Teste Honda CMX 1100 Rebel - Novo Conceito

A Honda criou uma moto muito especial. Pegando no motor da Africa Twin e, no caso desta unidade de teste, na sua caixa de velocidades com embraiagem dupla, DCT, desenvolveu uma moto que rompe com a tradição cruiser.

andardemoto.pt @ 26-10-2021 08:07:00 - Texto: Rogério Carmo | Fotos: Luis Duarte

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Honda CMX1100 Rebel 2021 DCT | Moto | Custom

A nova Rebel 1100 impressiona logo de início pelas suas dimensões. Pouco mais volumosa que a sua versão de 500cc, tem uma cintura marcada pelo assento colocado a apenas 700mm do chão, que contrasta com a frente elevada e lhe proporciona um aspecto muito característico, de inspiração minimalista e inquestionavelmente moderno. 

Uma construção cuidada, como é apanágio da marca, linhas simples e uma decoração escurecida, como é típico do segmento cruiser, complementam-se com uma extrema facilidade de manobra e um elevado prazer de condução. 

A nova Rebel 1100 destaca-se também pelas prestações dinâmicas. A alegria do motor, com os seus 98 Nm de binário e animado pelos mais de 85 cavalos que surgem rapidamente a cada impulso do acelerador, é um dos pontos de maior destaque do conjunto.

O bicilíndrico, com a sua cambota a 270°, emite uma nota de escape verdadeiramente viciante que, face a uma grande facilidade de condução, incita a ritmos vivos, mesmo no meio do trânsito. E no caso desta versão com a embraiagem DCT programada especificamente para digerir o maior binário, somos ainda brindados pelas passagens de caixa imaculadas e precisas, em perfeita sincronia com o irrepreensível desempenho do motor.

Para uma utilização urbana, a grande brecagem, o baixo peso que aparenta em manobra, a excelente capacidade de arranque e, graças à DCT, uma simplicidade da condução equiparável à de uma pequena scooter, são argumentos que não passam despercebidos logo num primeiro contacto.

Mas é numa estrada de curvas que melhor se pode desfrutar do conjunto. A grande agilidade, potenciada pela posição de condução elevada com os poisa-pés colocados em posição central e uma ciclística sólida, são fatores que inspiram uma grande confiança. 

A travagem, entregue na frente a um único disco de 330mm de diâmetro mordido por uma pinça monobloco, com quatro pistões e montagem radial, é suficiente para garantir a confiança quando necessário e, na traseira, o disco de 270mm e respectiva pinça simples são bastante eficazes em manobra, tanto a baixa como a alta velocidade.

Em estrada o motor brilha, com retomas vigorosas e uma sonoridade entusiasmante, a par com uma suspensão firme, uma inclinação lateral muito razoável e uma travagem perfeitamente aceitável, incisiva e doseável, sem no entanto apresentar uma mordida inicial violenta, além de uma direção leve e precisa que se reflete numa grande agilidade e estabilidade. 


O consumo de combustível, mesmo com andamentos bastante rápidos, ronda os 6 litros/100km, a que o depósito de 13,6 litros confere uma autonomia a rondar os 200 quilómetros.

Também o conforto e a compostura proporcionados pela suspensão que oferece regulação de pré-carga em ambos os eixos, permite andamentos rápidos, mesmo em pisos mais degradados e por períodos alargados.

A forquilha invertida de 41mm de diâmetro, com os hidráulicos revestidos a óxido de titânio para uma maior resistência e diminuição de atrito, proporciona um excelente desempenho em curva e sob travagem, minimizando o afundamento e as ondulação, contribuindo sobremaneira para a precisão da direção.

A proteção aerodinâmica é praticamente inexistente, mas ainda assim, o depósito de combustível elevado consegue defletir algum do ar, diminuindo a pressão no peito, permitindo sem grande sacrifício manter por longos períodos velocidades um pouco acima dos 120 quilómetros por hora.  

Com um arsenal de virtudes tão grande, a Rebel 1100 pode ser a moto ideal para diversos tipos de motociclistas e diversos tipos de utilização. Sabendo isso, a Honda dotou-a de um pacote electrónico muito completo que permite responder às mais diversas solicitações:

Três modos de condução pré-definidos (Normal, Desportivo e Chuva), que incidem sobre três parâmetros diferentes (Potência, Travão Motor e Controlo de Tracção) e um modo completamente personalizável para que cada motociclista o formate a seu gosto e prazer, quanto mais não seja para poder facilmente desligar o controlo de tração e o sistema “anti-cavalinho”. 

A meio caminho entre uma cruiser e uma naked, a Rebel 1100 convence pela posição de condução extremamente confortável, adequada seja para o dia-a-dia ou para o fim-de-semana, para trabalho ou para lazer, para iniciação ou para pura diversão, em pequenas ou grandes viagens, a solo, ou acompanhado.

É verdade que em termos de capacidade de carga, as pequenas dimensões do conjunto não favorecem grandes volumes, mas a Honda concebeu uma série de acessórios que tornam mais fácil viajar, com passageiro e bagagem, e que vão desde um pequeno pára-brisas às malas e ao encosto do passageiro.

Para os condutores de estatura mais baixa, a ergonomia é perfeita, com um bom acesso dos pés ao chão e as pernas ligeiramente fletidas, mas os motociclistas com as pernas mais compridas podem sentir os joelhos demasiado dobrados e assim verem o conforto ligeiramente prejudicado.


O farol circular, que proporciona uma boa iluminação, mistura um visual retro com a tecnologia de LED e o painel de instrumentos é servido por um LCD de ecrã negativo, também redondo, que permite consultar, sem qualquer dificuldade de leitura, os diversos instrumentos e navegar entre as diversas funcionalidades e os vários menus de configuração.

O interface é simples, com o punho esquerdo a comandar a maioria das funções, acolhendo ainda o travão de estacionamento (no caso da versão DCT) e o punho direito reservado apenas para o cruise control, para o seletor do modo da caixa de velocidades (manual ou automático) e para o botão de arranque.

Para concluir, acho que com esta Rebel 1100 a Honda fez, sem grandes alaridos, aquilo que algumas marcas andam há anos a tentar fazer para chamar a atenção de novos motociclistas.

A extrema facilidade de condução, sobretudo na versão com embraiagem dupla (DCT) que é justificadamente ligeiramente mais cara que a versão de caixa convencional, aliada a um elevado prazer de condução, a uma grande facilidade de manobra e a um elevado conforto, são argumentos que qualquer motociclista aprecia. 

A par com isso, as linhas originais contribuem para uma imagem moderna, que é reforçada pela praticidade de utilização e pelo elevado nível tecnológico ao que juntando o preço, ligeiramente superior a onze mil euros, constituem argumentos que facilmente convencem quem procura uma moto diferente, prática e exclusiva. 

Se tem dúvidas e se realmente ficou interessado, então deve ir a um concessionário da marca e fazer um test ride. Mas vá preparado para ficar apaixonado!

Equipamento:

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Honda CMX1100 Rebel 2021 DCT | Moto | Custom

andardemoto.pt @ 26-10-2021 08:07:00 - Texto: Rogério Carmo | Fotos: Luis Duarte


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