WorldSBK pondera alargar horizontes: Ásia e EUA na mira para 2027
Paralelamente, a China também não está fora das negociações.
andardemoto.pt @ 7-8-2026 12:00:00
O Mundial de Superbikes (WorldSBK) poderá estar a preparar uma expansão significativa do seu calendário para além das fronteiras europeias. A organização está a avaliar o regresso a palcos asiáticos e norte-americanos, com destaque para o circuito de Sepang, na Malásia, como o principal candidato a acolher uma ronda em território asiático já na próxima temporada.
A última vez que o WorldSBK competiu na Ásia foi em 2023, com a ronda da Indonésia no circuito de Mandalika. Desde então, o campeonato tem mantido um calendário maioritariamente europeu, com exceção da tradicional abertura em Phillip Island, na Austrália. Contudo, a pressão para um regresso ao continente asiático tem vindo a aumentar, sobretudo devido ao crescente protagonismo de fabricantes chineses no paddock.
Atualmente, a Kove é a única marca chinesa presente no novo Campeonato do Mundo de Sportbikes com a sua 450RR, enquanto a QJMotor e a ZXMoto competem no Mundial de Supersport. Mas a tendência é para crescer: a CFMoto, gigante industrial chinesa, é apontada como a próxima fabricante a desenvolver um projeto para a categoria principal do WorldSBK, o que torna ainda mais estratégica a presença da competição na Ásia.
O circuito mais provável para acolher uma ronda do WorldSBK na Ásia será o Sepang International Circuit, na Malásia. O traçado, desenhado pelo lendário Hermann Tilke, é já uma presença habitual no calendário do MotoGP e recebeu o Mundial de Superbikes entre 2014 e 2016, tendo sido palco de corridas emocionantes e com boa adesão de público.
Paralelamente, a China também não está fora das negociações. O Ningbo International Circuit é referido como o local mais viável para uma futura ronda chinesa, mas as conversações apontam que Sepang poderá ter prioridade, o que poderá significar que a China terá de aguardar por uma oportunidade posterior.
A expansão do campeonato não se fica pela Ásia. Os Estados Unidos também estão a ser considerados para um regresso que já se faz esperar há vários anos. A última vez que o WorldSBK cruzou o Atlântico foi em 2019, no mítico circuito de Laguna Seca, na Califórnia. Agora poderá ir para o Barber Motorsport Park, no Alabama, um dos traçados mais apreciados pelos pilotos e equipas.
A propriedade do WorldSBK está agora nas mãos da Liberty Media, o mesmo grupo que detém os direitos da Fórmula 1. Esta mudança trouxe novas ambições comerciais e uma clara aposta na globalização do campeonato. No entanto, o atual calendário - composto por 12 rondas, quase todas em solo europeu (com exceção da Austrália) - começa a ser visto como limitado para o potencial de crescimento da marca.
A inclusão de provas na Ásia e nos Estados Unidos não só responderia às pressões dos construtores como também abriria novas janelas de negócio, exposição mediática e oportunidades para patrocinadores. A ronda britânica, atualmente realizada em Donington Park, continua a ser a única referência no Reino Unido, mas o futuro poderá trazer um equilíbrio mais global ao campeonato.
andardemoto.pt @ 7-8-2026 12:00:00
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