Teste Yamaha D’elight 125 - Mobilidade funcional

A gama Urban Mobility da Yamaha apresenta-se reforçada em 2021 com a chegada de uma atualizada scooter que promove a mobilidade funcional. Testámos a nova Yamaha D’elight 125 que nos surpreende pela facilidade de utilização em meios urbanos.

andardemoto.pt @ 24-5-2021 19:49:57 - Texto: Bruno Gomes

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Yamaha 2021 D'elight | Scooter | Urban Mobility Scooters

Ainda não há muito tempo publicámos aqui no Andar de Moto o nosso teste à versão 2021 da NMax 125, a scooter urbana de cariz desportivo que tem como objetivo abater a líder de vendas Honda PCX 125, também ela já testada na sua nova variante Euro5.

Porém, a gama Urban Mobility da casa de Iwata conta com outras propostas não tão desportivas.

A Yamaha D’elight 125 é, sem qualquer dúvida, uma scooter urbana, puramente urbana, e que aposta na funcionalidade e facilidade de utilização para conquistar o seu espaço num segmento procurado por clientes que procuram alternativas aos automóveis e, cada vez mais, clientes que pretendem uma alternativa aos transportes públicos para se movimentarem dentro da cidade.

O cenário para este primeiro contacto com a nova D’elight 125 de 2021 foi o mesmo que a NMax 125. A capital portuguesa, em período de “desconfinamento”, e com o seu trânsito já a regressar aos níveis de caos habitual, proporcionou um excelente “campo de batalha” – por vezes literalmente, pois temos de lutar por um espaço na estrada! – em que a pequena e simpática scooter da Yamaha revelou as suas mais-valias.



Ao contrário da irmã NMax, a D’elight 125 apresenta-se com formas mais compactas e dimensões reduzidas, melhor adaptadas aos espaços congestionados das nossas cidades. A nível estético os designers da Yamaha não optaram por uma linguagem de estilo muito radical. A carenagem frontal recebe agora uma luz diurna em LED, mas logo acima, acoplada ao guiador, encontramos uma grande ótica mais convencional.

O resultado é uma scooter simples, sem excesso de detalhes, e que claramente pretende que o seu utilizador se foque na forma fácil de utilização. E para isso oferece desde logo uma plataforma plana, que permite subir e descer da D’elight 125 sem ter de alçar a perna por cima do assento ou do túnel central que, por exemplo, encontramos na NMax 125. Uma plataforma plana é algo que por vezes não ligamos muito, mas numa utilização urbana, em que temos de subir e descer da scooter várias vezes, acabamos por entender como é uma solução cómoda e prática.

Neste particular apenas nos podemos queixar do pouco espaço disponível para o condutor. Para alguém com estatura superior a 1,80m será difícil encontrar posição para as pernas sem que os joelhos toquem no escudo dianteiro. E com a direção totalmente virada (direita ou esquerda) os punhos tocam nos joelhos. E mesmo ao nível da plataforma o espaço livre para posicionar os pés é bastante curto.


Mas fora isso, e já aos comandos da nova Yamaha D’elight 125, o condutor é recebido por um assento confortável. É também sentados nesta scooter que podemos desfrutar do painel de instrumentos redesenhado. Mantém o seu aspeto clássico, mistura um velocímetro analógico de grandes dimensões com um pequeno ecrã LCD, que por sua vez apresenta as informações básicas, mas por outro lado inclui indicador de nível de combustível.

A posição de condução da D’elight 125 é natural e cómoda. Falta-lhe é o espaço.

Sendo uma proposta mais acessível em termos de aquisição – o PVP da nova versão 2021 da D’elight é de 2.725€ -, a pequena scooter japonesa não apresenta soluções tecnológicas que podemos encontrar nos modelos premium. A ignição não é “keyless”, temos mesmo de inserir a chave no canhão e rodar antes de carregar no “start”.

Nesse momento o motor monocilíndrico, arrefecido por ar, começa a funcionar de forma rápida e suave, cortesia de um novo motor de arranque que agora também dobra função e faz de gerador. Esta novidade em termos mecânicos permitiu à Yamaha reduzir o número de componentes, melhorando a fiabilidade, e ao mesmo tempo ajuda a reduzir o peso do conjunto que se situa nos 101 kg a cheio.




Por outro lado, o motor apresenta outras novidades: o cilindro tem as suas paredes revestidas com tratamento DiASil para reduzir a fricção interna, a Yamaha instala um novo pistão, árvore de cames e cambota para ajudar na redução dos consumos, sendo que a marca anuncia um consumo médio em modo WLTP de apenas 1,8 litros. Tendo em conta que o depósito de combustível é de 5,5 litros de capacidade, a autonomia teórica da nova D’elight ultrapassa os 300 km.

Infelizmente não nos foi possível verificar durante este primeiro contacto qual o consumo real da Yamaha D’elight. Teremos de verificar este consumo médio numa nova oportunidade, embora seja justo referir que os valores declarados pela Yamaha normalmente não fogem muito da realidade.

Conforme já referimos, esta D’elight 125 é uma proposta puramente urbana. Não tem pretensões de ser usada em percursos extra-urbanos. É por isso que o seu motor de apenas 8,4 cv e os 9,8 Nm de binário máximo são suficientes para movimentar os 101 kg de forma rápida e eficiente entre o trânsito.

A capacidade de aceleração não é surpreendente. A sua velocidade de conforto será entre os 80 e 90 km/h, e a partir daí teremos de ter estrada livre e ligeiramente a descer para visualizar os 100 km/h no velocímetro.


Mas é suficiente para facilmente deixarmos para trás os automóveis quando arrancamos de um semáforo. E por falar em semáforo, a nova D’elight 125 passa a dar uso a um eficiente e suave sistema de “Start & Stop”. Como em todos os sistemas deste género, sempre que a scooter pára num semáforo, o motor desliga-se de forma automática. Bastará um pequeno rodar de acelerador para o motor voltar a funcionar.

O sistema da Yamaha revela-se suave e rápido a acionar, pelo que não é necessário esperar muito para que a D’elight 125 se comece a mover quando queremos arrancar de um semáforo, o que é uma boa notícia.

A leveza do conjunto revela-se também em termos dinâmicos. As pequenas rodas de 12 e 10 polegadas têm os seus eixos separados por apenas 1275 mm. Uma distância entre eixos tão reduzida, combinada com um peso reduzido e com jantes de pequenas dimensões, resulta numa scooter ágil, que responde de forma imediata aos impulsos no guiador, embora a sua estabilidade em inclinação não seja referencial.


Até porque as suspensões de construção “simples” e mais convencional – forquilha telescópica e dois amortecedores –, apesar de cumprirem, têm uma afinação mais rija do que o desejável. Isso notou-se nas ruas lisboetas em pedra de calçada ou onde o asfalto não é tão liso. Particularmente os amortecedores traseiros revelam-se incapazes de filtrar os maiores impactos de forma a evitar que o condutor sofra com isso.

No departamento da travagem, a Yamaha opta por instalar um disco de 180 mm à frente e manter na traseira o tambor. A força de travagem é suficiente, e a função de travões combinados distribui a potência disponível pelos dois eixos. Não é nada de novo no mundo das duas rodas, mas no caso do sistema Yamaha a percentagem da distribuição de travagem para a roda traseira é maior, notando-se por isso um funcionamento mais pronunciado.

No conforto de utilização também não podemos deixar de referir o bom espaço disponível debaixo do assento.

Com um volume de 36 litros, permite transportar ou guardar objetos de maior volume. A Yamaha anuncia que um capacete integral pode ser ali guardado. Na vida real, e tendo em conta que os capacetes apresentam cada vez mais apêndices aerodinâmicos que lhes dão um maior volume, não nos foi possível fechar o assento com o capacete modular Shark Evo-One 2 lá colocado.


Veredicto Yamaha D’elight 125


Conforme começámos por referir neste artigo, a Yamaha D’elight 125 é uma proposta puramente citadina. O seu peso reduzido e facilidade de utilização colocam-na entre as melhores scooters urbanas.

E depois temos de ter em conta o consumo médio anunciado pela Yamaha, que permitirá conduzir a D’elight 125 durante uma semana sem necessidade de a atestar novamente, se fizermos uma utilização casa-trabalho e vice-versa.

Faz-lhe falta um pouco mais de espaço para o condutor e suspensões um pouco mais complacentes com os pisos irregulares. Mas movimenta-se de forma ligeira. E aqui estamos também a referir aos momentos em que a temos de movimentar para estacionar sem ajuda do motor.

A Yamaha D’elight 125 é uma scooter pensada para o dia-a-dia na cidade. E nesse ponto de vista cumpre com o que promete. E ainda por cima tem um PVP bastante competitivo que obrigatoriamente a torna numa proposta com uma excelente relação qualidade / preço.

Neste teste utilizámos os seguintes equipamentos de proteção


Capacete – Shark Evo-One 2
Blusão – Furygan Digital
Calças – REV’IT! Orlando H2O
Luvas – Ixon Pro Verona
Botas – TCX X-Blend WP

Galeria de fotos teste Yamaha D’elight 125

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Yamaha 2021 D'elight | Scooter | Urban Mobility Scooters

andardemoto.pt @ 24-5-2021 19:49:57 - Texto: Bruno Gomes


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