Dakar 2022 – Etapa 12 – Bisha – Jeddah – Sunderland ganha a 44ª edição do Dakar

Oitavo hoje chegou para consagrar Sunderland pela segunda vez

Um curta mas dura especial de 164 km marcava o fim do Dakar num total de ligação de 680 km, voltando ao ponto de partida nas margens do Mar Vermelho. Rui Gonçalves foi mais uma vez o melhor Português em 12º, com Joaquim Rodrigues logo a seguir em 16º. Os portugueses acabaram todos, 3 dentro do Top 25 da geral.

andardemoto.pt @ 14-1-2022 12:13:49 - Paulo Araújo

Pablo Quintanilla, segundo classificado, 6 minutos atrás de Sam Sunderland, passou pela primeira vez em primeiro lugar com 41 segundos de avanço sobre o colega de equipa Ricky Brabec.

Sunderland ficou em terceiro, a mais de um minuto atrás. Nacho Cornejo estava no topo da tabela, mesmo à frente da dupla da KTM de Kevin Benavides e Matthias Walkner, que já está a conceder 2’ 42” a Quintanilla.

Toby Price e Adrien Van Beveren chegaram ao WP1 já 2’ 42” atrás de Quintanilla.

 Mason Klein é o novato de primeira categoria. O americano senta-se no nono lugar geral, mais de 50 minutos abaixo de Sam Sunderland. O jovem de 20 anos terminou no pódio da etapa 3 e virou cabeças na sua estreia no mais duro ataque de rali da Terra.

Não diferente de Daniel Sanders, que roubou o espectáculo na sua primeira participação no ano passado e lutou pelas honras máximas nesta edição antes de se retirar devido a lesões, Klein será um homem a seguir em 2023.



Benjamin Melot averbou a sua quinta vitória na categoria Original by Motul para motos sem apoio no final da etapa 11. Mário Patrão consolidou o 6º na classe a caminho de 42º da geral.

Kevin Benavides (1) abdicaria da sua coroa no final, após uma avaria mecânica que o obrigou a retirar-se da etapa 10. Sam Sunderland, o seu companheiro de equipa na equipa austríaca, averbou a sua segunda vitória no Dakar quando cruzou a linha de chegada após 164 km.

O piloto da GasGas ainda estava no comando da geral na altura anterior (ao Km 120), 4'32' à frente de Quintanilla, que estava a ganhar 5', e Walkner, que ainda tinha um défice de 7'14' apesar de ter recuperado 45'.

Aos 32 anos de idade, Sam Sunderland reclamou o seu segundo título no Dakar cinco anos após o seu primeiro triunfo em 2017. É o primeiro para a GasGas, que o recrutou apenas no dia 11 de Dezembro. Um alívio para os austríacos, o construtor por detrás da marca vermelha, que arrancou a coroa à Honda após dois anos.


Pablo Quintanilla ficou em segundo lugar para a HRC e Matthias Walkner representa a KTM no degrau inferior do pódio. Quarto na classificação virtual na última verificação de tempo, Adrien Van Beveren terminou mesmo fora do top 3, em quarto lugar na geral, 18’ 41” atrás de Sunderland.

Um dos seus companheiros de equipa Yamaha, Andrew Short, chegou em oitavo, enquanto o outro, Ross Branch, ficou fora da corrida. Não houve problemas mecânicos a assinalar, graças em parte a John Maillon, antigo mecânico de Peterhansel, agora a trabalhar para a Yamaha como gestor técnico.

81 km andados na especial, aproximadamente a meio do troço de 164 km cronometrados, Sam Sunderland (GasGas) estava já em quarto lugar, 2'16' atrás do seu rival mais próximo na classificação geral, Pablo Quintanilla.

O piloto Honda liderava então a especial, mas o inglês ainda tinha 4'36' a menos na classificação virtual.

Matthias Walkner (KTM), quinto a 3 minutos de Quintanilla, estava 7'59' atrás do líder virtual do Dakar.

Nos carros, Nasser Al-Attiyah e o seu co-condutor, Mathieu Baumel, conseguiram a vitória anunciada. O homem do Qatar conduziu de forma conservadora para manter a sua considerável vantagem sobre o resto do campo, particularmente a dupla de Sébastien Loeb e Fabian Lurquin, ao longo do 44º Dakar. É o seu quarto triunfo na mais prestigiada prova de Rally do Mundo, colocando-o ao nível de Ari Vatanen.

andardemoto.pt @ 14-1-2022 12:13:49 - Paulo Araújo


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