MV Agusta apresentou na EICMA inovador motor de 5 cilindros
O histórico construtor italiano aproveitou a EICMA para apresentar um motor com uma configuração inesperada de 5 cilindros denominado Cinque Cilindri.
andardemoto.pt @ 21-11-2025 11:00:00
A EICMA já terminou há alguns dias, mas os seus ecos continuam a soar pelo mundo inteiro, tal como este motor inovador de 5 cilindros, apresentado pela MV Agusta no decorrer da exposição. Há planos de que o mesmo venha a ser produzido e em várias cilindradas, incluindo 850 cc.
A cilindrada pode chegar aos 1150 cc, mas os 850 cc têm uma aliciante adicional: essa é cilindrada que os motores de MotoGP vão adotar em 2027! Ou seja, a MV Agusta pode ter planos nesse sentido e recuperar, de certa forma, a arquitetura do motor de 5 cilindros da ganhadora Honda RC211V, sucessora da NSR 500!
Depois da separação definitiva da KTM a histórica marca italiana, sediada em Schiranna, Varese, Itália, tem estado muito ativa e um motor desta configuração é algo bastante promissor, sendo que, na versão de 1150 cc, pode chegar aos 240 cavalos de potência às 16.000 rpm com um binário de 140 Nm às 8.500 rpm.
Para já a marca não revela muitos detalhes e apresentou o protótipo numa caixa de vidro, mas adianta que prevê a sua utilização em vários perfis de moto, nomeadamente Supersport, Naked e até Touring, sendo um bloco com uma arquitetura invulgar e inesperada, tal como o novíssimo V3R da Honda, também apresentado na EICMA.
Se vai buscar inspiração ao motor de 5 cilindros da Volkswagen, o VR5, ou ao supercompacto usado pela Suzuki RGV 500 a 2 tempos com 4 cilindros, isso pouco importa. O mais relevante é que se trata de um motor inovador, que deve pesar menos de 60 kg, combinando leveza, equilíbrio e novas tecnologias, caso da bomba de água e óleo elétricas.
Se resultar, pode ser algo verdadeiramente único, sendo mais estreito do que um 4 em linha e mais curto do que um V4, sendo também altamente compacto, com um desempenho a condizer e poucas vibrações.
Ainda outro aspeto interessante deste motor, do que se pode observar, é que cada cilindro deverá ter duas condutas de admissão. Talvez para controlar melhor a velocidade de admissão da mistura gasolina/ar nos diferentes regimes ou oferecer distintos patamares de admissão, algo comum até em motos a carburador.
A marca vai agora ter um longo caminho de desenvolvimento pela frente, nomeadamente para reduzir o número de peças móveis no seu interior. Ainda assim, não há como negar que a equipa liderada pelo engenheiro Andrea Goggi tem um projeto em mãos que pode representar uma verdadeira ruptura face aos motores a combustão que conhecemos.
andardemoto.pt @ 21-11-2025 11:00:00
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