Paula Kota

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OPINIÃO

A estrada não tem cores

Os responsáveis da Junta de Freguesia de Campolide tiveram a (infeliz) ideia de pintar uma passadeira de peões com cores.

andardemoto.pt @ 15-5-2019 18:40:43 - Paula Kota


Não questiono a causa, mas como motociclista tenho de pensar na minha segurança e na de terceiros. Um tema da maior importância. Todos sabemos a armadilha escorregadia que é a tinta branca das passadeiras e marcações de estrada. A juntar a isso, agora temos mais cores para escorregar e mais cores para confundir.

O regulamento (RST) define que “As marcas rodoviárias têm sempre cor branca” e que as passadeiras devem ser “constituídas por barras longitudinais paralelas ao eixo da via, alternadas por intervalos regulares”. Interpretar a lei não é recomendável quando se trata de conduzir um veículo. Dá sempre origem a acontecimentos dolorosos.


Parafraseando um excelente advogado motociclista, o Rodrigo Ribeiro, colocam-se as perguntas:

  1. Se alguma mota ou bicicleta (que passam/PASSAVAM entre as listas brancas para evitar o piso não aderente) cair, quem assume a responsabilidade pelo acidente, lesão ou morte?

  2. Se algum peão for ali atropelado e o condutor do veículo invocar que aquilo NÃO É UMA PASSADEIRA, quem é que responde pela “armadilha” que estão ali a colocar na estrada?
A Estrada é o único local onde se aplica a regra do “preto e branco”. Não há cinzentos. Há precaução, responsabilidade e impõe-se a segurança. Não podemos deixar que se crie aqui um precedente.

Senhores políticos, seja qual for a vossa cor partidária ou a vossa tendência de cor, deixem-se de cores. Lembrem-se que:

A Estrada Fo** todos.


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