MotoGP 2025 - São Marino e Riviera de Rimini - Marquez, quem mais?
O MotoGP de San Marino e Riviera de Rimini, em Misano, dificilmente teria outro vencedor que não o todo-poderoso Marc Marquez. No entanto, Marco Bezzecchi, na Aprilia, voltou a ser o único que parece, na actualidade, dirimir argumentos para contrariar o quase Campeão do Mundo de 2025.
andardemoto.pt @ 15-9-2025 16:26:27
Marc Marquez, depois de uma qualificação menos conseguida, saíu de P4 na grelha, mas rapidamente, como na véspera - na Sprint que lhe seria desastrosa, caindo pela primeira vez na corrida curta na presente temporada - depressa chegou a P2 na peugada de Bezzecchi.
O piloto da Aprilia resistiu estoicamente, mantendo-se na liderança durante 11 voltas, mas acabou por perder a liderança para o piloto da Ducati. A corrida parecia decidida, como fora a da véspera, em que só a queda do espanhol possibilitou a vitória do italiano (a primeira não-Marquez, Marc ou Alex, na presente temporada numa tarde de sábado) mas a verdade é que Márquez não conseguiu livrar-se de Bezzecchi, que nunca esteve a mais de 0,6 segundos da liderança durante toda a corrida.
Marco Bezzecchi provou que, na determinação e na técnica, a ‘dupla’ está quase lá. Marquez tentou descolar mais do que uma vez… e mais do que uma vez o italiano não deixou. Foi preciso esperar pelos momentos derradeiros da corrida para ver Marquez desferir o golpe final nas - justas - ambições de Bezzecchi.
Foi, é certo, mais uma vitória para Marc Marquez (25ª contando com as Sprint) e para a já Campeã do Mundo de Construtores Ducati, mas terá sido uma das mais difíceis do ano, ou a mais trabalhosa, pelo menos..
De tal forma o duelo entre os dois primeiros definiu o que foi esta corrida que Alex Márquez, o terceiro, ficou a sete segundos da vitória no final, reforçando no entanto a segunda posição no campeonato.
Franco Morbidelli ficou em quarto lugar. Provavelmente teria sido de Pedro Acosta, mas o espanhol perdeu a corrente – um problema que atingiu Brad Binder por duas vezes na sexta-feira – logo após ultrapassar Fabio Quartararo na disputa pelo quarto lugar.
Acosta não foi o único abandono da KTM, já que os dois pilotos da Tech3 – Maverick Vinales e Enea Bastianini – caíram.
De Bagnaia - o ‘case study’ desta temporada, pouco há a contar. Novamente P8 na qualificação, P13 na Sprint, queda no GP… tem agora Bezzecchi a oito pontos apenas do seu terceiro lugar no campeonato.
Mais Yamaha, mas pouco
Quartararo, depois de retomar a quarta posição após o abandono de Acosta, foi ultrapassado sucessivamente por Morbidelli, Fabio Di Giannantonio, Fermin Aldeguer e Luca Marini, terminando apenas em oitavo, uma classificação que contrariou alguns bons sinais dados ao longo do fim de semana (P3 na qualificação, mas queda na Sprint).
Atrás de Quartararo, Miguel Oliveira e Brad Binder completaram o top 10, sendo Binder, talvez ironicamente, o único piloto da KTM a terminar a corrida.
Quanto ao português, Oliveira fechou mais um GP em P9 (segundo consecutivo, igualando a melhor classificação do ano)... curiosamente, depois de ter visto confirmada a sua dispensa no final da temporada. De novo segundo melhor da Yamaha. Ironias…
Alex Rins e Augusto Fernandez também receberam punições duplas por voltas longas por largadas forçadas. Rins acabaria por cair, enquanto Fernandez não conseguiu fazer melhor do que P14 no primeiro Grande Prémio com o novo motor V4 da Yamaha, cujos primeiros sinais estão longe de ser animadores.
andardemoto.pt @ 15-9-2025 16:26:27
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