Fábio Figueiredo
À procura de um caminho alternativo
OPINIÃO
De Tallinn, Estónia, até ao Cazaquistão - 5ª parte: Em direcção a Kazan
Hoje era esperada mais chuva, mas acordei para ser novamente surpreendido, desta vez para o melhor. Apesar da temperatura ainda se manter no dígito único e o céu completamente encoberto, o piso estava seco. Finalmente boas notícias. Parti em direcção a Kazan, a capital da república do Tatarstão e uma das pérolas da Rússia.
andardemoto.pt @ 7-10-2019 17:21:00 - Fábio Figueiredo
- 1ª parte
- 2ª parte - Há dias assim.
- 3ª parte - Até Tver, na margem do rio Volga
- 4ª parte - De Tver a Nizhny Novgorod
- 5ª parte - Em direcção a Kazan
- 6ª parte - O serpentear do Volga
- 7ª parte - De Samara ao Cazaquistão
- 8ª parte - Estava onde queria.
- 9ª parte - Oficialmente na Ásia
- 10ª parte - Com a experiência do dia anterior, decidi não ir pelo deserto.
- 11ª parte - Tinha chegado onde queria ir
- 12ª parte - Objectivo alcançado
As estradas, mais cheias, mantinham-se enquadradas no mesmo cenário de planície, mas a taiga já tinha desaparecido, para dar lugar a campos agrícolas extensos. A paisagem estava a mudar, o que significava que estava cada vez mais perto do clima árido do Cazaquistão.
Pelo caminho, no último abastecimento do dia, no meu russo bastante limitado compreendi a senhora da caixa da bomba de gasolina: “Rússia? Porquê?”. Expliquei-lhe que também não sabia e parti. Estava, novamente, atrasado para o meu próximo destino.
Uns quilómetros depois, um pôr do sol que prometia que as coisas não iam ser assim tão más.Já de noite, começo a ver à distância, a mesquita do Kremlin de Kazan, imagem de marca da cidade. Estou a chegar.
No hotel, locais levam-me a descobrir a cidade e a comer a comida local. A arquitectura é deslumbrante: esta é facilmente uma das cidades que mais me marcaram. Uma mistura de religiões e culturas, arquitectura que varia entre o árabe, o russo rural e o soviético.
É costume demorar uns dias até sentir que estou na viagem e hoje foi o dia. Já estou a uns milhares de km de onde parti, a meio caminho entre de onde vim e para onde vou. As caras mudaram, as línguas são diferentes, a comida também. Talvez seja o piso seco, a paisagem urbana deslumbrante ou as pessoas, mas agora já é tarde de mais para voltar para trás.
- 1ª parte
- 2ª parte - Há dias assim.
- 3ª parte - Até Tver, na margem do rio Volga
- 4ª parte - De Tver a Nizhny Novgorod
- 5ª parte - Em direcção a Kazan
- 6ª parte - O serpentear do Volga
- 7ª parte - De Samara ao Cazaquistão
- 8ª parte - Estava onde queria.
- 9ª parte - Oficialmente na Ásia
- 10ª parte - Com a experiência do dia anterior, decidi não ir pelo deserto.
- 11ª parte - Tinha chegado onde queria ir
- 12ª parte - Objectivo alcançado
andardemoto.pt @ 7-10-2019 17:21:00 - Fábio Figueiredo
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