SBK – Novas regras de homologação podem alterar estratégias dos fabricantes

A Dorna prepara-se para alterar as regras de homologação das motos que podem participar no Mundial Superbike. Novas regras para satisfazer todos os fabricantes que participam neste campeonato, e que podem assim alterar as suas estratégias para as próximas temporadas.

andardemoto.pt @ 5-6-2019 14:28:00

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A chegada da nova Ducati Panigale V4 R parece ter sido o catalizador para um conjunto de alterações no Mundial Superbike. Desde fabricantes rivais “acusarem” a casa italiana de alimentar uma guerra tecnológica com a chegada da nova Panigale V4 R, o que inevitavelmente levará ao aumento de custos e a concorrência desleal, à Dorna ter de intervir de forma mais visível nos regulamentos.

E é precisamente ao nível dos regulamentos que a Dorna pretende voltar a fazer alterações no Mundial Superbike, sendo que as alterações que agora começam a ser avançadas pelo portal germânico Speedweek podem levar a novas estratégias por parte de todos os fabricantes que participam no Mundial Superbike.

Comecemos então pelo início.

As atuais regras de homologação de uma moto para competir em SBK dizem que o fabricante tem de vender 500 unidades desse modelo durante o período de dois anos. Outro dado importante a ter em conta nestas homologações é que a moto tem de ser comercializada ao público a um preço máximo de 40.000€.


A Ducati, seguindo estas regras, criou a Panigale V4 R, aproveitando muitos conhecimentos e tecnologias que utilizam no protótipo Desmosedici de MotoGP, incluíndo o poderoso motor V4 de 1000 cc. A casa de Borgo Panigale conseguiu também colocar a V4 R à venda por um preço ligeiramente abaixo do limite imposto pelas regras. Mas nem isso acalmou os fabricantes rivais, que se apressaram a apontar o dedo à Ducati dizendo que a marca italiana está a competir com uma moto protótipo mascarada de moto de produção para estrada.

No entanto a grande maioria dos fabricantes que competem no Mundial Superbike também homologam versões especiais das suas superdesportivas: Kawasaki Ninja ZX-10RR, Honda CBR1000RR Fireblade SP2, e ainda a Aprilia com a versão mais exótica da RSV4, a RF, que esta temporada não aparece no campeonato porque nenhuma equipa quis competir com uma moto sem o apoio da Aprilia Racing. Estas motos foram criadas precisamente tendo em vista as alterações necessárias para competir no Mundial Superbike.

A BMW Motorrad ou a Yamaha têm uma estratégia ligeiramente diferente, e homologaram as suas motos na versão base, ou seja a S1000RR e a YZF-R1, respetivamente. A Yamaha, por exemplo, poderia perfeitamente homologar a versão exótica e tecnologicamente mais avançada R1M, mas optou por não o fazer.


A Ducati não terá qualquer problema em entregar as obrigatórias 500 unidades da Panigale V4 R aos clientes. Mas será que marcas como a BMW, Aprilia, Kawasaki, ou até mesmo a Honda conseguiriam cumprir com esse requisito usando versões especiais das suas superdesportivas?

A Dorna, prevendo que isso não é fácil, pretende agora alterar as regras de homologação. Em vez das 500 unidades os fabricantes serão apenas obrigados a vender 50 unidades das motos que pretendem homologar para o Mundial Superbike.

Esta redução drástica permitirá que os fabricantes que atualmente se recusam a desenvolver motos especiais de homologação – ainda há pouco tempo um responsável da Yamaha afirmou que a marca japonesa não vai fabricar uma superbike de 40.000 euros – possam agora olhar para as versões especiais de homologação de uma forma totalmente diferente, pois não terão grande dificuldade em vender 50 motos especiais ao longo de dois anos.

Sem a preocupação de terem de obter sucesso de vendas com as especiais de homologação, poderemos em breve, muito em breve, assistir ao nascimento de motos verdadeiramente especiais para competir no Mundial Superbike!

A Honda é uma das principais interessadas neste particular, e os rumores apontam, desde há algum tempo, para que a marca da asa dourada apresente uma superdesportiva com motor V4, uma Fireblade especial, para finalmente atacar a sério o Mundial Superbike.

Stefan Bradl, atualmente piloto de testes da Honda Racing Corporation para o MotoGP, afirmou recentemente que tem falado com a Honda para regressar ao Mundial Superbike e fazer parte de uma nova equipa HRC, tendo o piloto alemão inclusivamente dito que a Honda tem vindo a preparar “algo especial”, o que inevitavelmente quer dizer uma moto especial.

andardemoto.pt @ 5-6-2019 14:28:00


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