Teste FK Motors Streetfighter 125 - Sedução económica

Uma 125cc de caixa, muito acessível, de linhas agressivas e um comportamento que não desilude.

andardemoto.pt @ 22-7-2020 18:01:24 - Texto: Rogério Carmo | Fotos: Luis Duarte

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FK Motors Street Fighter | Moto | Moto

Quem ainda duvida de que a China domina a economia mundial, provavelmente não se apercebeu de que toda a indústria europeia incorpora nos seus produtos uma percentagem muito elevada de componentes fabricados na carismática república popular.

Muitos dos fabricantes chineses já criaram raízes na Europa, de forma a rentabilizarem a sua produção, oferecendo ao velho continente produtos mais sofisticados do que aqueles que os mercados asiáticos consomem, aproveitando para aumentar a sua notoriedade, testar novos conceitos e mercados e facturar um pouco mais. Algumas empresas até se dedicam exclusivamente à exportação. É o caso da Guangzhou Fekon Motorcycle Co., Ltd.

Fundada em 2020, a Fekon produz mais de 300.000 motociclos e 600.000 motores anualmente, em instalações que ocupam mais de 90.000 metros quadrados e empregam mais de 1000 trabalhadores especializados.

Das suas linhas de produção saem motociclos que foram concebidos com o apoio de gabinetes de desenvolvimento, centos de testes e controlo de qualidade próprios, além de uma experiência e um know-how necessários para desenvolver produtos inovadores, que garantem um produto final acima da média asiática.

Além da Ásia, África e América do Sul, os produtos Fekom também estão disponíveis na Alemanha, Itália, Espanha, Polónia, Malta e Romênia desde 2018.

A partir de 2019 as FK Motors passaram a ser distribuídas em Portugal pela Salgados Moto. Da sua gama, consta a moto que lhe apresento neste trabalho, a FKM Street Fighter, e entre outras, a FKM Street Scrambler que já tinha tido a oportunidade de lhe mostrar nestas páginas.


Linhas modernas e agressivas, dominadas por arestas vincadas e uma silhueta esguia, de inspiração nitidamente asiática, caracterizam esta FK Motors Street Fighter que se destaca no mercado sobretudo pelo seu preço bastante abaixo da fasquia psicológica dos 3.000 euros.

À semelhança das demais FK Motors, está equipada com um motor genérico, de fabrico asiático mas com inspiração nipónica, capaz de debitar até 10,6cv a partir de um binário de 9,6Nm registado às 7.000rpm, e o seu desempenho não desilude.

Uma afinação da electrónica focada na economia de combustivel, garante (segundo dados do fabricante) consumos na ordem dos 2,3 litros aos 100 quilómetros, e uma suavidade de funcionamento assinalável, com um nível de vibrações reduzido.

Ainda apenas com homologação Euro4, a FK Motors Street Fighter regista uma potência máxima superior a 10 cv, para um peso total de apenas 138kg. Este motor monocilindrico, refrigerado a ar, mostrou-se bastante elástico, permitindo retomas aceitáveis e uma subida de rotação bastante enérgica, sobretudo a baixos regimes. 


A caixa de cinco velocidades, mais do que suficientes para explorar o binário ideal e tornar a condução menos trabalhosa, apresenta um accionamento suave e preciso, com relações curtas e bem escalonadas, e a manete da embraiagem mostra um accionamento bastante leve.

A ciclística merece destaque pelo comportamento das suspensões, já que a forquilha invertida com 37mm de diâmetro e o mono-amortecedor traseiro, com dois estágios, ambos com uma afinação desportiva, apresentam um comportamento dinâmico honesto, a par com um conforto razoável.

Ao nível da travagem, a Street Fighter apresenta na frente um disco de 300mm de diâmetro, assistido por uma pinça de dois pistões, que se revela bastante doseável e com um mordida inicial bastante suave, funcionando relativamente bem com o pneu CST Magsport 110/70 - 17. Na traseira, um disco de 240mm e uma pinça de pistão simples asseguram um controlo muito bom da roda traseira que calça um pneu 140/60 - 17.

A Street Fighter não conta com ABS, mas está equipada com um sistema de travagem combinada, conforme é obrigatório por lei (homologação Euro4) para esta cilindrada.

Numa moto deste preço há muito equipamento cuja ausência é justificável. É o caso das manetes com afinação… No entanto a SF compensa com a iluminação integral em LED e com um painel de instrumentos que é completamente digital e muito legível e que, além de muita informação, da qual se destacam o indicador de mudança engrenada e de nível de combustível, incorpora Bluetooth para ligação a um smartphone. 

A estética é surpreendentemente irresistível para os motociclistas mais jovens. Conta com linhas angulosas e pormenores de design bem conseguidos, como o farol dianteiro, as jantes, os suportes dos poisa-pés ou as pegas das mãos do passageiro.

Em andamento, o conjunto apresenta um comportamento muito ágil, com uma brecagem razoável e uma extrema facilidade de manobra a baixa velocidade. O som proporcionado pela ponteira de escape original é rouco, grave e quase alto demais para uma utilização civilizada, mas é extremamente interessante.

O assento não é tão confortável como seria de esperar, mas está longe de ser uma tábua, e encaixa perfeitamente com as linhas de design, sem roubar muita altura de pernas, favorecendo assim os motociclistas com as pernas mais curtas.


O depósito de combustível tem uma capacidade para 12,5 litros o que confere à Street Fighter uma autonomia prática a rondar os 400 quilómetros, o que é verdadeiramente fantástico!

Tratando-se de uma moto sem carenagens, a protecção aerodinânica é escassa, mas considerando que a velocidade máxima está limitada a cerca de 100km/h, apenas em dias de chuva e/ou muito frio é que isso vai constituir problema.

Por tudo o que foi dito, esta é uma opção interessante para os motociclistas mais jovens, que pretendem iniciar a sua carreira motociclística. Indicada sobretudo para uma utilização urbana e interurbana, a solo, oferece uma relação qualidade/ preço muito acima da média, e uma condução agradável com custos de aquisição e manutenção muito baixos.

Equipamento:

Neste teste usámos o seguinte equipamento de protecção e segurança:


Capacete Shark Spartan Carbon Skin

Blusão Sprint Kool

Luvas RSW MSL – 008

Botas TCX Rook WP

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andardemoto.pt @ 22-7-2020 18:01:24 - Texto: Rogério Carmo | Fotos: Luis Duarte


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