Teste Aprilia SR GT 125 - A Super Scooter

Extremamente ágil, rápida e de linhas desportivas, a Aprilia tem na nova SR GT 125 uma séria arma de combate ao tédio no trânsito urbano.

andardemoto.pt @ 4-5-2022 07:30:00 - Texto: Rogério Carmo | Fotos: Luis Duarte

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Aprilia SR GT 125 | Moto | Scooter

A Aprilia é uma das marcas europeias que mais tem apostado no desenvolvimento da sua gama de modelos e no reforço da sua imagem. O esforço que a marca e o grupo Piaggio a que pertence têm feito no MotoGP, onde a sua Aprilia RS-GP tem provado uma grande consistência em termos de resultados e um maior nível de competitividade desde o início da temporada de 2022, são disso prova bastante.

No mundo real, o ADN desportivo que a marca imprime aos seus modelos justifica o sucesso de vendas das RS e Tuono V4, e dos aclamados modelos RS, Tuono e Tuareg baseados na plataforma de média cilindrada. E não devemos esquecer as versões Factory, que são extremadas em termos de equipamento, não deixando ninguém indiferente. 

Agora, esta nova scooter SR GT 125 confirma a tendência de reposicionamento e deixa antever que o construtor italiano tem grandes planos para a marca a curto prazo.

A SR GT125 esconde por detrás das suas linhas sedutoras, nitidamente de inspiração desportiva, um amplo e confortável posto de condução. O guiador suficientemente largo, o amplo espaço para as pernas, o assento confortável e a boa proteção aerodinâmica, proporcionam uma posição de condução elevada e muito ergonómica, que permite uma grande capacidade de controlo sobre a ciclística, mesmo quando é necessário levar passageiro. Os espelhos retrovisores proporcionam uma boa visibilidade.

A leveza do conjunto fica bem patente mal se lhe tira o descanso lateral, refletindo um centro de gravidade bastante baixo e um peso recordista face às suas concorrentes mais diretas, de apenas 144 quilos em ordem de marcha.

A ciclística foi pensada para responder sem qualquer esforço às exigências do novo motor i-get 125 dotado de Start&Stop e já com homologação Euro5, que debita a potência máxima para poder ser conduzida com carta B (11kW), tornando-a também, apesar de por pouco, a mais potente relativamente às suas concorrentes mais directas: a Honda Forza 125 e a Yamaha X-Max 125.

Voltando à ciclística, o destaque vai para a suspensão, com uma forquilha bastante sólida que apesar da afinação desportiva resolve muito bem as irregularidades do piso graças ao seu curso de 12 centímetros. Os amortecedores traseiros têm molas de espiral progressiva, regulação de pré-carga e conferem um curso de roda superior a 10 centímetros.

Graças a esta suspensão e a um quadro extremamente resistente de duplo berço, fabricado em tubo de aço, a direção é rápida e precisa, com a inserção em curva extremamente intuitiva, permitindo trajetórias limpas e correções de última hora, com extrema confiança.


Os travões de disco, recortados em ambos os eixos, são extremamente competentes, com uma mordida inicial forte e uma boa dosagem da manete, que contribuem igualmente para uma grande confiança. Apesar de não contar com ABS o sistema de travagem combinada revela-se pouco intrusivo e extremamente eficaz. Pena que as manetes não tenham regulação.

Os pneus, os novos Michelin Anakee Street, mostram um excelente desempenho em qualquer situação, mas, sobretudo nos pisos mais degradados, com muito material solto, infelizmente frequentes nas nossas ruas e estradas. À conta deles e à confortável altura livre ao solo, a Aprilia refer-se à SR GT como uma scooter crossover, capaz de se aventurar em maus caminhos.

Com uma base ciclística de tão elevado nível, o motor i-get 125 consegue fazer um brilharete, tanto em termos de arranque como em termos de retomas, graças à sua rápida subida de rotação que proporciona arranques vigorosos e velocidades bem acima dos 100Km/h, que permitem acompanhar facilmente o trânsito nas vias mais rápidas em deslocações extra-urbanas.

A transmissão conta com um variador contínuo que proporciona uma entrega direta de potência e praticamente instantânea. Graças ao novo alternador sem escovas, que também serve de motor de arranque e que está diretamente acoplado à cambota, o sistema Start&Stop funciona quase impercetivelmente e sem ruído.


Manobrar é extremamente fácil, graças à facilidade com que se chega com os pés ao chão. O assento, a menos de 800mm de altura, apresenta um desenho estreito na frente que facilita a vida aos condutores de estatura mais baixa. Até a utilização do cavalete central é extremamente fácil.

A qualidade de construção é assinalável, sem quaisquer ruídos ou vibrações, com os comandos firmes, os botões fabricados em material rígido e bastante sólidos, permitindo uma fácil utilização mesmo com luvas grossas. Os componentes metálicos mostram um acabamento cuidado e os plásticos são substanciais e com muito bom aspecto.

O passageiro conta com pegas para as mãos bem desenhadas e poisa-pés escamoteáveis, que ilustram bem o cuidado da marca em potenciar o inegável design italiano.



O interessante painel de instrumentos em TFT negativo (branco sobre fundo preto) apresenta informação mais do que suficiente, sendo extremamente legível e incorporando computador de bordo com indicação de consumos e possibilidade de ser emparelhado com um smartphone, caso se adquira o interface APRILIA MIA.

Ainda no capítulo da eletricidade, a iluminação integral em LED merece referência, com  destaque para o farol dianteiro, cujo foco amplo e potente garante uma boa visibilidade na condução noturna.

Em termos de arrumação a Aprilia SR GT 125 não é referencial. Além da falta de soluções no escudo frontal, onde apenas existe um pequeno cacifo com tomada USB para o smartphone mas que não tem fechadura, debaixo do assento há espaço suficiente para alguns objetos, mas a sua largura não permite guardar uma capacete “a sério”. Caberá um jet, mas um integral ou um modular estão fora de causa.


Em comparação com as suas rivais mais diretas, esta scooter da Aprilia é a que tem menor capacidade de combustível. Com um depósito de apenas 9 litros, tem quase 3 litros a menos que a Honda Forza e 4 litros a menos que a X-Max, o que a penaliza em termos de autonomia, sendo que, uma condução minimamente cuidada lhe garante intervalos de abastecimento a rondar os 300 quilómetros.

O que realmente faz destacar a Aprilia SR GT 125 da concorrência é o seu preço.

Com uma etiqueta a indicar 3.990 €, é bastante mais económica que a Honda Forza (5.300 €) e que a Yamaha X-Max (5.295 €). E se é certo que estas concorrentes têm, também elas, alguns argumentos muito válidos a seu favor, a verdade é que cerca de 1.300 euros desculpam muita coisa!
Se procura uma forma divertida de se deslocar no trânsito, então deve procurar um concessionário Aprilia e fazer um test-drive a esta que, graças aos seus argumentos, se revelou uma verdadeira super scooter, que faz justiça ao hashtag que lhe decora o guarda-lamas frontal: #bearacer
 

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Aprilia SR GT 125 | Moto | Scooter

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