Teste Triumph Tiger Sport 660 - Acertar na Mouche

Um equilíbrio perfeito entre conforto, prestações dinâmicas, polivalência, facilidade de condução, tecnologia e economia, tornam esta nova Triumph numa das mais tentadoras propostas do seu segmento, senão mesmo do mercado.

andardemoto.pt @ 21-12-2021 11:35:50 - Texto: Rogério Carmo

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Triumph Tiger Sport 660 | Moto | Adventure

Num segmento bastante competitivo, como o das adventure tourer de média cilindrada, também classificadas como “crossover” graças à sua predisposição asfáltica e posição de condução elevada, chega uma nova concorrente que logo à partida se destaca pelo seu exclusivo motor tricilíndrico.

Não fora isso já por si um argumento de peso, a Triumph Tiger Sport 660 ainda se distancia da concorrência por oferecer modos de condução e controlo de tração.

Partindo da base da Trident 660, a Triumph Motorcycles criou uma nova moto que vai ao encontro das preferências dos motociclistas que gostam de viajar. Uma moto capaz de enfrentar qualquer tipo de estrada, por muito mau que o piso seja, mas que brilha sobretudo em termos de prestações dinâmicas no asfalto.

Assim, ao motor e quadro da Trident 660, a Triumph juntou uma ergonomia revista para uma posição de condução mais elevada, uma suspensão de maior curso para um maior conforto e uma maior altura livre ao solo, um braço oscilante e um sub-quadro reforçados e uma boa proteção aerodinâmica, com um pára brisas que até permite regulação em altura.

A capacidade de carga também foi considerada e a gama de acessórios de fábrica disponível para este modelo é considerável, com mais de 40 items, e permite adequá-la às necessidades específicas de cada motociclista.

Mas a Triumph Tiger Sport 660 apresenta também uma ciclística de elevado nível que permite uma utilização turístico desportiva refinada, seja pelo prazer de condução, seja pela confiança que transmite.


Para o poder comprovar, a Triumph convidou o Andar de Moto para a apresentação internacional à comunicação social, que se realizou recentemente em Portugal, e que brindou as dezenas de jornalistas internacionais convidados com as fantásticas curvas das belas estradas do Barrocal Algarvio.

Por entre as serpenteantes N124 e N2, o percurso de cerca de 250 quilómetros foi mais do que suficiente para perceber o potencial desta “pequena” tigresa.

Desde o posto de condução, amplo e ergonómico, à elasticidade do motor, que apresenta um bom desempenho em toda a faixa de regime, passando pelo conforto proporcionado por uma suspensão confortável e uma boa proteção aerodinâmica e por um pacote electrónico que apesar de modesto oferece um elevado nível de segurança e confiança, a Tiger Sport 660 tem argumentos para convencer até mesmo os motociclistas mais exigentes.


E mesmo os menos convencidos, não vão resistir aos argumentos de uma grande economia, desde o preço de venda ao consumo de combustível, que se estende ainda aos intervalos de manutenção de 16.000 quilómetros ou à garantia de dois anos sem limite de quilometragem, nem à excelente qualidade de construção e ao elevado pormenor dos acabamentos.

Mal se começa a rolar é bem patente a facilidade e prazer com que o motor sobe de rotação, a precisão e suavidade da caixa de velocidades, a leveza da manete ajustável da embraiagem, o funcionamento discreto mas eficaz do ABS e do controlo de tração, a facilidade de inserção em curva e a rapidez na mudança de direção.

Nos maus pisos a suspensão, a cargo de componentes Showa, mantém o conforto e os pneus bem colados ao piso e, nas curvas, o conjunto mantém-se estável, com a direção bastante precisa a permitir trajetórias bastante bem definidas.


Ao cabo de alguns quilómetros, invariavelmente a ritmos bastante interessantes, a Tiger Sport 660 começou a revelar a sua apetência para manter andamentos bastante rápidos com toda a segurança.

Aproveitando o excelente desempenho do motor tricilíndrico, que sobe alegre e rapidamente de rotação, mesmo desde baixos regimes, com uma nota de escape bastante entusiasmante, que faz parecer termos disponível muito mais potencia do que mencionado na ficha técnica, pude confirmar que a travagem é potente e consistente, promovendo a confiança ao ponto de rapidamente se começar a abusar do conjunto.

Mas já volto a este tema. Antes disso, tenho de frisar ainda outros aspectos, como a boa proteção aerodinâmica, sobretudo graças ao bem desenhado ecrã pára-brisas que é inclusivamente regulável em altura em andamento.

Ainda neste capítulo, e como é comum a muitas marcas, esta Triumph peca por não ter proteções de punhos instadas de fábrica. Para colmatar a falha, prevendo as baixas temperaturas de Dezembro, estas motos destinadas aos meios de comunicação estavam equipadas com punhos aquecidos o que foi, no mínimo, simpático. 


Outro aspecto que não passa despercebido é a instrumentação e o interface com o condutor. A informação bastante completa é facilmente navegável através do intuitivo “joypad” instalado ao alcance do punho esquerdo.

As configurações dos modos de condução e das diversas ajudas electrónicas são facilmente alteradas, mesmo em andamento, e toda a informação é perfeitamente legível, sendo inclusivamente possível personalizar os dados exibidos no agradável painel de instrumentos.
A boa ergonomia permite grandes tiradas sem fadiga nem desconforto, com o assento bem desenhado a permitir alguma variação da posição de condução sem invadir o espaço reservado ao passageiro. Este, por seu lado, conta com os poisa-pés bem posicionados e pegas para as mãos bastante bem desenhadas e colocadas.

Tal facto permite desfrutar da grande autonomia, na prática bastante superior a 300 quilómetros, proporcionada pelos 17,2 litros de capacidade do depósito de combustível e por um consumo médio que o fabricante indica ser de 4,5 litros aos 100 Km. 



Mesmo em ritmos dificilmente replicados numa utilização normal, a média de consumo registada no computador de bordo por mim e pelos diversos colegas jornalistas que me acompanharam ao longo da jornada, em literal perseguição do deslumbrado piloto de road race inglês que nos serviu de guia, raramente ultrapassou os 5 litros aos 100 quilómetros.

Se tivermos em conta que esta é uma moto com uma vocação turística, não há, efectivamente, nenhum ponto negativo a salientar.

E mesmo tendo em conta que o conjunto permite ritmos muito interessantes, que não desiludem nem mesmo os motociclistas mais experientes, apenas se pode fazer reparo ao comportamento da forquilha, sob forte travagem, já que o seu maior curso e a escassa distância entre eixos potencia o afundamento da frente, que pode causar alguma instabilidade no momento de largar o travão dianteiro apesar de, ainda assim, conseguir manter a trajectória pretendida. 

Em termos de acabamentos tudo parece bem encaixado e sólido, não se encontram cabos desnecessários ou soltos, nem fios à vista, a pintura tem um bom acabamento, os plásticos são de qualidade e não se apercebem vibrações nem ruidos parasitas.

Os suportes embutidos facilitam a montagem e desmontagem das malas laterais opcionais que têm ambas a capacidade para guardar um bom capacete integral.

Luzes em LED, com DRL, piscas com auto-cancelamento, espelhos retrovisores sólidos e bem posicionados e controlo remoto da pré-carga do amortecedor traseiro são outros argumentos que tornam esta Triumph irresistível para quem pretender uma moto versátil, segura e simples que confira um grande prazer de condução e, sobretudo, a um preço muito acessível, mesmo quando comparada com as suas concorrentes diretas.

A Triumph podia ainda ter subido um pouco mais a parada. Podia ter equipado a Tiger Sport 660 com cruise control, mas a prioridade do caderno de encargos foi a de conceber uma moto acessível, e essa funcionalidade implicaria um pacote eletrónico mais sofisticado.

Pela mesma razão deve-se o facto de não ter instalado quickshifter de série, componente que tinha contribuído para tornar a experiência algarvia ainda mais memorável. Mas o dispositivo que permite passar as relações de caixa sem recurso à embraiagem estará disponível como opcional.

Em resumo, a Tiger Sport 660 é uma moto rápida, ágil, confortável, económica, que se pode perfeitamente adaptar a diversos tipos de utilização e que, graças à pouca altura do assento, pode ser facilmente manobrada pelos motociclistas de mais baixa estatura. A Triumph acertou na mouche, na sua intenção de criar uma moto desejável, moderna e a um preço muito competitivo.
As primeiras unidades deverão chegar aos concessionários nacionais a partir do próximo mês de fevereiro de 2022, com um P.V.P. a partir de 9.095€. Em termos de cores, a marca disponibilizará esta “sport touring” de média cilindrada nas cores Graphite Sapphire Black, Korosi Red Graphite ou Lucerne Blue e Sapphire Black.

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Triumph Tiger Sport 660 | Moto | Adventure

andardemoto.pt @ 21-12-2021 11:35:50 - Texto: Rogério Carmo


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