MotoGP Valência – Na despedida de Lorenzo, Marquez fecha o ano com chave de ouro

Marc Marquez voltou a vencer uma corrida de MotoGP em 2019. O espanhol e campeão do mundo ofereceu à Repsol Honda o título de equipas. Jorge Lorenzo despediu-se do Mundial de Velocidade emocionado, e em dia de despedidas, a KTM festejou a vitória nas Moto2 pelas mãos de Brad Binder. Na corrida espetacular das Moto3 assistimos à estreia de Sergio Garcia no lugar mais alto do pódio.

andardemoto.pt @ 17-11-2019 15:13:34

Está terminada mais uma temporada do Mundial de Velocidade, com a realização da corrida final de 2019 no circuito Ricardo Tormo em Valência, neste que foi o Grande Prémio da Comunidade Valenciana.

Já sem muito por discutir em qualquer uma das três categorias, ainda assim assistimos a corridas bem disputadas, muitas ultrapassagens, e também muitas quedas, principalmente nas mais pequenas Moto3. Mas a essa categoria já lá vamos mais à frente.

Nas categoria principal MotoGP, e com Fabio Quartararo (Petronas Yamaha SRT) a arrancar da “pole position” novamente e à procura daquela que seria a sua primeira vitória em MotoGP, o campeão Marc Marquez (Repsol Honda) tinha como principal missão ajudar a garantir o título de equipas para a Repsol Honda perante a Mission Winnow Ducati.

Marquez não começou a corrida de Valência da melhor forma, e nos primeiros momentos desceu de 2º na grelha de partida para a 5ª posição. Mas o espanhol, naquele seu jeito tão habitual e aguerrido, rapidamente recuperou posições e ficou a meio segundo de Quartararo, que nas primeiras voltas tentou escapar-se na liderança para proteger-se dos ataques dos rivais Jack Miller (Pramac Ducati), Alex Rins (Ecstar Suzuki) e Andrea Dovizioso (Mission Winnow Ducati).

Com Quartararo a imprimir um bom ritmo, a verdade é que Marquez não demorou muito a recuperar a desvantagem e colou-se à traseira do jovem francês, que por sua vez tentava assegurar o prémio de melhor piloto independente de MotoGP em 2019, numa luta com Jack Miller.

Marquez estudou as trajetórias de Quartararo, e sem perder muito tempo, ao contrário do que aconteceu na Tailândia, o piloto da Repsol Honda decidiu atacar, passou para a liderança, e a a partir daí foi construíndo a sua vitória neste GP de Valência. Fabio Quartararo ainda foi tentado responder como podia, mas desta feita não teve na sua Yamaha M1 da Petronas Yamaha SRT a “arma” para poder dar luta a Marc Marquez que cruzou a linha de meta com pouco mais de um segundo de vantagem sobre Quartararo.

Jack Miller, por sua vez, sentiu a meio da corrida de MotoGP que poderia ter hipóteses de lutar com Quartararo, mas o australiano admitiu no final da corrida que tanto Marquez como o francês que rodava à sua frente tinham algo extra em termos de ritmo de corrida, o que impediu o piloto da Pramac Ducati de efetivamente colocar-se em posição de lutar com Quartararo.

Com estes resultados, e em conjunto com o 13º lugar de Jorge Lorenzo, nesta que foi a despedida do cinco vezes campeão mundial de velocidade, a Repsol Honda completa uma temporada de sonho, tal como Marc Marquez. A Repsol Honda conseguiu nesta corrida valenciana bater a Mission Winnow Ducati na luta pelo título de melhor equipa de MotoGP, com a equipa japonesa a terminar o ano com 458 pontos enquanto a Mission Winnow Ducati fecha o ano com 445 pontos.


Fabio Quartararo foi ainda coroado como o melhor piloto independente, batendo Jack Miller. O francês termina com 192 pontos e Miller com 165.

Nas contas finais do campeonato de MotoGP, Marc Marquez termina a temporada com um total de 420 pontos, fruto de uma performance impressionante onde foi sempre primeiro ou segundo classificado em corrida (apenas um abandono no Texas), Andrea Dovizioso é o segundo classificado com 269 pontos, e Maverick Viñales o terceiro com 211 pontos.

De referir que o português Miguel Oliveira (Red Bull KTM Tech3), ausente deste Grande Prémio de Valência, fecha a temporada de estreia em MotoGP com um total de 33 pontos somados, o que lhe permite alcançar a 17ª posição na classificação de pilotos da categoria rainha.

Moto2

Na categoria intermédia Moto2, a KTM despediu-se da melhor forma, com uma vitória, o que mais uma vez deixa os fãs do Mundial de Velocidade, e em particular da marca austríaca, com a certeza que a decisão da KTM em sair das Moto2 é algo incompreensível.

Alex Marquez (Estrella Galicia 0,0 Marc VDS) já tinha o título nas mãos, pelo que a queda que sofreu quando rodava em 5º, e que o fez terminar a corrida de Valência na última posição, pouca influência teve nas contas finais do campeonato, ou se pensarmos no futuro, pouca influência terá tido na decisão da Repsol Honda de contratar o mais novo dos irmãos Marquez para competir em MotoGP em 2020.

Quanto à vitória, Brad Binder (Red Bull KTM Ajo) voltou a mostrar que é um dos melhores pilotos de Moto2, e apesar da excelente réplica de Tom Luthi (Dynavolt Intact GP), com o suíço a liderar durante muito tempo a prova que teve apenas 16 voltas, Binder voltou a dar uma excelente resposta e nas duas últimas voltas não só passou para a frente, como depois amealhou uma margem de segurança que lhe permitiu vencer novamente, e acima de tudo assegurar o vice-campeonato precisamente na frente de Luthi.


Moto3

Nas mais pequenas Moto3 foi dia de estreias.

O espanhol Sergio Garcia (Estrella Galicia 0,0 Honda), que no início da temporada nem pode competir devido a não ter a idade mínima para as Moto3, ultrapassou na última curva Andrea Migno (KTM) e subiu pela primeira vez ao lugar mais alto do pódio do Mundial Moto3. A diferença entre ambos cifrou-se em apenas 5 milésimas!

No lugar mais baixo do pódio terminou o também espanhol Xavi Artigas (Leopard Impala Junior Team). Esta foi a primeira corrida de Artigas no Mundial Moto3, e chegou mesmo a liderar com alguma vantagem esta corrida em Valência. Nesta sua estreia prometedora Xavi Artigas terminou em terceiro.

A corrida das Moto3 foi bastante atribulada.

Aron Canet viu o motor da sua KTM derramar bastante óleo na pista valenciana ainda durante a volta de formação da grelha de partida. A Direção de Corrida não teve outra hipótese se não atrasar o arranque e recomeçar tudo de novo.

Após o reatamento da corrida, um acidente múltiplo obrigou a nova paragem. Depois disso a corrida recomeçou com um número de voltas mais reduzido, e apesar das diversas quedas que aconteceram, a corrida de Moto3 não voltou a ser interrompida até que Sergio Garcia cortou a linha de meta para a sua primeira vitória.

De referir que depois de um merecido descanso nesta segunda-feira, os pilotos de MotoGP começam já a preparar a temporada de 2020 com a realização de uma sessão de testes no circuito Ricardo Tormo.

andardemoto.pt @ 17-11-2019 15:13:34


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