-se o caso da Yamaha, que com a Yamaha NMax parece ter descoberto uma forma de conquistar um pouco da fatia de mercado que julgávamos ser exclusivo da PCX. E também a SYM tem merecido destaque em solo nacional, nomeadamente através da SYM GTS 125 que não raras vezes ocupa os lugares cimeiros nas tabelas de vendas. Isto sem falar da Peugeot, da Keeway, da Kymco ou de outras marcas que também têm destaque nos números de vendas.



Mas, será que só devemos olhar para os modelos mais vendidos e acreditar que é tudo o que o mercado tem para nos oferecer? Não, de todo!

Nesse sentido, o Andar de Moto reuniu 9 scooters 125 cc que lhe passamos a apresentar:


O objetivo não foi o de as classificar em termos de descobrir qual é a melhor de todas. Isso seria impossível de fazer, ou melhor, não seria justo, pois os modelos que de seguida iremos falar são das mais variadas formas e feitios, preços ou segmentos. Praticamente o único denominador comum está no facto de serem 125 cc.

O objetivo deste trabalho, foi colocar à prova estas 9 scooters que, por vezes, não têm o destaque que merecem.

Aqui falaremos das suas mais-valias e dos pontos menos conseguidos, e mostraremos que para além das scooters mais vendidas, existem várias outras opções que devem merecer a sua atenção durante o processo de compra.

Esperamos que ao juntar estas 9 scooters 125 cc, e ao mostrar os seus pontos fracos e fortes, estejamos a ajudá-lo a decidir qual delas melhor se adapta ao seu gosto, e às suas necessidades e possibilidades.

Leia agora alguns apontamentos sobre cada uma delas. Para isso Utilize os links acima ou use as barras de navegação abaixo para ver os pormenores de cada uma das 9 scooters 125cc.


2ª parte - Honda Forza 125

Honda Forza 125

De dimensões mais generosas do que algumas das adversárias neste trabalho, a Honda Forza 125 não é o que podemos considerar de maxiscooter “pura e dura”. É mais uma GT de estilo executivo, design bem conseguido, extremamente polida em termos dinâmicos, oferecendo um comportamento muito previsível e sem ser molengona no motor que, aliás, é até dos melhores em termos de aceleração.

Bem equipada ao nível da segurança, com travões de disco e ABS, a Forza distingue-se pela utilização de sistema de iluminação em LED, com destaque para as luzes diurnas que conferem uma imagem muito agressiva, sistema de ignição “keyless”, capacidade para guardar dois capacetes integrais debaixo do assento, embora não seja fácil de os conseguir colocar no espaço e fechar o assento caso o capacete seja mais alto ou tenha entradas de ar superiores, e para quem se preocupa com os consumos, a Honda recorre ao bem conhecido sistema Idling Stop que desliga o motor quando estamos, por exemplo, parados num semáforo por mais de alguns segundos.



Em andamento, como referimos, a Forza é uma scooter muito polida. É daqueles casos em que a partir do momento que ligamos o motor e arrancamos, rapidamente nos sentimos à vontade para desfrutar tudo o que ela tem para nos dar. E, de facto, esta Honda tem muito para dar!

As suspensões são capazes de oferecer boa resistência aos impactos ou digerir bem as imperfeições do asfalto quando a conduzimos numa forma mais agressiva, e o equilíbrio do conjunto dá toda a certeza de que podemos chegar ao limite em total segurança, até porque os travões são potentes e doseáveis, com o ABS a garantir que não bloqueamos as rodas nas travagens mais fortes.

A qualidade de construção está bastante acima da média, e a Forza 125 é assim uma opção muito interessante para os motociclistas mais executivos que procuram uma scooter luxuosa. Convém ter em conta que esta scooter tem um preço de 5000€.

Veja aqui o nosso teste à Honda Forza 125

Veja aqui como se portou a Honda Forza 125 num comparativo com a Yamaha X-Max 125

Clique aqui para ficar a conhecer as características técnicas da Honda Forza 125



Galeria Honda Forza 125


3ª parte - Kawasaki J125

Kawasaki J125

A primeira proposta da casa de Akashi no segmento das scooters 125 cc, a J125, apareceu há dois anos na Europa e tem como origem uma parceria com a Kymco, com as duas marcas a partilharem a base da antiga Downtown, agora denominada de Grand Dink, scooter de que lhe falamos mais à frente no texto.

A J125 é uma maxiscooter na verdadeira ascensão da palavra. As dimensões são generosas, oferecendo uma dose de proteção aerodinâmica assinalável, ainda que o ecrã frontal pudesse ser maior para melhor proteger os ombros e capacete. O peso em ordem de marcha acaba por revelar que estamos perante uma scooter grande: 182 kg.

Apesar disso, o comportamento dinâmico da J125 não é muito penalizado. Claro que se nota esse peso nas trocas de direção mais rápidas, ou quando estamos a curvar e as suspensões têm de absorver os ressaltos, mas para uma scooter tão grande, podemos dizer que esta Kawasaki não se mexe nada mal!



A atenção aos detalhes é muito boa, por exemplo podemos ajustar manetes dos travões em quatro posições, as carenagens contam com uma pintura que confere uma imagem “premium”, e a qualidade de construção é também muito boa, com os plásticos a mostrarem boa resistência ao uso e, no caso da unidade que tivemos à disposição, aos impactos devido a pequenas quedas quando o descanso lateral decide ganhar vida própria.

O motor monocilíndrico não é o mais enérgico, especialmente quando temos em conta que a Kawasaki tem nos seus genes das motos mais desportivas do mercado. Mais uma vez o peso do conjunto não ajuda o motor de 15 cv a deixar-se explorar com facilidade, mas como as suspensões estão bem afinadas de fábrica, o condutor vai usufruir de um bom comportamento, sendo que a opção de jantes de menor diâmetro (14’’ à frente e 13’’ atrás) maximiza a agilidade na cidade.



Debaixo do assento podemos guardar facilmente um capacete integral, e ainda sobra algum espaço para mais objetos de menor dimensão, mas com tanto volume, esperávamos poder guardar mais objetos de dimensões medianas.

O assento do condutor é largo, confortável, e o apoio lombar é excelente. A J125 é por isso uma boa companheira para percorrer muitos quilómetros sem parar.

Veja aqui como se portou a Kawasaki J125 num comparativo com a SYM GTS 125

Clique aqui para ficar a conhecer as características técnicas da Kawasaki J125



Galeria Kawasaki J125


4ª parte - Kymco Agility City

Kymco Agility City

A Kymco Agility City é das nove scooters incluídas neste trabalho, aquela que tem dimensões mais compactas, e com um peso de apenas 123 kg, é também das mais leves o que lhe garante uma agilidade assinalável. Ainda assim, a Kymco optou por utilizar jantes de 16’’, uma roda alta, e por isso a Agility City consegue misturar agilidade com estabilidade para trajetos mais abertos ou ultrapassar problemas causados por asfalto mais degradado.

Com pouco espaço debaixo do assento, a Agility City compensa esse ponto menos positivo ao contar de série com “top case” pintada à cor da scooter, garantindo que podemos transportar objetos de média dimensão. Por exemplo, um capacete jet cabe perfeitamente na “top case”, mas um integral já vai depender das suas dimensões.

Por falar em espaço, destaque nesta scooter para a plataforma plana, com bastante espaço para as pernas, embora seja esguio. Nos momentos em que tivermos de transportar passageiro, convém estar preparado mentalmente para fazer cedências em termos de conforto, pois o espaço para dois não é o melhor.



O motor é agora Euro4, com injeção eletrónica, um monocilíndrico arrefecido por ar que com apenas 9,5 cv de potência máxima se revela suficiente para percursos citadinos, ambiente onde a Agility City se destaca da concorrência com um design totalmente repensado para este ano, com linhas dinâmicas e agressivas, e utilização de iluminação em LED.

Fora do “para-arranca” o motor sente-se com falta de pulmão. Este motor está claramente pensado para uma utilização exclusivamente citadina.

Para os que procuram máxima segurança, a Agility City conta com travões de disco em ambos os eixos, embora ao contrário das restantes opções que lhe apresentamos, a Kymco prefira um sistema de travagem combinado. Eficaz para as ambições desta scooter citadina, mas o CBS é demasiado sensível, e convém ter algum cuidado na forma como se aperta na manete, pois facilmente bloqueamos a roda traseira.

Por último, mas não menos importante, não podemos deixar passar o facto de que a Kymco Agility City está à venda pelo competitivo preço de 2199€!

Clique aqui para ficar a conhecer as características técnicas da Kymco Agility City


Galeria Kymco Agility City


5ª parte - Kymco Grand Dink

Kymco Grand Dink

Tal como lhe dissemos mais acima, a Grand Dink, antigamente conhecida como Downtown e que se tornou num caso de sucesso com muitas unidades vendidas em Portugal, serve de base à Kawasaki J125. É por isso uma maxiscooter, e tal como a J125, oferece uma proteção aerodinâmica muito assinalável, melhor até do que a Kawasaki, devido ao ecrã frontal ser mais longo e apresentar uma curvatura que efetivamente afasta o vento do condutor.

Muito confortável, o assento do condutor conta com um bom apoio lombar, enquanto mais atrás o assento destaca-se ainda por ter muito espaço para acomodar sem problemas um passageiro de estatura mais elevada. Debaixo do assento, um generoso espaço para arrumação e transporte de objetos é característica muito positiva desta Grand Dink.

O motor da Grand Dink nasce de uma evolução da unidade motriz anteriormente usada na Downtown. Agora Euro4, o monocilíndrico fica um pouco aquém das necessidades de uma scooter que pesa 183 kg.

Jantes de pequena dimensão garantem um bom comportamento em percursos citadinos, e não é necessário grande esforço para confortavelmente cruzarmos a cidade de uma ponta a outra, usufruindo de suspensões bem-adaptadas para este cenário.



A ritmos mais vivos as suspensões perdem alguma eficácia, mas em contrapartida desfrutamos de um sistema de travagem de dois discos, um por eixo, com a potência de travagem muito doseável e o ABS fornecido pela Bosch a garantir que o conjunto abranda em total segurança.

Já nos percursos mais abertos, a longa distância entre eixos, nada menos do que 1545 mm, acaba por reduzir um pouco o “feedback” que obtemos da direção, com todo o conjunto a querer baloiçar quando percorremos algumas curvas de velocidade mais elevada. Mas em linha reta, a Kymco Grand Dink é impecável!

Clique aqui para ficar a conhecer as características técnicas da Kymco Grand Dink 125


Galeria Kymco Grand Dink


6ª parte - Piaggio Liberty

Piaggio Liberty

Esguia, leve, design europeu, roda alta. Assim se resume facilmente a Piaggio Liberty 125, um modelo já com 19 anos de carreira. Dando uso à mais recente tecnologia, como é o caso do motor monocilíndrico I-Get, com 3 válvulas, a Liberty é uma companheira perfeita para uma utilização citadina.

O motor tem uma capacidade de aceleração imediata aos impulsos no acelerador, e sobe de rotações de forma fluída e sem falhas na entrega de binário. Em conjugação com as rodas altas de 16’’ e 14’’, frente e atrás, a Liberty facilmente se desenvencilha do trânsito compacto mantendo uma compostura muito boa, e mesmo nos pisos de calçada, as rodas maiores ajudam a ultrapassar os obstáculos com facilidade e conforto relativo.

O espaço debaixo do assento é um pouco acanhado devido às dimensões esguias da Liberty, mas o compartimento tem boa altura e assim os capacetes mais altos podem ser guardados sem problemas de maior.

Para transporte de objetos de outras dimensões, e como boa scooter citadina que é, esta Piaggio conta com uma plataforma plana, que para além disso oferece um bom espaço para as pernas do condutor.



Numa scooter com uma qualidade de construção muito boa, o assento é confortável, e em termos dinâmicos a ciclística funciona no sentido de facilitar a condução mesmo nos espaços mais apertados. A agilidade proveniente do peso reduzido, 114 kg a seco, é das mais interessantes neste lote de 9 scooters que testámos, e aos comandos da Liberty 125 sentimos sempre que estamos perante uma scooter capaz de aguentar com ritmos mais vivos, pois as suspensões funcionam extremamente bem, talvez um pouco rijas para uma condução mais descontraída.

Para os motociclistas que gostam de adotar um ritmo de condução mais vivo, a Piaggio trabalhou na renovação do quadro, em aço tubular, conferindo-lhe maior rigidez estrutural. A sensação que obtemos a conduzir esta Liberty é de que estamos sempre em total controlo aos seus comandos.

A qualidade de fabrico está bem patente nos vários elementos cromados que adornam as formas esculpidas desta Piaggio, e a iluminação em LED completa um design cuja influência é claramente europeia.

Clique aqui para ficar a conhecer as características técnicas da Piaggio Liberty 125


Galeria Piaggio Liberty 125


7ª parte - Piaggio Medley 125

Piaggio Medley 125

Pode parecer muito semelhante à Liberty, mas na realidade, e apesar de ostentar o símbolo da Piaggio, esta Medley 125 conta com algumas características que a diferenciam e colocam noutro patamar.

A principal diferença e que ajuda a justificar o preço ligeiramente superior em comparação com a Liberty, é a utilização do sistema “Start&Stop” acoplado ao motor monocilíndrico I-Get, de quatro válvulas. Com este sistema em funcionamento, a Medley 125 mostra-se muito económica, com consumos médios a rondar os 2,5 litros, mesmo quando a conduzimos de forma normal, ou seja, sem pensar nos consumos.

Com refrigeração por líquido e uma potência de pouco mais de 12 cv, a Medley tem uma resposta melhorada aos impulsos no acelerador, e uma capacidade de aceleração generosa, embora a sua mais-valia seja a velocidade máxima, com o motor a sentir-se sempre “soltinho”, que permite a sua utilização em percursos mais abertos sem sermos “engolidos” por outros veículos mais velozes.



Mais uma vez a utilização de rodas altas prova ser a escolha certa para os motociclistas que procuram uma condução mais estável, e de certa forma aproximada a motos de maior porte. No entanto é de realçar que a agilidade em condução urbana é ligeiramente menor do que as opções que lhe mostramos com jantes mais pequenas.

Com uma posição de condução que nos deixa altos, sentados a 799 mm do solo, a Medley consegue acomodar sem problemas condutores de maior estatura, mas a plataforma não é totalmente plana, pelo que o espaço para os pés na plataforma não é tão bom como, por exemplo, na Liberty.

Ainda assim, o assento alongado esconde debaixo de si um muito generoso espaço para arrumos. Mesmos os capacetes integrais de maiores dimensões cabem debaixo do assento, e no caso da Medley é possível guardar dois capacetes deste tipo.

Se o design urbano não o convencer, ou a boa qualidade dos materiais utilizados, como por exemplo a cobertura da consola central, talvez seja interessante saber que a Piaggio coloca a Medley 125 à venda por 2990€.

Veja aqui o nosso teste à Piaggio Medley 125

Clique aqui para ficar a conhecer as características técnicas da Piaggio Medley 125



Galeria Piaggio Medley 125


8ª parte - SYM Jet 14

SYM Jet 14

Não se deixe enganar pela aparência desportiva da Jet 14! Na realidade esta scooter compacta é uma companheira perfeita para uma utilização exclusivamente urbana, e dá uso a jantes de 14’’, fator que ajudou a SYM a escolher o nome, para garantir um comportamento impecável em pisos degradados ou recheados de armadilhas que habitualmente encontramos nas nossas cidades.

As suas carenagens de ângulos vincados e dimensões reduzidas, deixam à vista que estamos perante uma scooter leve.

E de facto a Jet 14 é muito leve: apenas 122 kg! Conduzir esta SYM é por isso uma tarefa extremamente fácil, e apesar da curta distância entre eixos por vezes tornar a frente um pouco nervosa na inserção em curva, o quadro aguenta bem os esforços, bem ajudado por suspensões que podiam ter uma melhor capacidade de absorção de impactos, mas que ainda assim cumprem bem a sua missão na grande maioria das vezes.



O motor monocilíndrico não é dos mais fortes deste grupo de 9 scooters que colocámos à prova. Mas é, isso sim, muito fácil de explorar, com os 10 cv a permitirem acelerações convincentes de semáforo em semáforo, sendo que a velocidade máxima visualizada no painel de instrumentos espartano é de cerca de 100 km/h.

Painel tão espartano que, por exemplo, nem permite visualizar os quilómetros parciais…

Tal como a Kymco Agility City, a travagem desta SYM Jet 14 conta com sistema combinado quando apertamos a manete esquerda. Com isso o sistema reparte a força de travagem entre os dois eixos, mas a verdade é que facilmente bloqueamos a roda traseira se não tivermos cuidado. Já o travão frontal, quando acionado em separado, não oferece grande força de travagem, sendo este o ponto menos positivo numa scooter que tem um preço de 2399€.

Veja aqui o nosso teste à SYM Jet 14

Clique aqui para ficar a conhecer as características técnicas da SYM Jet 14



Galeria SYM Jet 14


9ª parte - Vespa GTS 125 Super Sport

Vespa GTS 125 Super Sport

Dentro das 9 opções que lhe mostramos neste trabalho com scooters 125 cc, esta GTS 125 Super Sport é, sem dúvida, aquela que se apresenta como a opção mais “premium”, quer seja pela sua imagem que todos associamos à Vespa, quer seja pelo seu preço de 5680€, o mais elevado de todas.

Mas esse preço tem também as suas vantagens! Por exemplo, todo o corpo da GTS 125 Super Sport é fabricado em chapa de aço, com a Vespa a usar reforços soldados em pontos considerados fulcrais, permitindo assim que esta pequena “amarelinha” (ou cinzenta, se preferir essa cor) consiga um comportamento dinâmico de verdadeira desportiva.

As jantes de apenas 12’’ maximizam a agilidade de um conjunto que pesa, fruto do uso extensivo de metal, 158 kg a seco.

Basta um toque na direção, que pela sua geometria agressiva já de si torna a Vespa numa scooter muito reativa aos impulsos no guiador, e a GTS 125 Super Sport rapidamente fica na trajetória pretendida, e a excelente brecagem garante que mesmo no trânsito mais compacto temos sempre forma de encontrar espaço para manobrar e sair de apertos.



O assento desta pequena italiana não é o mais confortável para transportar dois passageiros, mas o condutor usufrui de boa posição de condução, com muito espaço para os pés na plataforma que não sendo plana, permite transporte de objetos, sem grande dificuldade. Debaixo do assento o espaço para arrumos é muito reduzido, até porque é aí que encontramos o depósito de combustível.

A qualidade de construção e acabamentos acompanha o preço que a Vespa pede pela GTS 125 Super Sport.

Não há outra scooter neste lote de 9 modelos testados que tenha tanta atenção aos detalhes, como por exemplo o friso metálico ou os pequenos gráficos em preto e vermelho, que conseguem dar um dinamismo a uma scooter que, caso fosse totalmente amarela, perderia muito do seu charme.

O motor é também uma componente muito importante desta Vespa. O monocilíndrico é extremamente divertido de explorar, e se os 15 cv ficam mesmo no limite da “Lei das 125”, o que mais impressiona são os seus 11 Nm que garantem boas respostas ao nível das recuperações.

Em condução, apenas gostaríamos que a Vespa melhorasse a distância livre ao solo em inclinação, pois os condutores mais atrevidos, rapidamente estarão a raspar o descanso central no asfalto, deixando um longo rasto de faíscas atrás de si.

Clique aqui para ficar a conhecer as características técnicas da Vespa GTS 125 Super Sport



Galeria Vespa GTS 125 Super Sport


10ª parte - Yamaha X-Max 125

Yamaha X-Max 125

Tal como a Honda Forza 125, também esta X-Max não se enquadra no que tipicamente chamamos de maxiscooter. A Yamaha apostou em criar uma scooter 125 cc que, para além do luxo conferido por materiais de qualidade inegável, e soluções tecnológicas que hoje em dia são associadas a modelos de outros segmentos, como é o caso da ignição “keyless”, oferecesse um comportamento mais desportivo.

E a verdade é que a marca de Iwata saiu-se muito bem nesta missão!

A X-Max 125 não só tem uma aparência desportiva, como o seu comportamento acaba por complementar na perfeição essa mesma aparência. O motor monocilíndrico com 12 Nm de binário e pouco mais de 14 cv é um portento de força para uma 125 cc, e mesmo tendo em conta que tem de mover uma scooter de 175 kg de peso, a forma como o motor sobe de rotações e se mostra vivo nos regimes mais elevados será um fator extremamente positivo para os motociclistas que preferem uma condução agressiva.



Toda a ciclística está pensada para equilibrar entre o conforto e o desportivo, mas a verdade é que a Yamaha deixa a X-Max escorregar mais para o cariz desportivo, com o condutor a ficar bem alto e menos encaixado, sem que isso signifique um comportamento menos positivo em curva. Pelo contrário.

As suspensões extremamente eficazes garantem que por mais velocidade que levamos em curva, todo o conjunto se mantém imperturbável, e apenas quando colocamos peso extra de passageiro, os dois amortecedores traseiros se ressentem do peso extra e por vezes acabam por esgotar o seu curso.

Com um preço muito próximo dos 5000€, a X-Max 125 é mais uma das opções “premium” que incluímos neste conjunto de 9 scooters. Por esse preço a Yamaha entrega ao condutor uma moto recheada de bons pormenores como o painel de instrumentos LCD, muito completo em termos de informações disponibilizadas, e embora o motor não tenha sistema “Start&Stop”, a X-Max compensa com um eficaz sistema de controlo de tração, que pode inclusivamente ser desligado.

O espaço debaixo do assento para transporte de bagagem é apenas mediano, mas o conforto do assento é excelente, com muito bom apoio lombar, e embora a plataforma não seja plana, temos algum espaço para esticar as pernas se quisermos adotar uma posição de condução descontraída.

Veja aqui como se portou a Honda Forza 125 num comparativo com a Yamaha X-Max 125

Clique aqui para ficar a conhecer as características técnicas da Yamaha X-Max 125



Galeria Yamaha X-Max 125


11ª parte - Comparação de características e preço

Através da funcionalidade "Comparação" do nosso catálogo pode de forma rápida comparar estes modelos, dois a dois. Pode fazê-lo "todos com todos" ou apenas os que lhe interessam mais.

Comparação de características e preço

andardemoto.pt @ 27-2-2018 00:47:29


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