MotoGP – Motos de 2020 serão usadas em 2021
Acordo permite às equipas pouparem nos custos de desenvolvimento dos protótipos para 2021. O Mundial de Velocidade continua a adaptar-se aos efeitos da pandemia Covid-19, e o desenvolvimento das motos está totalmente congelado até final de 2021.
andardemoto.pt @ 8-4-2020 13:15:27
A
incerteza quanto ao futuro do Mundial de Velocidade, a curto e médio prazo,
devido às consequência da pandemia Covid-19, está a levar os diversos
intervenientes neste mundial e procurarem soluções que permitam às equipas da
categoria rainha sobreviver.
Com custos anuais na casa das várias dezenas de milhões de euros, há muitas
equipas que estão já a sentir dificuldades para cumprir com as suas obrigações
em relação aos seus trabalhadores. A Dorna já definiu um plano de contingência
e ajuda a essas equipas.
Agora, e de acordo com uma entrevista concedida por Hervé Poncharal, diretor da
equipa Tech3 e da IRTA, associação de equipas, será anunciado brevemente e de
forma oficial que o desenvolvimento das motos de MotoGP será congelado até
final de 2021.
Poncharal explica que “Decidimos (Dorna,
MSMA, IRTA e FIM) manter as especificações de 2020, ou seja, as motos que deveríamos
ter levado para Doha no arraque do campeonato. As especificações de motor,
aerodinâmica, tudo ficará congelado até final de 2021”.
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DOS MOTORES E AERODINÂMICA
Hervé
Poncharal revela estar muito satisfeito com este novo acordo que permitirá às
equipas evitar gastos exorbitantes no desenvolvimento dos seus protótipos de
MotoGP, em particular num momento em que o futuro é incerto e onde o foco está
na sobrevivência e não tanto na competição em si.
Com os custos para 2021 efetivamente contidos, e até reduzidos, pois na próxima
temporada do Mundial de Velocidade vamos ter em pista as motos de 2020, que já
estão desenvolvidas, Hervé Poncharal abordou ainda o tema do congelamento do
desenvolvimento das motos até final de 2021 em relação às equipas com
concessões: Aprilia e KTM.
Tanto a Aprilia como a KTM não estão incluídas no que respeita às regras que
impedem o livre desenvolvimento do motor e aerodinâmica dos seus protótipos,
tal como acontece com os fabricantes rivais. Isso permitiria que ambas pudessem
continuar a desenvolver as suas motos nos próximos tempos, pois o acordo agora
alcançado não o impede.
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ÀS EQUIPAS
Hervé Poncharal deixa essa decisão nas mãos da Aprilia e da
KTM, mas sublinha que “Não penso que vão
usar as concessões. No papel, as regras das concessões não se alteram, mas
estou certo que essa será a última das suas preocupações. Neste momento a questão
não é como gastar mais dinheiro, acredito que cada fábrica pensa em como pode
salvar a sua empresa”.
Esta “entrada em hibernação”, como
define Poncharal, permitirá que a categoria rainha do motociclismo mundial
continue a viver, ainda que em serviços mínimos. Com esta medida parece que
será seguro que mesmo as equipas em maiores dificuldades para pagar ordenados
aos seus técnicos têm assim um balão de oxigénio.
A questão mais relevante neste momento passa então a ser uma: Será que vamos
ter Mundial de Velocidade em 2020?
andardemoto.pt @ 8-4-2020 13:15:27
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