2020 – O ano das powernaked!
Têm motores potentes derivados de superdesportivas, eletrónica muito evoluída, e uma estética arrojada. As powernaked são as grandes apostas para 2020 dos fabricantes de motos. Para o ajudar a escolher a sua próxima moto, aqui fica uma lista e detalhes das powernaked que pode comprar este ano.
andardemoto.pt @ 2-1-2020 18:30:00
De
tempos a tempos a indústria das duas rodas decide seguir determinadas
tendências. As escolhas que os grandes fabricantes fazem acabam por ter consequências
nos tipos de motos que vemos à venda nos concessionários.
Durante anos as desportivas foram a grande tendência, mas a crise económica
acabou por alterar esse paradigma. De repente os motociclistas procuraram motos
mais acessíveis e económicas, mas ao mesmo tempo as maxitrail aventureiras
ganharam cota de mercado. Não havia um fabricante que não quisesse ter uma
fatia deste segmento.
Depois a tendência do mercado alterou-se. As personalizações e customizações
vieram para criar todo um estilo de vida agregado ao mundo das duas rodas, e as
café racer, scrambler, street tracker e todas as derivações associadas à
customização tomaram conta do imaginário de muitos motociclistas.
Chegamos
então a 2020. Bom, na realidade temos de recuar um pouco até ao Salão de Milão
EICMA 2019.
Foi aí que ficámos a conhecer em primeira mão as grandes novidades para este
ano que agora começa, e foi no certame italiano que as powernaked tomaram conta
do “espetáculo”, tornando-se nos maiores destaques que o mundo das duas rodas
terá em 2020.
O que é uma powernaked?
De uma forma resumida, e possivelmente demasiado simplista, uma powernaked é
uma naked de características desportivas e cuja cilindrada está colocada acima
dos 1000 cc. Descendem diretamente das superdesportivas que os diversos
fabricantes têm em catálogo, na maioria dos casos, e noutros casos são motos
criadas a partir de uma folha em branco para tomar de assalto o segmento.
Têm motores extremamente potentes e com curvas de binário trabalhadas para as
tornar mais divertidas de conduzir em estrada quando comparadas com as suas
versões puramente desportivas. A posição de condução naked garante um maior
conforto, enquanto a eletrónica evoluída coloca as powernaked praticamente ao
mesmo nível das motos de competição.
2020
será um ano marcado pelas powernaked. E provavelmente o caro leitor estará a
pensar em comprar uma (ou mais!) para ter na garagem.
Por isso o seu Andar de Moto decidiu criar uma lista das powernaked que pode
comprar nos concessionários portugueses este ano. Algumas são novidades
absolutas para 2020, outras foram apenas retocadas, e outras mantêm-se
inalteradas em relação ao ano anterior.
Aprilia Tuono V4 Factory
É a
naked de eleição da casa de Noale. Uma versão despida de carenagens da
superdesportiva RSV4. O seu característico motor V4 a 65º é um portento de
força, e os 175 cv e os 121 Nm de binário não deixam ninguém indiferente. Esta
nova versão, apesar de praticamente não ter grandes modificações em relação à
versão 2019, conta com suspensões eletrónicas Öhlins Smart EC2.0, que recebem
novos parâmetros de ajuste mais intuitivos. É sem dúvida uma das motos a ter em
conta este ano.
BMW S1000R
Dentro
das powernaked, a S 1000 R da BMW Motorrad é das que irá receber uma
atualização profunda em breve. Mas pelo menos em 2020 mantém-se inalterada em
relação ao que conhecemos, devendo ser apresentada uma nova geração até final
do ano para entrar em comercialização em 2021, já de acordo com as normas
Euro5.
O seu motor quatro em linha de 999 cc ainda não é o novo motor que equipa a
superdesportiva S 1000 RR, com tecnologia ShiftCam. No entanto não deixa de ser
um motor bem interessante dentro do segmento. Com 165 cv e 114 Nm de binário a
S 1000 R dá luta às propostas mais potentes, e apesar de ser um quatro em
linha, a verdade é que este motor oferece doses bastante generosas de binário
em médios regimes.
Para além do equipamento de série, a BMW Motorrad oferece a possibilidade de
personalizar a S 1000 R com diversos componentes especiais, incluindo modos de
condução ou ainda as suspensões eletrónicas.
Quer ficar a conhecer os detalhes
técnicos e preço da BMW S1000R? Então clique aqui.
Ducati Streetfighter V4
Considerada
como a mais bonita do último Salão de Milão EICMA, a novíssima Streetfighter V4
é a versão naked da superdesportiva Panigale V4. E, tal como a irmã carenada,
também a Streetfighter V4 estará disponível em variante base e também na melhor
equipada e exótica S.
O motor é o bem conhecido Desmosedici Stradale, uma unidade V4 a 90º e que
deriva do motor usado pela Ducati em MotoGP. Com uma potência que atinge os 208
cv às 12.750 rpm e um binário de 123 Nm, a Streetfighter V4 será uma das
grandes candidatas à coroa do segmento em 2020 apresentando outros argumentos
como uma eletrónica evoluída e um design arrebatador!
Com um preço de 20.345€ para a Streetfighter V4 e de 23.545€ para a
Streetfighter V4 S, e se ficou entusiasmado com esta novidade da Ducati para o
segmento powernaked então clique aqui e descubra todos os detalhes
Honda CB1000R
Dentro
do segmento powernaked, a Honda CB1000R talvez seja a menos radical e mais
aproximada ao que habitualmente definimos como uma naked utilitária. Aliás, a
própria marca japonesa defende que a CB1000R encaixa no conceito Neo Sports
Café.
O seu motor quatro cilindros em linha de 998 cc, com origem em gerações
passadas da CBR1000RR Fireblade recebe mais potência e mais binário para 2020,
sendo que o peso baixou nada menos do que 12 kg. Três modos de condução predefinidos
e um quarto modo personalizável, sem esquecer o controlo de tração ajustável,
são alguns dos destaques desta naked desportiva japonesa.
Ao contrário da grande maioria das rivais, a CB1000R não disponibiliza, nem
como opção, suspensões eletrónicas.
Se clicar aqui pode ficar a conhecer
todos os detalhes técnicos da Honda CB1000R e o seu preço.
Kawasaki Z H2
Mais
uma das grandes novidades para este ano. A brutal Z H2 é a mais recente
proposta da Kawasaki a dar uso ao potente motor sobrealimentado que vimos pela
primeira vez na desportiva Ninja H2.
O motor quatro cilindros em linha dá uso a um compressor volumétrico. Com isso
a mais potente das naked Z consegue extraír 200 cv de potência, mas a grande
vantagem desta solução técnica da Kawasaki é o facto de apresentar um binário
máximo de 137 Nm às 8.500 rpm!
A nível estético a nova Kawasaki Z H2 será das propostas mais agressivas dentro
do segmento powernaked. Uma estética que nem a todos agradará, mas que de
certeza que fará com que esta naked da casa de Akashi se destaque da
concorrência.
Está interessado em saber mais e ver
mais fotos da Kawasaki Z H2? Então clique aqui.
KTM 1290 Super Duke R
A “Besta”,
como a KTM carinhosamente baptizou a 1290 Super Duke R, existe há oito anos e
para enfrentar 2020 a marca austríaca realizou profundas modificações à sua
powernaked que sempre consegue causar enorme impacto quando falamos nela.
E muita da culpa desse impacto é devido ao seu bombástico motor bicilíndrico
LC8. Para este ano a KTM revela que o motor está mais potente e que a
performance está agora nos 180 cv e o binário nuns massivos 140 Nm!
A ciclística foi profundamente renovada: novo quadro em treliça e sub-quadro,
novas jantes de cinco braços mais leves, suspensões WP Apex totalmente
ajustáveis, travões Brembo Stylema. Isto são apenas algumas das novidades que
poderá encontrar na nova KTM 1290 Super Duke R.
Para mais detalhes técnicos clique aqui
e aproveite também para ver mais fotos desta powernaked austríaca.
MV Agusta Rush 1000
Em
termos de design a MV Agusta Rush 1000 quase pode ser encaixada no segmento
powernaked ao mesmo nível da Honda CB1000R, uma espécie de café racer com
esteróides. Mas a realidade é que apesar dessa possível semelhança em termos de
estilo com a proposta japonesa, a Rush 1000 eleva o patamar do exotismo para
outro nível!
Esta moto de Varese dá uso ao motor quatro cilindros em linha da Brutale 1000
RR. Isto significa que a sua potência ascende aos 208 cv, sendo que, quando
equipada com sistema de escape opcional, a potência sobe mais um pouco e atinge
os 212 cv.
Materiais como fibra de carbono ou assento em Alcantara, a jante traseira
fechada, tecnologias derivadas de MotoGP e da Fórmula 1, eletrónica com uma
diversidade impressionante de opções, sem esquecer os componentes de topo ao
nível das suspensões e travagem, fazem com que a MV Agusta Rush 1000 seja uma
powernaked de deixar qualquer motociclista a sonhar com uma na garagem.
E convém ter em conta que os 300 km/h são uma brincadeira de criança para a Rush
1000!
Quer saber mais sobre a nova powernaked
da MV Agusta? Então clique aqui.
Suzuki GSX-S1000
Mais
uma vez a casa de Hamamatsu optou por não aplicar alterações mecânicas ou
estéticas à GSX-S1000, e a verdade é que, apesar de já se encontrar ao serviço
da marca japonesa há alguns anos, a powernaked da Suzuki também apresenta
argumentos bem interessantes.
Para começar o seu motor quatro cilindros em linha consegue disponibilizar
145,5 cv de potência. Não é um valor recorde para o segmento, até está bastante
longe, mas a entrega de binário abaixo na gama de rotações, em conjunto com uma
transmissão de relações curtas, fazem com que a GSX-S1000 seja uma powernaked
de grandes acelerações.
É das propostas mais acessíveis do segmento tendo em conta o seu PVP de
12.799€, mas nem por isso faltam as opções eletrónicas como controlo de tração.
Tendo em conta a chegada das normas Euro5, esperamos que muito em breve a
Suzuki opte por renovar completamente a sua GSX-S1000.
Enquanto não chegar uma nova geração, fique
a saber o que achámos desta japonesa num teste do seu Andar de Moto em que a
GSX-S1000 mostrou que tem um coração de leão!
Triumph Speed Triple 1050
Numa
lista onde figuram nakeds de alta performance não poderia faltar a icónica
Speed Triple 1050. A Triumph continua a optar pelo seu motor tricilíndrico,
tornando assim a Speed Triple numa proposta que apresenta argumentos singulares
neste segmento.
Nesta geração mais recente a Triumph consegue extraír 150 cv do motor
tricilíndrico. Com 117 Nm de binário máximo a Speed Triple encontra-se
praticamente ao mesmo nível das suas rivais, mas é o seu pulmão a baixos e
médios regimes, acompanhado pelo uivar do tricilíndrico, que sempre tornaram a
Speed Triple 1050 numa proposta tão interessante dentro das powernaked.
A nível eletrónico a Triumph instala na sua naked maior tudo o que podemos
desejar, incluindo cinco modos de condução. Toda a ciclística foi trabalhada
para que o condutor desfrute de uma naked ágil e que inspira confiança, seja na
variante S ou na melhor equipada e mais exótica RS.
O seu Andar de Moto já testou a Triumph
Speed Triple 1050 RS. Quer saber o que ela vale? Então clique aqui.
Yamaha MT-10
Em termos de imagem, não temos grandes dúvidas que a MT-10
da Yamaha é a opção mais irreverente do segmento. A sua aparência tipo “transformer”
é sem dúvida o ponto em destaque quando olhamos para a MT-10, mas esta
powernaked japonesa nascida em Iwata não é só a aparência.
Na realidade a MT-10 brilha pelo seu motor quatro cilindros em linha
Crossplane, com tecnologia de cambota de planos cruzados que a Yamaha aplica há
alguns anos na superdesportiva YZF-R1. Aliás, a MT-10 é basicamente uma R1
despida das suas carenagens integrais e com um guiador elevado para maior
controlo.
Com 160 cv e 111 Nm de binário, a MT-10 poderá não impressionar os
motociclistas pela sua performance “pura e dura”, mas é na combinação do motor,
eletrónica avançada e ciclística que a Yamaha encontrou uma combinação tão
interessante. Ainda mais quando falamos da variante SP, melhor equipada, em que
temos à disposição as suspensões eletrónicas Öhlins Smart EC2.0.
A Yamaha MT-10 já passou pelas nossas
mãos aqui no Andar de Moto! Clique aqui para ler o nosso teste a esta
powernaked japonesa.
andardemoto.pt @ 2-1-2020 18:30:00
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