MotoGP – A equipa LCR continua até 2026

A formação que atualmente serve de segunda equipa da Honda renovou contrato com a Dorna e a IRTA. A equipa LCR de Lucio Cecchinello assegurou o seu lugar em MotoGP até final de 2026.

andardemoto.pt @ 27-1-2021 16:04:55

Enquanto a ação em pista não começa, a Dorna e a Associação Internacional de Equipas – IRTA vão continuando a clarificar o futuro da categoria rainha do motociclismo. Depois da Tech3 e do Team Gresini terem anunciado que garantiram lugar em MotoGP até final de 2026, agora é a vez da LCR também confirmar a sua presença ao mais alto nível.

A equipa italiana liderada por Lucio Cecchinello compete atualmente com material Honda, e na temporada 2021 que agora começa contará com os pilotos Alex Marquez, que vem da Respol Honda depois de um ano de estreia que terminou em crescendo, e continua a ter o japonês Takaaki Nakagami como piloto mais experiente depois da saída de Cal Crutchlow.

Para Lucio Cecchinello este novo acordo permitirá à sua estrutura continuar a lutar contra as melhores equipas de MotoGP. O antigo piloto e experiente diretor de equipa não esconde o orgulho em “Poder anunciar que a LCR renovou recentemente com a Dorna e a IRTA o seu contrato de participação em MotoGP. Estou grato por poder continuar a competir mais cinco anos na categoria rainha, e não posso esperar por começar um novo capítulo com os nossos pilotos Nakagami e Alex Marquez com uma moto totalmente de fábrica”.



Para além da importância de se manter em atividade em MotoGP, a presença assegurada da LCR até 2026 abrirá portas para que alguns fabricantes possam tentar convencer Lucio Cecchinello a trocar de marca.

Ligada à Honda desde 2006, a estrutura italiana tem conseguido funcionar como parceira da equipa de fábrica da Honda. O HRC depende bastante da LCR no que respeita ao desenvolvimento de componentes para usar nas RC213V de fábrica, e a verdade é que a equipa liderada por Lucio Cecchinello tem uma enorme experiência.



Essa experiência e capacidade de trabalho podem despertar o interesse de fabricantes como a Aprilia ou a Suzuki. A intenção destes fabricantes é de aumentar a sua presença em MotoGP num futuro próximo. No caso da Aprilia, o “divórcio” com o Team Gresini, recentemente anunciado, deixa a casa de Noale à procura de uma estrutura que possa, a partir de 2022, inscrever as suas RS-GP.

No caso da Suzuki, Davide Brivio, antes de sair da liderança da equipa campeã a caminho da Fórmula 1, nunca escondeu o desejo de aumentar o número de GSX-RR na grelha de partida de MotoGP. Os protótipos japoneses estão num ponto de desenvolvimento muito bom, e a LCR não ficará indiferente a uma proposta da casa de Hamamatsu para ser a sua equipa satélite.


Em qualquer dos casos, Lucio Cecchinello não parece muito preocupado e nem está, aparentemente, muito recetivo a uma mudança de marca.

O patrão da LCR diz que “Estamos ligados à Honda até 2022. A nossa colaboração renova-se de ano a ano. No último contrato já fizemos planos a pensar em 2022, e a vontade da LCR é de continuar para além disso. Gostaríamos de continuar a trabalhar com a Honda, porque para além de ser um parceiro técnico, estabelecemos uma relação de grande amizade com os engenheiros”.

Seja qual for a marca que fornece as motos e material técnico no futuro, o que sabemos para já é que a equipa LCR continuará em MotoGP, com duas motos, até final de 2026.

andardemoto.pt @ 27-1-2021 16:04:55


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