O roadbook - como é que os pilotos sabem qual o caminho a seguir, no Dakar 2018?

A arte de descobrir o caminho certo durante a prova está directamente relacionada com a leitura e interpretação do “roadbook”.

andardemoto.pt @ 29-12-2017 18:14:47

O roadbook é o guia indispensável para cada dia de competição no Rali Dakar. Apesar de quase primitivo, este sistema é altamente fiável e praticamente isento de avarias. Ser capaz de entender rapidamente as instruções dadas pelo “roadbook” pode fazer toda a diferença em corrida. Impressas em papel, todas as indicações do percurso têm que ser estritamente cumpridas pelos pilotos, enquanto vão sendo ultrapassados vários pontos de referência e controlo.

A organização fornece os roadbooks aos pilotos no dia anterior a cada etapa, e todas as informações referentes ao percurso da mesma estão lá mencionadas (mudanças de direcção, avisos sobre obstáculos ou elementos perigosos, distância entre cada referência, e total de quilómetros a percorrer). 

Após terminar a etapa do dia, e antes de um merecido (por vezes muito curto) descanso, e após as preparações da moto, do equipamento e da alimentação, os pilotos têm de estudar meticulosamente todos os pontos do guia, adicionando notas pessoais com várias referências para terem a certeza absoluta de que seguem escrupulosamente o caminho definido para a etapa.

Qualquer engano, qualquer hesitação, significam tempo precioso perdido, ou quilómetros extra com consequente aumento do desgaste físico.


Alterações de última hora no percurso ou nas condições meteorológicas podem originar alterações ao traçado, e obrigar a que os próprios pilotos tenham que fazer anotações extra no roadbook. Muitos optam por marcar o “roadbook” com códigos de cores para uma mais fácil identificação dos pontos que maior preocupação lhes causam. 

O roadbook é depois inserido num aparelho desenrolador (o roadbook é fornecido sob a forma de um rolo de papel) que fica colocado na zona do painel de instrumentos da moto, mesmo por cima do guiador, de modo a que o piloto o possa ler, mesmo a alta velocidade, sem ter de desviar os olhos da trajectória à sua frente.

Uma vez colocado, o piloto pode fazer "scroll" (desenrolar o papel para cima ou para baixo) usando um botão colocado ao alcance do polegar esquerdo, à medida que os quilómetros vão passando, já que todas as instruções se sucedem numa ordenação quilométrica.


Enquanto conduz e mantém os olhos no terreno, o piloto além de consultar o seu roadbook, tem ainda de consultar o seu GPS (que serve sobretudo para controlo de velocidades e testemunho do trajecto) e monitorizar o sistema de "sentinela" que, desde 2005, para além de alertar automaticamente a organização para acidentes com os pilotos, permite também ultrapassagens mais seguras, sobretudo quando as condições de visibilidade são reduzidas, já que o sistema alerta o participante de que ele vai ser ultrapassado por um piloto mais rápido.

Gerir toda esta informação enquanto se rola a velocidades literalmente vertiginosas, por cima de pisos incertos e de naturezas tão variáveis, para nem sequer falar no factor cansaço, não é, de todo, uma tarefa fácil.


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andardemoto.pt @ 29-12-2017 18:14:47


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