Contacto Fênix Mototrofa - Honda CB650R

A moto que venceu o Honda Garage Dreams, concurso ibérico que em 2020 teve como base para as preparações, a Honda CB650R

andardemoto.pt @ 8-10-2020 08:33:00

Debaixo de uma roupagem discreta, que justifica uma utilização confortável, o concessionário Honda Mototrofa descobriu na CB650R uma moto de linhas estonteantes, para uma utilização irreverente, carregada de emoções desportivas.

Fui até ao Norte, mais concretamente até à Trofa, para ver de perto a moto que venceu a segunda edição do Honda Garage Dreams, concurso ibérico que em 2020 teve como base para as preparações, a Honda CB650R.

E foi precisamente com esse modelo que me fiz à estrada, para poder comparar mais eficazmente as alterações propostas pela Mototrofa na moto que preparou para o concurso destinado aos concessionários ibéricos da Honda.

Denominada Fénix, como efeméride do dia de 2019 em que a Mototrofa viu as suas instalações assoladas por um incêndio, esta customização conseguiu conquistar a preferência dos milhares de votantes que puderam apreciar as motos apresentadas a concurso.

Mesmo tendo limites de orçamento bem definidos à partida, os concessionários conseguiram revelar uma enorme criatividade, mas foi a Fénix da Mototrofa que trouxe para Portugal o prémio cobiçado pelos muitos participantes.


O projecto, da responsabilidade de Paulo Ferreira, um dos homens da casa, tinha como objectivo principal manter o conceito e os traços do design original, enquanto se melhorava toda a parte estética e mecânica da moto.

Para tal, foram tomadas medidas radicais, que levaram à principal modificação: a substituição do braço oscilante convencional, bilateral, por um monobraço que, ao suportar a roda traseira e os respectivos sistemas de travagem e transmissão final de um só lado, permitem que a jante fique completamente exposta do lado direito, proporcionando uma estética invejável.

Para tal foi usado o monobraço de uma CB1000R e uma elegante jante proveniente de uma VFR 750. A rematar, está uma corrente dourada da DYD.



Apesar de a suspensão dianteira não ter sido alterada, a roda da frente também foi sujeita a alterações.

Para tal, foi usada a jante de uma CBR900RR, por ser a que melhor estética proporcionava ao conjunto, e que por sua vez permitia também usar os discos de travão do mesmo modelo, bastante mais eficazes em termos de potência de travagem.. As maxilas permaneceram as da CB650R original, mas adaptadas através de espaçadores fabricados especificamente para reposicionarem as pastilhas no devido local.
Ambas as jantes lacadas a negro, foram calçadas com pneus desportivos da Bridgestone, uns bastante pegajosos Battlax RS10R , com o traseiro a apresentar medidas de 190/55-17 e especificação 75W, topo de gama, que equivale a uma carga máxima de 387 Kg e uma velocidade máxima de 270 Km/h.


Apesar de o motor se manter inalterado, a Mototrofa instalou na sua Fénix uma linha de escape integral em aço inox, com assinatura da Akrapovic.

A ergonomia também foi alterada. Um guiador de avanços, mais estreito, substituiu o largo guiador da CB650R, e os poisa-pés e respectivos comandos foram recuados, proporcionando uma posição de condução mais desportiva, mas ainda assim relativamente confortável. Claro que para tal foi necessário remover todo e qualquer item referente ao lugar do passageiro, que assim deixou de existir.

Para manter o peso controlado, e também por uma questão de estilo, foram usadas algumas  peças em fibra de carbono.

A pintura foi alvo de um cuidado especial. Inicialmente desenhada com a ajuda do gabinete de design da Nexx, alguns pormenores foram posteriormente alterados pelo Paulo Ferreira, resultando numa estética limpa, com linhas bem definidas, realçando o aspecto desportivo do modelo, sem que este tivesse perdido a sua identidade.

O quadro, integralmente pintado a vermelho, obrigou a trabalho extra pois exigiu uma desmontagem completa. Para completar o aspecto exclusivo, o assento original foi estofado de novo, com cores a condizer com a pintura da moto.


Na decoração, além de uma inevitável fénix estilizada, encontramos o número 93, uma homenagem à concessão Honda sediada na Trofa no ano de 1993, e ao adorado piloto da marca, que nos últimos 7 anos já conquistou 6 títulos de campeão do Mundo de MotoGP, o espanhol Marc Marquez.

Em termos de acessórios a lista é grande, com material Puig nos comandos, Rizoma nos piscas, e da própria Honda, como é o caso do pequeno defletor que cobre o painel de instrumentos, ou o farolim traseiro, instalado na cava da roda, que apesar de ter sido recrutado de uma modesta scooter Super Cub, encaixa no local na perfeição, reforçando o aspecto exclusivo do conjunto.



O breve teste que lhe pudemos fazer, revelou uma maior agilidade relativamente ao modelo original que tínhamos à nossa disposição para podermos comparar.

A direção é mais direta e reativa, a travagem efectivamente mais incisiva, a posição de condução mais dinâmica e o som do motor a respirar através do aço inox com uma nota mais grave e cheia, numa melodia típica de um motor de quatro cilindros, são as diferenças mais notórias.

E tudo isso promove uma condução mais agressiva e muito mais emocionante, que quase me fez esquecer a falta de espelhos retrovisores e matrícula, cuja instalação viria a ser feita posteriormente.

Claro que, ainda assim, se tivesse que ter voltado nela para Lisboa, iria sentir a falta do maior conforto que o modelo original proporciona, mas já se sabe que, na vida, não se pode ter tudo, e no mundo das motos também não.

Equipamento:

Na sessão fotográfica deste teste, a @fabianamgc (a quem a Fénix assenta muito melhor do que a mim), estava equipada com:
Capacete DMD Racer Flash
Blusão RSW Karen
Luvas REV’IT! Crater 2 WSP Ladies

andardemoto.pt @ 8-10-2020 08:33:00


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