MotoGP – Já se trabalha para podermos ter corridas à porta fechada

Mike Trimby enviou uma carta às equipas de MotoGP. A intenção da IRTA e da Dorna é de perceber o que é preciso para se realizarem Grandes Prémios à porta fechada, e assim podermos ter Mundial de Velocidade e MotoGP em 2020.

andardemoto.pt @ 17-4-2020 13:20:21

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Estamos a meio de abril e a verdade é que o Mundial de Velocidade continua em suspenso. Não há ainda a certeza de quando as categorias MotoGP, Moto2 e Moto3 regressam às pistas, e embora a última revisão ao calendário mantenha o Grande Prémio da Alemanha (21 de junho) como data para o regresso à competição, a verdade é que a decisão do governo alemão, impedindo a realização de eventos com grandes manifestações de pessoas até final de agosto, significará que muito em breve a Dorna terá de anunciar o adiamento ou cancelamento do GP alemão.

No meio desta incerteza, a Dorna e a IRTA, associação de equipas, estão a tentar encontrar as mais variadas formas de, primeiro, ajudar as equipas contendo os custos, e em segundo lugar encontrarem uma forma de se realizarem as corridas.

Em relação às equipas e aos custos associados a uma temporada para uma equipa de MotoGP, a decisão de congelar o desenvolvimento de motores e aerodinâmica foi um excelente passo na direção certa, e também não podemos esquecer que a Dorna está a disponibilizar ajuda financeira às equipas privadas de MotoGP, e a todas as equipas de Moto2 e Moto3.

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Agora que parece controlada a parte financeira, pelo menos dentro das possibilidades, a Dorna, FIM, MSMA e a IRTA partem para a segunda parte do problema: como realizar Grandes Prémios em 2020?

A solução que ganha cada vez mais força é a de realizar corridas à porta fechada e com enormes restrições em termos de quantidade de pessoal técnico das equipas em cada circuito.

Nesse sentido, Mike Trimby, secretário da IRTA, enviou, de acordo com o website italiano Corse di Moto, um e-mail às equipas de MotoGP onde pede diversas informações. Nomeadamente a quantidade mínima de pessoas que precisam de ter na box:

“A Dorna está a trabalhar para encontrar novas datas, mas não está em posição de prever quando os governos vão reduzir as restrições às viagens. Portanto, uma solução estudada pela Dorna é a possibilidade de termos Grandes Prémios à porta fechada. Isto significa que não teremos espectadores nem as hospitalidades das equipas, inclusivamente os patrocinadores com passes. Para obter a aprovação de alguns governos, será necessário indicar o número de pessoas que vão participar, e, provavelmente, a sua nacionalidade e de qual país vão viajar. Deverão indicar o número mínimo de pessoas necessárias para um evento à porta fechada na Europa para poderem correr em segurança”, diz o e-mail de Mike Trimby.

Desta forma fica claro que a Dorna, FIM, IRTA e MSMA estão de facto a trabalhar já numa forma de se realizarem corridas de MotoGP, Moto2 e Moto3 à porta fechada.

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As restrições serão enormes, e o acesso aos circuitos estará vedado mesmo para patrocinadores, fotógrafos, imprensa, relações públicas e até aos responsáveis de comunicação das equipas. Apenas o “staff” considerado obrigatório poderá marcar presença no circuito, e nem mesmo as famosas “hospitality” das equipas estão previstas.

Com equipas técnicas reduzidas ao mínimo, com a presença de pilotos, e presença de pessoal necessário à realização do Grande Prémio (por exemplo os comissários de pista), podemos assim vir a ter uma temporada de 2020 de MotoGP.

Pelo menos desta forma a temporada não tem de ser totalmente cancelada.

Resta saber se financeiramente esta possibilidade não levará a outros problemas, pois sem receitas de bilheteira, diminuição nas receitas de merchandising, fotógrafos que não podem captar as imagens das corridas, jornalistas que não podem fazer o seu trabalho no circuito, e todos os milhares de pessoas que habitualmente ocupam o seu lugar no “paddock” de MotoGP, a Dorna e restantes entidades promotoras deverão sentir bastantes problemas.

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andardemoto.pt @ 17-4-2020 13:20:21


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