MotoGP – Jorge Lorenzo poderá fazer “wildcards” e um regresso não está descartado!
O regresso de Jorge Lorenzo às hostes da Yamaha Racing em MotoGP está a deixar o paddock da categoria rainha em ebulição. O cinco vezes campeão do mundo pode fazer diversas aparições como “wildcard” já em 2020, e o regresso a tempo inteiro em 2021 não está descartado.
andardemoto.pt @ 1-2-2020 15:08:00
Depois
da renovação de contrato de Maverick Viñales e da passagem de Fabio Quartararo
para a equipa de fábrica da Yamaha, o que deixa Valentino Rossi fora da equipa
já a partir do final de 2020, a casa de Iwata não perdeu tempo em satisfazer
uma das principais exigências dos seus pilotos que há bastante tempo pedem aos
máximos responsáveis da marca japonesa que assegurassem um piloto
verdadeiramente rápido para ocupar a posição de piloto de testes e desenvolvimento
da Yamaha YZR-M1.
Pois bem, em resposta a estes pedidos de Rossi e Viñales, a Yamaha Racing
recorreu aquele que foi o seu piloto mais bem sucedido da última década: Jorge
Lorenzo.
O espanhol de 32 anos natural de Palma de Maiorca ainda há pouco tempo estava
como piloto de fábrica da Honda, era companheiro de equipa de Marc Marquez, mas
a Honda RC213V provou ser um “osso duro de roer” e Lorenzo nunca conseguiu
sentir a confiança na moto para mostrar aquilo que valia.
Logo
quando anunciou que se ia retirar da competição no final de 2019, Lorenzo
deixou no ar a forte possibilidade de regressar ao paddock de MotoGP, e de
facto não precisou de esperar muito tempo para que a Yamaha Racing lhe fizesse
uma proposta para se reunir com a sua “velha amiga” M1, conforme Lorenzo
definiu este regresso à Yamaha.
Apesar da marca japonesa pretender Jorge Lorenzo como piloto de testes e
desenvolvimento do protótipo de MotoGP, a verdade é que no comunicado em que
confirmam o acordo com o piloto, falam na possibilidade de Lorenzo competir já
em 2020 como “wildcard”, caso seja esse desejo.
Nesse mesmo comunicado não há confirmação de qualquer plano nesse sentido, mas
conhecendo a mentalidade competitiva de Jorge Lorenzo, e sabendo como o seu
estilo de pilotagem é exponenciado pelas capacidades da M1, não é muito díficil
perspetivar que este ano veremos Lorenzo a competir em MotoGP esporádicamente.
Até porque essa seria uma boa hipótese de Lorenzo perceber se ainda mantém o
ritmo que é preciso para competir a este nível, tendo em vista um possível
regresso a tempo inteiro em 2021.
Recordamos que todos os contrados de piloto de MotoGP,
exceção nos casos de Maverick Viñales e Fabio Quartararo, ainda estão em
aberto, e isso inclui a posição de Franco Morbidelli na Petronas Yamaha SRT.
O italiano, antigo campeão de Moto2, tem estado em bom plano, mas a estrutura
malaia liderada por Razlan Razali poderá estar disposta não apenas a acolher
Valentino Rossi, caso o italiano decida continuar a competir além de 2020, mas
também a finalmente contratar Jorge Lorenzo, algo que teve muito perto de
acontecer em 2019 antes do espanhol optar pela Repsol Honda e a Petronas ir
buscar Quartararo às Moto2, com os resultados que já conhecemos.
Com Rossi e Lorenzo juntos, uma reedição de uma dupla que tão bons resultados
ofereceu à Yamaha, a Petronas Yamaha SRT teria uma formação verdadeiramente
impressionante em termos de títulos mundiais: 14 títulos divididos entre os 9
de Valentino Rossi e os 5 de Jorge Lorenzo.
andardemoto.pt @ 1-2-2020 15:08:00
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