Contacto Kove 450 Rally - A última bolachinha do pacote

A sua história data do ano de 2017 com o seu nascimento, mas, mais a oeste, a Kove apenas chegou ao ouvido dos portugueses no início do ano 2023 com a sua participação em dois mundos distintos da competição, no WSBK na categoria SSP300 e no grande Rally Dakar. Provas dadas, a Kove vem agora integrar o mercado europeu e o primeiro modelo em solo lusitano será a 450 Rally, que fomos testar no outro extremo da península Ibérica.

andardemoto.pt @ 7-5-2024 07:00:00 - André Sanches

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KOVE 450 RALLY REGULAR EDITION | Moto | Enduro

A receita já foi famosa e trouxe retorno financeira na época, porém como a vida é um ciclo, as modas voltam e vão, e, tal como fez a Yamaha com a XTZ750 Super Ténéré, a Honda com a Africa Twin, a KTM com a 950 Adventure Dakar Edition, a BMW com a F650GS Dakar e a Cagiva com a Elefant 900, a Kove vem disponibilizar aos aficionados por motos todo o terreno a 450 Rally, um modelo que deu provas de fiabilidade e durabilidade, tal como as anteriores mencionadas, ao participar e terminar com sucesso a prova de todo o terreno mais dura do mundo, o Rally Dakar.

Os tempos são outros, e são melhores! A possibilidade de adquirir uma versão com semelhanças àquelas que vemos a participar numa grande competição faz de nós uns afortunados e mais ainda quando podemos legalmente circular por vias públicas (louvando o defletor aerodinâmico e a escusa de andar sempre com o reboque atrás…). Contudo, não é só aqui que a Kove 450 Rally sobressai, mas também por um aspecto geral de equilíbrio funcional entre todos os seus equipamentos, digam-se, com soluções contemporâneas.


A marca Kove assume-se como uma fabricante asiática de motos de média e alta cilindrada de alta qualidade, que até agora era comercializada apenas na China, e que faz agora sua expansão para o mercado Europeu. Todavia a sua gama não vem de “enxurrada” e a 450 Rally foi a única moto da marca que nos foi apresentada na pista de todo o terreno “Les Comes”, nos arredores Barcelona.

Mas falemos então de prestações. A unidade motriz instalada nas motos do teste, oferecia uma potência de 42 cv (31 Kw), a pensar nos motociclistas detentores decarta de condução de categoria A2, sendo possível de aumentar a potência para os 56 cv (adiante volto a este assunto). Para um monocilíndrico com uma capacidade de 449 cc, as vibrações são naturais e, neste caso, aceitáveis, compensadas por uma subida de regime muito linear que se revelava entusiasmante já perto do limitador. 

Complementando o conjunto motriz, a caixa de 6 velocidades revelou-se bem escalonada, com uma primeira relação mais longa, ao estilo endurista, e um “manuseio” do pedal inquebrável com ótimo feedback e capaz de aguentar umas boas pancadas seja em quedas ou nas trocas de mudança mais desesperadas. O seu accionamento mostrou-se um pouco duro e impreciso, provavelmente devido aos poucos quilómetros ainda rodados pelas unidades de teste.


No percurso do Les Comes, com 3 opções (curto, médio e longo), as suspensões totalmente ajustáveis eram colocadas à prova na absorção dos impactos sofridos no piso irregular, e que somente precisaram de um pequeno ajuste para ficar ao nosso gosto. Ainda assim, a afinação de fábrica não comprometeu o desempenho e as suspensões comportaram-se de maneira firme e previsível sem deixar espaço para receios nas diferentes manobras de aceleração, salto e travagem. 

Esta última, realizada por um pinça de dois pistões e disco único na dianteira e pinça simples na traseira, permitem uma fácil e rigorosa dosagem, muito conveniente para o fora de estrada, pondo facilmente os pneus CST, de 18 e 21 polegadas, a evidenciarem os seus dotes de aderência num piso de terra muito seca e dura. Possui ABS com a particularidade de desligar facilmente ou apenas na roda traseira ou ambas, por meio do comutador direto e através do painel de instrumentos, este em TFT de tamanho apreciável e com um bom interface humano.

Os 145 kg a seco e capacidade para 28 litros de combustível nos três depósitos, 14L no traseiro, mais 7L nos frontais situados em posição baixa para favorecerem a centralização de massas e um baixo centro de gravidade, são os responsáveis pela grande agilidade e estabilidade de todo o conjunto.


Estaticamente e dinamicamente, a Kove 450 Rally assemelha-se a uma moto de enduro, com um assento comprido e ligeiramente estreito, que se destaca pela sua comodidade e altura ao solo, de 960 mm, um problema que pode ser mitigado com o kit de rebaixamento para 910 mm, que mantém a mesma distância livre ao solo de 310 mm. Em situações extremas, podemos contar com a resistente proteção do cárter e depósitos de combustível em carbono. 

O guiador está situado numa posição semi elevada para facilitar ambos os tipos de condução: sentado e em pé. As pernas encaixam confortavelmente na moto nas diferentes posições, ao mesmo tempo que as peseiras asseguram a boa aderência das botas.

Para maior controlo, as manetes são ajustáveis e em caso de queda podem quebrar pelo “vinco” a tal destinado. Um destaque ainda para o fácil acesso ao filtro de ar colocado sob o assento. Pena o facto de ser em papel não lavável, uma desvantagem numa moto destinada aos trilhos poeirentos e outros.


Para o mercado português a Kove 450 Rally de base estará apenas disponível com plásticos robustos na cor branca, decorados com autocolantes a vermelho. Mas, para os viciados em adrenalina, a Kove irá disponibilizar dois kits que aproximam ainda mais este modelo de uma pura endurista. O mais acessível (1000€) conta com um escape mais “livre”, filtro de ar em esponja e uma centralina que confere à 450 Rally 56 cv de potência. 

O kit menos acessível (7000€) é para os que pretendem uma experiência completa de aventura, com torre de navegação em carbono, um maior defletor aerodinâmico e um depósito de água potável alojado na proteção do motor, além dos acessórios mencionados no kit anterior.

As boas notícias não se ficam apenas pelos do parágrafo acima e, tal como a última bolacha do pacote, a Kove 450 Rally será, sem dúvida, desejada pelos purista da aventura que procuram uma arma versátil, com autonomia, resistência, fiabilidade e comodidade q.b. por uma boa relação qualidade/preço, que neste caso se situará por volta dos 10.000€ de base, para alcançar os recantos menos explorados do planeta.

Equipamento:

  1. Capacete: Kappa KV30
  2. Fato: RST Pro Series Ranger
  3. Luvas: Fox Legion
  4. Botas: RST Atlas

Veja o vídeo em baixo.

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KOVE 450 RALLY REGULAR EDITION | Moto | Enduro

andardemoto.pt @ 7-5-2024 07:00:00 - André Sanches


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