Triumph Speed Triple 2016 vai ser apresentada na EICMA em Milão

A mítica moto do construtor britânico reinventa-se. Vinte e um anos depois do seu lançamento, a carismática “roadster” foi remodelada e está pronta para enfrentar a concorrência. Fazemos aqui uma viagem ao passado relembrando a sua evolução.

andardemoto.pt @ 11-11-2015 18:44:22

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1994

1994

A Triumph Speed Triple remonta a 1994, quando os engenheiros britânicos decidiram desnudar a desportiva Daytona 900 e criar uma moto mais apelativa para a clientela mais jovem e urbana. Os 98 cavalos debitados pelo motor tricilíndrico de 855cc e o peso muito contido, de apenas 209kg, proporcionavam um comportamento dinâmico e uma agilidade que, à época, era muito acima da média.

O seu aspecto feroz e ameaçador foi bem recebido pelo público e o futuro do modelo estava garantido.


1997

1997

Em 1997 a Triumph apresenta a evolução do modelo que chamou imediatamente à atenção, com os seus dois faróis redondos que se assemelhavam a olhos de insecto. Chamaram-lhe T509 Speed Triple. Tinha montado o motor T595 de três cilindros que, apesar de manter a cilindrada, debitava mais dez cavalos de potência.

Infelizmente a denominação confundia muitos motociclistas que eram levados a pensar que a nova Speed Triple era uma 600cc e não uma 900cc. Apesar disso, as linhas exóticas e o monobraço oscilante foram um sucesso imediato. Também o comportamento dinâmico ficou beneficiado com a redução de 13 quilos no peso do conjunto.

Em 1998 a Speed Triple herda a ciclistica e o novo motor da Daytona 955i, mantendo-se a nível estético muito semelhante à versão anterior, ganhando apenas um forte incremento de binário.



2008

2008

2005 foi o ano da libertação para a Speed Triple. A Triumph tinha descontinuado a Daytona 955 e ia apostar forte no modelo “Naked”. Com um quadro desenhado “à medida” do motor 1050 que debitava cerca de 130cv, com os escapes colocados debaixo do assento e com uma forquilha capaz de garantir elevados níveis de desempenho, tal como o monobraço oscilante redesenhado.

Apresentava um peso de apenas 189kg e uma agilidade impressionante que a colocou, em todo o mundo, como a referência da sua classe. Foi ligeiramente revista em 2008, quando recebeu pinças de travão Brembo aplicadas radialmente e umas novas jantes negras que melhoravam substancialmente o aspecto geral. Também o assento do passageiro foi revisto nessa altura.


2011

2011

2011 foi  ano da controvérsia. Numa política de rejuvenescimento dos seus modelos, a marca de Hinckley abandonou os característicos faróis redondos, substituindo-os por um par de faróis rasgados. As opiniões dividiram-se, com os mais puristas a carpirem o fim de uma época, e os mais técnicos a babarem-se com as novas especificações técnicas  onde se destacava o quadro completamente redesenhado, a suspensão revista e a caixa de velocidades dotada de um novo selector que a tornava um pouco mais suave e silenciosa. Até já podia ser equipada com ABS. Na prática, a Speed Triple de 2011 era a mais rápida e eficaz de sempre, mesmo quando comparada com a concorrência italiana.

Em 2012 foi lançada a versão “R”. Era basicamente a mesma moto, com o mesmo quadro e motor, mas vinha equipada com uma forquilha Öhlins NIX30 completamente ajustável e um amortecedor também topo de gama: um Öhlins TTX36. Os travões também melhorados, umas jantes leves da PVM e uns apontamentos em fibra de carbono piscavam o olho aos mais dados a levar a sua Speed Triple para a pista.


2016

2016

2016 vai ver o nascimento de uma nova edição da Speed Triple e da versão “R”.

A apresentação oficial vai ter lugar na próxima semana, na EICMA, o Salão de Milão, mas a marca já adiantou alguns pormenores para abrir o apetite. Segundo o comunicado que recebemos da marca, o motor 1050 foi revisto e recebeu 104 modificações centradas no aumento da potência e na maior disponibilidade do binário, garantindo ao mesmo tempo o cumprimento das normas de emissões de poluentes Euro4 que entram em vigor precisamente em 2016.

As primeiras imagens da Triumph Speed Triple de 2016

Por isso a marca anuncia também uma melhoria na eficácia energética que reduz o consumo em cerca de 10%, potenciado pelo novo radiador e pelo novo sistema de escape que reclama uma melhoria substancial no fluxo de gases e que deve fazer maravilhas pela sonoridade do tricilindrico.

Uma nova ECU (centralina), acelerador electrónico com mapas de potência selecionáveis incluindo modo “track” e controlo de tracção, ABS regulável, suspensões completamente reguláveis, pinças Brembo monobloco, luzes diurnas em LED, e um estilo agressivo e atlético com uma cintura estreita. Vai estar disponível em dois esquemas cromáticos: Diablo Red e Phantom Black.

A Versão “R” vai ser contemplada com peças maquinadas e em fibra de carbono, forquilha invertida Ohlins NIX30 e amortecedor Ohlins TTX36 RSU. Vai estar disponível em Crystal White e em Matt Graphite (com sub-quadro em vermelho)

As novas Speed Triple S e R chegam ao mercado português em Fevereiro, mas ainda não há preço definido para nenhum dos modelos.

Veja o vídeo de apresentação da Speed Triple 2016

andardemoto.pt @ 11-11-2015 18:44:22


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