MV Agusta F3 Rosso – A beleza das supersport vestida de vermelho
A F3 é o mais recente membro da gama Rosso. A nova MV Agusta F3 Rosso mantém a beleza das supersport de Varese mas agora vestida de vermelho. Aqui ficam os detalhes e novidades desta desportiva italiana.
andardemoto.pt @ 31-5-2021 16:22:41
Depois
da Brutale 800, Dragster 800 e também da Turismo Veloce 800, a MV Agusta
decidiu agora replicar a mesma receita Rosso à supersport F3 800. E o
resultado é uma desportiva que mantém a beleza exclusiva dos modelos de Varese
mas que agora conta com uma imagem mais vincada graças à pintura em vermelho denominada
Ago Red.
Mas mais do que uma mudança cosmética, a nova MV Agusta F3 Rosso recebe
importantes atualizações técnicas, seja na parte mecânica, como na ciclística,
mas também na cada vez mais relevante eletrónica que ajuda a explorar as
diferentes potencialidades deste modelo.
O objetivo de uma desportiva de média cilindrada é a derradeira performance em
pista. No entanto, a utilização de novos componentes por parte da MV Agusta
confere à nova F3 Rosso uma capacidade superior também numa utilização em
estrada.
Aquele que é um dos chassis que mais elogios tem recebido, é melhorado para
2021 com um novo conjunto de placas laterais de reforço da estrutura tubular
que funciona como quadro da F3 Rosso. A este nível os engenheiros da casa de
Varese deram particular atenção à zona de fixação do braço oscilante, tipo
monobraço.
As placas laterais têm um novo desenho, mas a grande novidade deste componente
do chassis é a rigidez torsional e longitudinal aumentada, o que significa que
o condutor da nova F3 Rosso usufrui de uma condução mais precisa e obtém maior “feedback”
da ciclística.
A mecânica da MV Agusta F3 Rosso não apresenta uma revolução. É mais uma
evolução. A potência anunciada é de 147 cv, o que coloca o motor tricilíndrico “tre
pistone”, mesmo cumprindo com as normas Euro5, como um dos mais potentes do seu
segmento.
A unidade motriz da MV Agusta F3 Rosso conta com características únicas como a
cambota contrarrotante, algo que habitualmente só encontramos nas motos de
competição de MotoGP. No interior, os engenheiros italianos encontraram forma
de reduzir bastante a fricção dos elementos internos ao usar tratamento DLC nas
guias das válvulas.
As válvulas são fabricadas em titânio e não viram o seu desenho alterado. No entanto
os rolamentos das bielas, da cambota e do veio de equilíbrio foram redesenhados
para reduzir a fricção e ao mesmo tempo melhorar a fiabilidade.
Num motor que tem a injeção melhorada graças aos novos parâmetros da centralina
e a injetores que aguentam com mais 0,5 bar de pressão, destaca-se ainda a
utilização de radiador de fluxo bidirecional que garante uma melhoria na
refrigeração que atinge os 5%, enquanto todo o sistema de escape, desde o
coletor até às ponteiras, foi redesenhado para garantir que o motor mantém a
sua performance máxima em qualquer regime de rotação.
O sistema de escape mantém a configuração de três ponteiras sobrepostas, agora
com um desenho mais vincado das coberturas em cor bronze, mas que não altera a
sonoridade típica da F3 e que tantos motociclistas adoram.
Por outro lado, e para garantir que o condutor da F3 Rosso obtém uma sensação
melhorada nas trocas de caixa, a MV Agusta introduz neste modelo a terceira geração
do seu sistema de quickshift conhecido como EAS 3.0, que graças a um novo
sensor permite trocas de caixa mais precisas e suaves. A embraiagem também foi
alvo de modificações, com a MV Agusta a destacar o novo cesto de embraiagem que
reduz o ruído de funcionamento da mesma.
Por fim, o pacote eletrónico desta supersport italiana ganha eficácia com a
chegada da plataforma de medição de inércia fornecida em exclusivo para a MV
Agusta pela e-Novia, empresa com sede em Milão e que tem vindo a trabalhar em
parceria exclusiva com a casa de Varese ao nível da eletrónica.
A nova IMU da F3 Rosso reconhece de forma mais precisa a posição da moto a todo
o momento, e com isso as ajudas eletrónicas tornam-se ainda mais eficientes,
sensíveis à inclinação, com parâmetros de funcionamento que permitem ao
condutor levar a F3 Rosso ao seu limite mas sempre com a confiança de que a
eletrónica está lá para ajudar.
Com muitos parâmetros de ajuste à escolha através do redesenhado painel de
instrumentos TFT a cores, a nova MV Agusta F3 Rosso destaca-se pelo seu sistema
Front Lift Control (FLC). Este sistema permite que a roda dianteira da moto se
afaste do asfalto em aceleração, maximizando a tração e tornando a F3 Rosso
ainda mais rápida na saída das curvas. O FLC, em vez de eliminar por completo o
“cavalinho”, permite gerir o tempo e altura a que a roda dianteira levanta do
solo.
Na travagem a novidade está na utilização da centralina de ABS MK100 da
Continental, que graças à IMU de seis eixos permite adicionar a função em curva
ao sistema de travagem da F3 Rosso.
Adicionalmente a MV Agusta permite que o proprietário da F3 Rosso saiba sempre
onde a moto está, em tempo real, graças à utilização de um localizador Mobisat.
Através da app MV Ride o proprietário tem acesso aos dados da moto, e
inclusivamente poderá personalizar o pacote eletrónico das ajudas à condução
conforme as suas preferências pessoais ainda antes de colocar o motor em
funcionamento!
Galeria de fotos MV Agusta F3 Rosso
andardemoto.pt @ 31-5-2021 16:22:41
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