Teste Indian Scout Sixty - Irresistível tentação

A Indian responde às solicitações do mercado e lança uma grande moto de entrada de gama.

andardemoto.pt @ 7-2-2016 20:44:13

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Indian Scout Sixty | Moto | MidSize

Texto: Rogério Carmo       Fotos: marca
                           

A mais antiga marca de motos americana responde ao sucesso conseguido na Europa durante o último ano, sobretudo conseguido à custa do modelo Scout - uma moto que impressiona pelas linhas bem conseguidas, pelo nível de prestações dinâmicas e pelo “feeling” de condução que proporciona, e lança uma nova versão, apresentada em Novembro na EICMA, o salão de Milão, mais urbana e sobretudo destinada a uma clientela mais jovem: a Scout Sixty.


E foi no passado dia 2 de Fevereiro, no cenário da Sierra de las Nieves, a norte de Marbella, num ambiente de reserva da biosfera que é um verdadeiro paraíso para quem anda em duas rodas, que a Indian fez a apresentação europeia desta sua nova moto, onde tivemos o prazer de estar presentes.

Mantendo todas as características da Scout apresentada há pouco mais de um ano, nomeadamente o quadro em alumínio fundido, a Sixty afigura-se ainda mais simples, mais fácil de conduzir e, sobretudo, mais económica, seja em termos de investimento inicial, seja em termos de consumo de combustível. Em termos de disponibilidade, a Sixty pode ser fornecida em versão limitada, passível de ser conduzida por titulares de carta A2.


Quase isenta de cromados, com o bloco do motor e respectivas tampas pintados de negro, a condizer com o guiador e os amortecedores, em tudo esta Sixty evoca a mística da marca mantendo a qualidade de construção e acabamento da Scout original. 

Apenas um olhar mais atento consegue distinguir o facto de no esguio depósito de combustível, em vez de estar inscrito o nome Scout, estar inscrito o nome da marca: Indian. Isso, e a falta do pequeno apêndice aerodinâmico que na Scout “maior” está colocado por cima do farol, e que nesta versão simplesmente desaparece, dando origem a um aspecto ligeiramente menos cuidado, com cabos e tubagens demasiado expostas. Claro que a peça pode ser adquirida como opcional, mas como dizia o outro: “Não havia necessidade”!


O motor é basicamente o mesmo. O V-Twin a 60º apenas vê reduzido o diâmetros dos pistons, numa proporção suficiente para reduzir a cilindrada de 69 para 60 (sixty) polegadas cúbicas (de 1.130,7 cc para 999 cc) e reduzir ligeiramente a taxa de compressão.

A caixa de velocidades também sofreu alterações, sendo agora de apenas 5 relações em vez das 6 da Scoout original.

O carácter do motor é por isso igualmente interessante, suave, de fácil entrega e dono de uma regularidade notável, desde o arranque, passando pelo ralenti e ao longo de toda a faixa de regime, até bem para lá das 7.000 rotações, praticamente isento de vibrações e, no caso dos modelos que tivemos oportunidade de experimentar dotados com linhas de escape opcionais fabricadas pela Remus, com uma sonoridade realmente entusiasmante, sem ser demasiado ofensiva para os ouvidos de terceiros.


Em termos dinâmicos a nova Sixty revela-se igualmente estável, fácil de inserir em curva, altamente manobrável a baixa velocidade, e a garantir uma altura do assento ao solo de apenas 642 mm, um valor de referência na sua classe, e uma grande vantagem para a utilização urbana.

Aliás, a Sixty, à semelhança da Scout original, é uma moto extremamente dotada para uma utilização urbana, mas que também se presta a longos passeios ou até mesmo a pequenas viagens, facto que pudemos comprovar ao longo dos mais de 300km de percurso que a marca tinha definido para o teste que proporcionou aos meios de comunicação.

Basta evitarem-se os maus pisos, onde as suspensões de curso reduzido (210mm na frente e 76mm na traseira) sobretudo a maiores velocidades, são manifestamente incapazes de absorver os maiores desníveis. No entanto, e dentro dos seus limites, este conjunto de suspensões é realmente impressionante, garantindo um conforto fantástico.

Tal como na Scout “maior” a Sixty também vem apenas dotada de assento para o condutor. Apesar de estar homologada para dois ocupnates, quem quiser levar pendura tem que adquirir o assento e os poisa pés vendidos como opcionais.

Em deslocações maiores o depósito de apenas 12,5 litros limita um pouco a autonomia, sendo previsível que, na melhor das hipóteses, o combustível seja suficiente para pouco mais de 200km.

A Sixty vai estar disponível em 3 cores, Preta, Vermelha Indian e Branca, uma novidade da gama. A sua chegada a Portugal está para breve, e irá custar 11.350€.

ESPECIFICAÇÔES INDIAN SCOUT SIXTY


MOTOR

Tipo: V-twin a 60º Refrigerado por líquido, DOHC, 8-valvulas

Cilindrada: 999cc

Potência: 78cv @ 7300rpm

Binário: 88.8 Nm @ 5600rpm

Transmissão primária: 5 velocidades

Transmissão secundária: Correira de 141 dentes

Embraiagem: húmida, multi-disco

Escape: duplo individual com “cross-over”

Alimentação: EFI c/ corpos de 60mm

Capacidade de combustível: 12.5 l


SUSPENSÃO

Frente: forquilha telescopica c/ 41mm diametro e 120mm de curso

Atrás: duplo amortecedor de 3” c/ 76mm de curso e pré-carga ajustavel


CICLISTICA:

Peso a seco: 246 kg

Distância livre ao solo: 135mm

Altura do assento: 643 mm

Distância entre eixos: 1562 mm


TRAVÕES

Frente:  disco de 298 mm c/ pinça de 2 pistões (ABS)

Atrás: disco de 298 mm c/ pinça simples


PNEUS

Frente: 130/90-16 72H

Atrás: 150/80-16 71H

CORES DISPONÌVEIS

  • Thunder Black
  • Indian Motorcycle Red
  • Pearl White

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