Teste SWM SM 125R - Desempenho exemplar

Dentro de uma classe em que o desempenho é normalmente preterido por factores menos nobres, esta produção da Speedy Working Motors é uma verdadeira pérola.

andardemoto.pt @ 26-9-2017 00:41:37 - Texto: Rogério Carmo | Fotos: ToZé Canaveira

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SWM SM 125 R | Moto | Supermoto

A SWM SM 125R descende directamente da Husqvarna SM (e WRE) anterior a 2010, e por isso faz jus ao mote da SWM: “cromossomas de corrida”. Pode ficar a saber mais sobre a história da SWM se clicar aqui.

Efectivamente, o “pequeno” monocilindrico, que cumpre a nova norma de emissões de acordo com a directiva Euro4, debita o máximo de potência permitido pela sua categoria, uns pouco entediantes 11Kw, ou seja, 15cv, que aliados a um peso muito contido de apenas 120kg (notável quando se analisa a qualidade de construção), e a uma ciclística de grande nível, resultam numa moto muito ágil e interessante de conduzir.

Sobretudo em cidade, no meio do trânsito congestionado, mas também numa qualquer estrada de curvas.

As quatro válvulas e a refrigeração por líquido garantem um entrega de potência muito linear, uma subida de rotação muito interessante, e ritmos muito dignos na faixa superior do conta-rotações, conseguindo-se facilmente exceder os limites de velocidade legais, com uma velocidade máxima real a ultrapassar largamente os 100km/h.

Os consumos não são referenciais mas, a espremer os limites do motor, conseguem-se médias a rondar os 4 litros aos 100km, que se traduzem em autonomias ligeiramente inferiores aos 200km.


Para o equilbrio geral,  muito contribui a firmeza do braço oscliante, integralmente construído em alumínio, e o firme quadro de cor vermelha, fabricado em aço.

A suspensão apresenta um curso de 250mm, e confere um grande conforto em vias mais degradadas, facto que se agradece para compensar a excessiva dureza do assento.

A direcção apresenta-se rápida e precisa, sendo ainda muito leve e bastante controlável, consequência de um guiador largo e de uma posição de condução muito ergonómica.

A travagem é quase referencial, e apesar de não ter ABS, oferece acção combinada, accionando em simultâneo as maxilas dianteira e traseira, quando de pisa o pedal.

O sistema é muito eficaz, reduzindo significativamente a distância de travagem, mas obriga a alguma habituação na dosagem, sobretudo a manobrar a baixa velocidade. Por seu lado, o travão dianteiro actua sozinho quando se aperta a manete direita, oferecendo uma mordida forte e muito doseável. 


A altura do assento impressiona, mas os 910mm que o separam do chão parecem menos, devido à escassa largura do quadro, facto que potencia o desconforto causado pelo estofo quase tão só decorativo. No entanto, os mais “artistas” vão adorar a liberdade de movimentos que tipifica as motos deste conceito.

À noite, pode-se contar com uma boa iluminação, e a única dificuldade será encontrar a ranhura do canhão da ignição num local mal iluminado, já que o seu acesso nem à luz do dia é uma tarefa fácil.

O painel de instrumentos é minimalista, registando-se alguma dificuldade na sua consulta. O acesso ao botão do menu também é dificultado pelos cabos de comando que passam na sua frente.

Quem apenas possuir carta B, vai encontrar nesta SWM SM125R uma das mais potentes e performantes motos disponíveis no mercado. Os mais jovens vão apreciar a liberdade de ultrapassar qualquer obstáculo, e os mais urbanos vão adorar a grande brecagem e a eficácia da travagem.

As linhas desportivas de design marcadamente italiano, a qualidade de construção e o som emitido pela ponteira de escape em aço inox, não vão deixar ninguém indiferente e o excelente comportamento dinâmico vai encantar os mais experientes.

Trata-se, portanto, de uma moto exclusiva, digna de verdadeiros “connaisseurs”, a um preço bastante razoável.

Equipamento:

Neste teste usámos equipamento de segurança composto por:

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SWM SM 125 R | Moto | Supermoto

andardemoto.pt @ 26-9-2017 00:41:37 - Texto: Rogério Carmo | Fotos: ToZé Canaveira


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