Teste Kawasaki Z125 - Mobilidade Irrequieta

Uma moto urbana cheia de garra, que faz juz aos pergaminhos da marca de Akashi, perfeita para as corridas do dia-a-dia.

andardemoto.pt @ 26-2-2019 01:36:44 - Texto: Rogério Carmo | Fotos: Rui Jorge

Faça uma consulta e veja caracteristicas detalhadas:

Kawasaki Z125 | Moto | Supernaked

Quem vê caras não vê corações. Mas no caso concreto desta nova Kawasaki Z125, a realidade é outra. Apesar de uma “cara laroca”, que é como quem diz, linhas muito bem conseguidas com recurso ao design Sugomi, uma característica típica das Kawasaki inspirada na agilidade felina, e acabamentos de elevada qualidade, esta nova “Z” conta também com um desempenho dinâmico muito interessante, que contribui para um grande prazer de condução.

Simples mas eficaz, a ciclística mostra-se à altura dos maiores desafios, com destaque para o quadro em treliça que se revela leve e bastante firme, e tanto ao nível das suspensões, como ao nível da travagem, nada desilude, mesmo quando se aumentam os ritmos de andamento muito para lá daquilo para que a Z125 foi projectada.

A ergonomia foi bastante cuidada, e a posição de condução elevada revelou-se bastante confortável e reactiva. O condutor, mesmo se for de estatura mais alta, encontra espaço suficiente para não se sentir acanhado em nenhuma situação, enquanto que a suspensão proporciona um conforto bastante aceitável, mesmo quando se circula pelas bastante degradadas e pouco planas ruas do Porto.

Isto foi o que pude constatar quando, a convite da Multimoto, o importador nacional da Kawasaki, estive presente na apresentação da Z125 à comunicação social nacional, que recentemente teve lugar no Porto e seus arredores.

O motor monocilíndrico, refrigerado por líquido, apresenta a potência máxima permitida por lei para a sua classe (carta A1 e B - saiba com que idade e carta é que pode conduzir uma 125, clique aqui), uns quase 15cv (11Kw) que se sentem felizes sobretudo a regimes elevados, muito perto do limitador colocado às 10.500 rpm.

O seu desempenho é acima da média, para uma 125cc, e agrada tanto a quem tenha vontade de andar mais depressa, como a quem necessite de circular no meio do trânsito congestionado, já que os regimes baixos, apesar de serem lentos a subir de rotação, mostram potência suficiente para não ser necessário andar sempre a trocar de mudança. 

Por seu lado, a caixa de velocidades é bastante precisa, e a manete da embraiagem também revela um accionamento bastante leve. O som emitido pelo escape é bastante sugestivo, sem no entanto ser incomodativo.

A velocidade máxima fica um pouco abaixo dos 120 Km/h. Não foi possível definir consumos, mas tendo em conta a capacidade do depósito de combustível, os seus 11 litros de gasolina deverão ser suficientes para facilmente cobrir distâncias superiores a 300km.


A travagem é suficientemente potente, incluindo a da roda traseira que é extremamente doseável, e assistida por um ABS Bosch que passa completamente despercebido numa condução normal.

A direcção também é bastante precisa, sendo muito fácil inserir a roda dianteira na trajectória pretendida, e todo o conjunto se revela muito rápido na mudança de direcção, fruto do peso bastante reduzido, do baixo centro de gravidade, e de suspensões muito bem dimensionadas, com destaque para o amortecedor traseiro, a gás, acoplado a um sistema Uni-Trak.

Os pneus Dunlop TT900 também contribuem para o bom desempenho da ciclística.

Os assentos, com tecnologia Ergo-Fit, oferecem um encaixe perfeito na moto, sem qualquer desconforto, mesmo ao fim de um dia inteiro às voltas.

A altura do assento ao chão é de 815 mm, mas a linha de cintura bastante estreita permite que mesmo fisionomias com 1,6 metros de altura se sintam confortáveis por poderem colocar ambos os pés no chão.

Ainda assim, a Kawasaki disponibiliza um assento opcional que permite baixar a altura ao solo em 25mm.

Nem tudo foram pareceres positivos, já que, e tendo em conta o preço da Z125, o painel de instrumentos podia ser mais original e completo, pois é um LCD monocromático que nem sequer disponibiliza indicador de mudança engrenada.

As manetes também podiam ter regulação e a iluminação podia ser em LED. O preço final também não ajuda na escolha, sobretudo se tivermos em conta a sua concorrência mais directa.

Mas o facto de a Z125 derivar directamente da sua “irmã” Ninja 250SL, da qual herda o motor (obviamente com a cilindrada corrigida) e a ciclística, é uma garantia de fiabilidade. Indiscutivelmente esta é uma moto capaz de seduzir os mais jovens fãs da marca, seja pelo seu aspecto inegavelmente desportivo e exclusivo, como pela facilidade de condução que proporciona, capaz de tornar o inferno do trânsito, numa mobilidade irrequieta.

A Kawasaki Z125 já está disponível em dois esquemas cromáticos: Preto e Branco e Preto e Verde, ambas com o quadro verde H2, na rede de concessionários Kawasaki, por um PVP Base de 4.990 euros.

Mas também está disponível uma versão com Kit Performance, que inclui uma ponteira de escape Arrow, protecções de motor, e tampa da "baquet", por um preço de 5.890 euros.


Kawasaki Z125 - Kit Performance

Equipamento

Faça uma consulta e veja caracteristicas detalhadas:

Kawasaki Z125 | Moto | Supernaked

andardemoto.pt @ 26-2-2019 01:36:44 - Texto: Rogério Carmo | Fotos: Rui Jorge